
São Paulo - Astrônomos da Nasa descobriram moléculas de carbono em estado sólido no espaço apelidadas de Buckyballs.
Antes desta descoberta feita com auxílio do Telescópio Espacial Spitzer, as esferas microscópicas de carbono tinham sido encontradas somente em forma de gás no cosmos.
Elas são consideradas as maiores moléculas conhecidas existentes no espaço, compostas de 60 átomos de carbono arranjados em uma estrutura tridimensional esférica. Seus padrões alternados de hexágonos e pentágonos se encaixam com os de uma bola de futebol preta e branca.
Descobertas em laboratório pela primeira vez há 25 anos, elas se tornaram um campo importante de pesquisa por possuir uma força única e propriedades físicas e químicas muito interessantes.
Elas foram batizadas de Buckyballs por sua semelhança com os domos feitos pelo arquiteto Buckminster Fuller, as quais possuem círculos interligados na superfície de uma esfera parcial. Entre as potenciais aplicações da Buckyball estão tecnologias de blindagem, circulação de medicamento dentro do corpo humano, bem como a construção de supercondutores.
Acreditava-se que estas moléculas voavam pelo espaço, mas elas nunca haviam sido detectadas. Então, em 2010, elas foram encontradas em estado gasoso. Agora, na última descoberta, os cientistas utilizaram o Spitzer para detectar as Buckyballs em estado sólido. Eles descobriram que as partículas podem ser encontradas em volta de um par de estrelas chamado XX Ophiuchi, há 6.500 anos-luz da Terra.
Nye Evans, da Keele University, na Inglaterra, garante que essas partículas são minúsculas, muito menores do que a largura de um cabelo. Quando empilhadas juntas, as Buckyballs podem formar um sólido, como laranjas em uma caixa, segundo Evans.
Acontece que grandes quantidades das Buckyballs devem estar presentes em alguns ambientes estelares a fim de formar partículas sólidas. O último resultado alcançado com auxílio do Spitzer sugere que as Buckyballs são ainda mais difundidas no espaço do que demonstrado anteriormente.
Por isso, Mike Werner, cientista do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato), diz que a nova descoberta aponta para uma importante forma de carbono. Talvez, até um elemento essencial para a vida, por todo o cosmos.
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