Novidades deixam as pessoas mais saudáveis, diz estudo

Por The New York Times
• Quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012 - 14h36
b0jangles/Flickr
Nova York - Uma nova pesquisa que a busca constante por novidades revela mais do que um traço de personalidade há muito tempo associado ao perigo. Na combinação certa com outros traços, esse pode ser um fator crucial de bem-estar.

À medida que os pesquisadores analisaram suas raízes genéticas e suas relações com o sistema dopamínico do cérebro, eles o ligaram a problemas como transtorno de déficit de atenção, consumo e jogo compulsivos, alcoolismo, drogas e comportamento criminoso.

Agora, no entanto, depois de rastrear extensamente os buscadores de novidades, os pesquisadores estão vendo o lado positivo. "A busca por novidades é um dos traços que mantêm as pessoas saudáveis e felizes, e alimenta o desenvolvimento da personalidade ao longo do envelhecimento", diz C. Robert Cloninger, o psiquiatra que desenvolveu testes de personalidade para medir esse traço.

Os problemas com a busca por novidades apareceram nas suas primeiras pesquisas, nos anos 1990; as vantagens tornaram-se aparentes depois que ele e seus colegas testaram e acompanharam milhares de pessoas nos Estados Unidos, Israel e Finlândia.

"Ela pode levar a um comportamento antissocial", diz ele, "mas se você combinar essa curiosidade e o caráter aventuroso à persistência e à compreensão de não ser o centro do mundo, então você obtém o tipo de criatividade que traz benefícios a toda a sociedade".

Defensores desse traço o chamam de "neofilia", e mostram evidências genéticas de sua importância na migração da espécie humana pelo mundo. Em sua sondagem para a recente pesquisa “Novo: entendendo nossa necessidade por novidades e mudança", a jornalista Winifred Gallagher argumenta que a neofilia sempre foi o recurso mais fundamental de sobrevivência humana, fosse para adaptação às mudanças climáticas na savana africana ancestral, seja para lidar com o último brinquedo digital do Vale do Silício.

"Nada revela sua personalidade de maneira mais sucinta que a sua reação emocional característica à mudança e à novidade ao longo do tempo e das diferentes situações", diz Gallagher. "É também a diferença de comportamento mais importante entre os indivíduos." Trabalhando a partir das investigações de Cloninger e de outros pesquisadores da área de personalidade, ela classifica as pessoas entre neófobos, neófilos e, no extremo, neofilíacos.

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