Ciência
NASA mapeia fronteira interestelar
Paula Rothman Sexta-feira, 16 de outubro de 2009 - 10h43NASA/Goddard Space Flight Center |
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Frame da animação feita pela NASA a partir dos dados coletados na galáxia |
SÃO PAULO – A NASA divulgou ontem o primeiro mapa abrangente do nosso sistema solar e sua localização na Via Láctea.
O mapa foi produzido com dados da nave Interstellar Boundary Explorer, ou IBEX, coletados durante seis meses de observações. Dois detectores a bordo mediram e contaram os átomos energéticos neutros, partículas sem carga que se movem relativamente rápido no espaço.
Elas são criadas em uma área do nosso sistema solar conhecida como região da fronteira interestelar, na qual as partículas carregadas do Sol, chamadas de vento solar, vão além da órbita dos planetas e colidem com material entre as estrelas. Essas fronteiras não emitem luz captável por telescópios normais, o que dificulta seu estudo daqui da Terra.
Por isso, em outubro de 2008, a NASA lançou o IBEX com o objetivo de descobrir a natureza das interações entre o vento solar e a região borda do nosso sistema.
O novo mapa revela a região que separa os limites mais próximos da galáxia da nossa heliosfera – uma “bolha” que atua como um escudo, protegendo o sistema solar das radiações cósmicas mais perigosas. Esse é um conceito novo pois, antes dos dados recém recolhidos, acreditava-se que a forma do Sol, ao viajar pela galáxia, fosse parecida com a de um cometa (e não uma "bolha").
Os dados do IBEX foram complementados e expandidos com informações da nave Cassini, que orbita Saturno desde 2004. As naves gêmeas Voyager, lançadas em 1977, também contribuíram para a construção do mapa. Desde 2007, as duas ultrapassaram a fronteira interestelar e se encontram agora no meio da região onde os átomos energéticos neutros se formam.
Todas as informações coletadas ajudam cientistas a compreender melhor nosso lugar na galáxia. Com elas, a NASA construiu duas animações (uma gráfica e a outra com ilustrações) que dão uma dimensão mais exata de quão pequenos somos no espaço.
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Puxa, é incrível. Imagine a distância que as sondas voyager estão da Terra, se pudéssemos ter um vislumbre desse ponto de vista, seria apenas um pontinho azul na imensidão do espaço. Isso faz a gente pensar em como somos pequenos diante tamanha grandiosidade. E que seria muita audácia nossa imaginar que a Terra seria a única a sustentar vida inteligente. Talvez, num futuro não tão distante, constataremos esses fatos, e assim, possamos mudar nossa forma de pensar.
Que venham as grandes descobertas!!!
enviado por: Luiz Augusto Jacinto Rodrigues em 16/10/2009 - 14:09 -
Show! "Tudo depende do referencial". Perante o universo, somos "nada"!
enviado por: Henrique em 16/10/2009 - 13:03





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