Ciência
Linguagem usada em SMS é boa para jovens
Paula Rothman, de INFO Online Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 - 11h56Getty Images |
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SÃO PAULO – “Kem costuma frquentar chats, ou manda mtas mnsgs por dia”, sabe usar gírias e abreviações para se comunicar online ou por SMS.
Para muitos, essa nova linguagem é motivo de preocupação, afinal, será que as futuras gerações não acabariam assassinando a gramática devido ao hábito de encurtar tantas palavras no dia a dia?
De acordo com pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, isso não deve acontecer. Por meio de uma análise amostral, eles concluíram que a linguagem normalmente usada em troca de mensagens não afeta a habilidade de soletrar de uma criança – na verdade, o uso dessas variações da escrita pode até mesmo ser um bom sinal.
Para testar se a linguagem conhecida como “chat talk”, repleta de abreviações e gírias, está influenciando a habilidade dos estudantes de soletrar, cerca de 40 alunos, de 12 a 17 anos, salvaram todos seus SMS enviados durante uma semana. Ao fim do estudo, os participantes completaram um teste padronizado de soletrar.
Os pesquisadores esperavam encontrar uma relação entre aqueles estudantes com maus resultados na gramática oficial e boa capacidade de utilizar linguagem de chat – mas se surpreenderam com os resultados.
Os jovens que mostraram boa capacidade gramatical no teste demonstraram a mesma habilidade na hora de redigir as mensagens, enquanto os que se saíram mal academicamente também não sabiam soletrar bem na linguagem SMS.
Para a equipe de pesquisa, o estudo levanta a questão de como essa nova linguagem criada pelas mídias digitais poderia ser usada nas escolas. A complexidade e quantidade de SMS enviados pelos alunos revela que o “chat talk” pode ser uma maneira de incentivar estudantes a pensar de forma mais precisa e a se expressar melhor.
Outro benefício é que “traduzir” a linguagem SMS para o inglês padrão (língua utilizada pelos estudantes na pesquisa) requer concentração e atenção – um verdadeiro exercício cerebral.
O estudo foi publicado na Reading and Writing.
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Espera aí... a pesquisa foi feita em:
Universidade de Alberta, no Canadá. A sim, agora entendi, realemnte no ponto de vista deles isso pode ser bom, agora vamos ser realistas, estamos no Brasil!!!!
Imagine as crianças que tem um péssimo nível escolar, faz um segundo grau horrível e depois tem que trabalhar para ajudar em casa, desculpe, mas o Brasil ainda não chegou nesse nivel conforme pesquisadores da Universidade de Alberta, vai demorar um pouco ainda!
Uma coisa é ser realista outra é ser otimista, estamos vivendo em uma realidade que não tem qualidade!!!!!!!!
Revoltante!!!
enviado por: RAFAEL DE OLIVEIRA BARREIROS em 30/09/2009 - 09:22 -
Pode ser bom ou não, mas já se viu coisa parecida.
Cinematógrafo virou cinema que virou cine. Pneumático virou pneu. Vossa Mercê virou vosmece e depois você. Fanático virou fã.
Quem sabe não será uma evolução na linguagem, tornando-a mais rápida assim como as coisas estão cada vez mais rápídas. É polêmico, mas interessante. O problema são aquelas coisas malucas como escrever "naum" ao invés de "não". Mais interessante é que muito desta forma "nova" de escrever veio, por incrível que pareça, da época do telégrafo.
enviado por: Slavis Kalento em 24/09/2009 - 16:31 -
Faz sentido se levarmos em consideração que há processamento cerebral para construir as abreviações que melhor representam a palavra original, e, como dito no último parágrafo, também há processamento para entender a abreviação.
enviado por: Eduardo Monesi em 23/09/2009 - 14:32 -
Sem dúvida, uma pesquisa com 40 estudantes canadenses deve ter uma relevâcia global...
Concordo que traduzir "chatês" deve estimular o raciocínio, mas daí a dizer que esta linguagem é boa é um pulo muito grande.
enviado por: Edson Alvares Ribeiro Filho em 23/09/2009 - 14:31





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