Ciência
Nanotecnologia made in Brazil
Talita Abrantes, da INFO Segunda-feira, 24 de agosto de 2009 - 14h13DIVULGAÇÃO |
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Petrobras: a nanotecnologia pode baratear a extração de petróleo |
SÃO PAULO - Pesquisadores brasileiros mergulham nas dimensões atômicas da matéria e desenvolvem desde medicamentos até tecidos autolimpantes.
Os números que fazem da Petrobras a maior empresa do Brasil ocupam a casa dos bilhões. A companhia administra reservas de 11 bilhões de barris de petróleo e gás e, no ano passado, sua receita bruta foi de 266 bilhões de reais. Seu futuro, porém, pode depender de produtos com dimensões até 30 mil vezes menores que o diâmetro de um fi o de cabelo. A empresa deve investir 13 milhões de reais em nanotecnologia neste ano. O objetivo é encontrar soluções para aumentar a extração de petróleo, baixar os custos e diminuir os riscos de acidentes ambientais.
Segundo Alfredo Mendes, coordenador geral de nanotecnologia do Ministério de Ciência e Tecnologia, cerca de 1 300 pesquisadores trabalham com nanotecnologia no Brasil. Até junho, o país acumulava 4 409 publicações acadêmicas sobre esse tema. Entre 2004 e 2008 o ministério investiu 242 milhões de reais nessas pesquisas. Elas se espalham por áreas que incluem medicina, eletrônica, física, química, biologia e engenharia dos materiais.
Na Petrobras, os estudos estão a cargo da Rede Temática de Nanotecnologia. Criada em 2006, essa rede abriga oito projetos em dez instituições que mantêm contratos com a companhia. Outros 12 estão na fila de contratações. “Estamos desenvolvendo, por exemplo, aditivos para ajudar na remoção do petróleo, sensores capazes de detectar gases e materiais para auxiliar na separação de contaminantes oleosos da água”, diz o coordenador do grupo, Mauro Rocha Evangelho.
A equipe da Petrobras tem, também, a expectativa da criação de dutos com revestimento autocicatrizante. “A ideia é que o próprio revestimento corrija as falhas e que o vazamento não aumente”, diz Evangelho. Outro exemplo dessas pesquisas é o revestimento para fornos de processamento petroquímico desenvolvido pela empresa Nanox. “Com o passar do tempo o carbono se deposita na superfície do forno, que acaba ficando entupido. As paradas para limpeza geram prejuízos de 1 milhão de dólares por dia”, explica André Araújo, diretor de marketing e um dos fundadores da Nanox. A solução encontrada foi criar um material, formado por camadas com espessura de 100 nanômetros, que impede a aderência do carbono. A tecnologia será testada por várias empresas brasileiras, incluindo a Petrobras.
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autotingimento... noss, essa eu não sabia. O q n dá pra fazer com nanotecnologia?
enviado por: Gabriel Cabral Anderson em 27/08/2009 - 19:13





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