
À medida que os pesquisadores analisaram suas raízes genéticas e suas relações com o sistema dopamínico do cérebro, eles o ligaram a problemas como transtorno de déficit de atenção, consumo e jogo compulsivos, alcoolismo, drogas e comportamento criminoso.
Agora, no entanto, depois de rastrear extensamente os buscadores de novidades, os pesquisadores estão vendo o lado positivo. "A busca por novidades é um dos traços que mantêm as pessoas saudáveis e felizes, e alimenta o desenvolvimento da personalidade ao longo do envelhecimento", diz C. Robert Cloninger, o psiquiatra que desenvolveu testes de personalidade para medir esse traço.
Os problemas com a busca por novidades apareceram nas suas primeiras pesquisas, nos anos 1990; as vantagens tornaram-se aparentes depois que ele e seus colegas testaram e acompanharam milhares de pessoas nos Estados Unidos, Israel e Finlândia.
"Ela pode levar a um comportamento antissocial", diz ele, "mas se você combinar essa curiosidade e o caráter aventuroso à persistência e à compreensão de não ser o centro do mundo, então você obtém o tipo de criatividade que traz benefícios a toda a sociedade".
Defensores desse traço o chamam de "neofilia", e mostram evidências genéticas de sua importância na migração da espécie humana pelo mundo. Em sua sondagem para a recente pesquisa “Novo: entendendo nossa necessidade por novidades e mudança", a jornalista Winifred Gallagher argumenta que a neofilia sempre foi o recurso mais fundamental de sobrevivência humana, fosse para adaptação às mudanças climáticas na savana africana ancestral, seja para lidar com o último brinquedo digital do Vale do Silício.
"Nada revela sua personalidade de maneira mais sucinta que a sua reação emocional característica à mudança e à novidade ao longo do tempo e das diferentes situações", diz Gallagher. "É também a diferença de comportamento mais importante entre os indivíduos." Trabalhando a partir das investigações de Cloninger e de outros pesquisadores da área de personalidade, ela classifica as pessoas entre neófobos, neófilos e, no extremo, neofilíacos.
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