Ciência
Nosso futuro depende de antibióticos, diz Nobel
Paula Rothman, de INFO Online Segunda-feira, 24 de janeiro de 2011 - 17h17![]() |
SÃO PAULO – Se a indústria farmacêutica não investir em antibióticos, em duas décadas a expectativa de vida mundial pode cair para menos de 40 anos.
O alerta é dado pela Dra. Ada Yonath, uma das vencedoras do prêmio Nobel de Química em 2009 e pesquisadora do Instituto Weizmann de Ciências, em Israel.
Ao lado de Venkatraman Ramakrishnan e Thomas Steitz, dos Estados Unidos, a israelense ganhou o troféu graças à técnica que permitiu compreender exatamente como atua o ribossomo, a estrutura responsável por produzir proteínas dentro das células a partir das instruções contidas no DNA.
A técnica chamada de cristolografia de raios-X permitiu desvendar como o RNA (metade do DNA) é lido pelas células e, mais do que isso, abriu portas para o desenvolvimento de novos antibióticos. Isso porque o trabalho de Ada é feito apenas com bactérias – e a maioria dos medicamentos que as combatem ataca justamente essa pequena organela chamada ribossomo
Além de criticar a indústria farmacêutica, Ada fala sobre mutações e faz um importante alerta: o problema dos antibióticos está em seu uso puro e simples. Se você se preocupou com as mais de 20 mortes causadas pelas superbactéria KPC no Brasil nos últimos meses, vai se assustar ao saber que o futuro é ainda mais tenebroso.
Confira os destaques de sua entrevista concedida à INFO Online no clube A Hebraica, em São Paulo.
Proteínas
Quase tudo em nosso corpo são proteínas. A digestão, a hemoglobina, o sistema imunológico, visão, audição, cabelo, pele... Tudo são proteínas. Elas devem ser feitas de acordo com as necessidades da célula, e as instruções de como elas são feitas estão no código genético. O Ribossomo é como uma fábrica de carros: existem as instruções e as peças; ele junta tudo e, ao invés de sair um veículo, sai uma proteína.
Antibióticos
Já que as proteínas fazem quase tudo no corpo, se não existe mais sua produção, a célula irá morrer. No caso de doenças causadas por bactérias, doenças infecciosas, como pneumonia e tuberculose, a ideia é interromper a vida da bactéria - e metade dos antibióticos faz isso parando seu ribossomo. Eles se ligam à sua estrutura e não o deixam funcionar. A fábrica para. Sem proteína, não há vida. Isso é uma coisa que se sabe há muito tempo, mas como isso acontecia, não. Agora, depois de minha pesquisa, entendemos como acontece e podemos fazer antibióticos melhores e lutar contra a resistência, que é um grande problema...
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fernando c. lyra • 30/01/2011 - 14:04
ISSO É MUITO SÉRIO , MAIS UMA VEZ VAI COMEÇAR O HISTORINHA DO BOI TATA GOVERNO INCOPETENTE SE ENVOLVEM AI VEM A IGREJA SE METE, MAIS AI MORRE PESSOAS O GOVERNO GANHA OS SEMITERIOS TAMBEM A IGRJA MANDA REZAR UMA MISSA AI ELA GANHA SIM DEVEMOS DEIXAR MORRER ...
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David Franco • 28/01/2011 - 14:57
Deixem a seleção natural (ou induzida, quem sabe!?) atuar. Que vença o melhor!
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Eduardo T C • 25/01/2011 - 08:20
esses rss com multiplas paginas, invariavelmente, chegam para mim assim: http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/nosso-futuro-depende-de-antibi oticos-diz-nobel-24012011-31.shl?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campa ign=Feed:+Plantao-INFO+(Plant%C3%A3o+INFO) sem o conteudo, somente com a numeracao da pagina. Tenho q apagar do ponto de interrogacao para a frente para le-los corretamente.





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