Ciência
NASA registra microquasar
Paula Rothman, de INFO Online Segunda-feira, 07 de dezembro de 2009 - 10h00NASA´s Goddard Space Flight Center |
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Ilustração mostra a companheira (azul) orbitando a estrela. Os raios gama (roxo) surgem da interação entre as partículas desses dois corpos. |
SÃO PAULO - O Telescópio Espacial de raios-gama Fermi fez a primeira detecção clara de raios-gama de um enigmático sistema binário conhecido como Cygnus X-3.
O sistema é composto por uma estrela quente e densa e um objeto compacto, que muito provavelmente é um buraco-negro (mas pode ser uma estrela de nêutrons). Ele emite matéria no espaço à metade da velocidade da luz.
Astrônomos chamam esses sistemas de microquasars, pois eles lembram versões em miniatura de galáxias distantes chamadas quasar ou blazars.
O Cygnus X-3 foi detectado pela primeira vez em 1966 e está entre as fontes de raios-X mais fortes do céu – além de ser uma das primeiras fontes detectadas de raios gama. No centro do sistema está a estrela Wolf-Rayet, com uma temperatura de superfície 17 vezes mais quente que a do Sol. Ela é tão quente que sua massa escorre pelo espaço na forma de vento estelar e, em apenas 100 mil anos, esse vento irá remover o equivalente a um Sol dessa estrela.
Observando o sistema, os cientistas descobriram que, a cada 4,8 horas, a companheira imersa em um disco de gás quente gira em torno da estrela. As emissões de raios gama estão relacionadas a este fenômeno, e uma das explicações seria a interação entre os movimentos rápidos de elétrons acima e abaixo do disco com a luz ultravioleta da estrela.
Quando os fótons ultravioletas atingem as partículas que se movem a uma fração da velocidade da luz, eles ganham energia e se tornam raios gama. Todas as descobertas, publicadas na Science, fornecem dados de como essas partículas de grande energia se comportam no universo.





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