
São Paulo – Uma equipe da Universidade de Indiana conduziu uma pesquisa que estudou o comportamento do cérebro de jovens que jogam videogames violentos ou assistem a programas televisivos sanguinolentos. E a conclusão é de que este tipo de exposição impacta sim no funcionamento do cérebro destes indivíduos.
O time, liderado pelo Dr. Vincent Matthews, analisou dois grupos de garotos, totalizando 28 meninos. Durante sete dias consecutivos, um dos grupos teve contato direto com games violentos, enquanto o outro ficou exposto a jogos sem qualquer tipo de agressão.
Os cientistas realizaram ressonâncias magnéticas ao longo dos sete dias de experiência no cérebro dos meninos, enquanto cada um executava sua tarefa, fosse ela um game brutal ou não. E o resultado encontrado pela equipe, explica a revista Time, é que o cérebro dos garotos expostos ao conteúdo agressivo mostrou menos atividade em áreas relacionadas com emoções, atenção e inibição de impulsos.
Ainda não está claro, entretanto, quão permanentes são de fato tais mudanças. Matthews explicou a reportagem que depois de uma semana sem contato com tais jogos, a atividade no cérebro dos pesquisados mudou mais uma vez. Ela teria sido revertida para reações “normais”, porém ainda não eram exatamente as mesmas registradas no primeiro dia de experimento, ou seja, antes do contato expressivo com a violência.
Em outra tarefa a qual o grupo foi submetido, o objetivo foi mensurar o grau de atenção e concentração de cada um, depois de uma semana de jogos. Os meninos que foram expostos aos games violentos, mostraram, mais uma vez, alterações no cérebro. Foi detectada a queda significativa de atividade em partes do cérebro relacionadas à atenção e concentração.
De acordo com a análise do pesquisador, as mudanças no cérebro não parecem ser permanentes. Porém, o fato de terem sido documentadas já é um avanço significativo na compreensão de como crianças podem ser afetadas pela exposição a conteúdos violentos e agressivos. As mudanças notadas pela equipe são similares ao que é visto no acompanhamento de adolescentes diagnosticados com sociopatias severas.
“Indivíduos e pais de crianças expostas a este tipo de game devem ter em mente de que existem sim mudanças no funcionamento do cérebro e tais precisam ser consideradas na hora da escolha do jogo”, finaliza Matthews.
Pra mim é só mais uma forma de censura..de proibição.Daqui a pouco vão fazer uma caça a esses estilos de jogos.Não é porque vc pode matar na vida virtual que vc sairá matando na vida real.Eu acho q os video games são uma forma de extravasar aquilo que vc nem pode pensar na vida real.Acho que deveriam procurar outra coisa mais útil pra fazer do que ficar gastando dinheiro em pesquisas desnecessárias como essa.
Conteúdo adulto é pra adultos, ponto. Alguns conteúdos "infantis" disfarçam conteúdo adulto. Por ex. o desenho Star Wars: The Clone Wars, virou mais política do que diversão. Nem adulto aguenta mais aquilo. Tá pior que horário político.
Bla bla bla... Um tempo atrás saiu uma notícia que demonstrou os mesmos resultados, só que o vilão neste caso era o desenho Bob Esponja. Nessa eles concluem que o que causa determinada 'mudança no cérebro' é o ritmo frenético de determinados programas. Mas nesse caso, jogos. Ou seja, se em vez de colocar os incríveis 28 guri pra jogar Modern Warfare 3, os colocassem assistindo Bob Espoja, os resultados seriam praticamente so mesmos. Mas o que mais me impressiona não é o fato destes ditos 'pesquisadores' tentarem ganhar visibilidade com títulos sensacionalistas, mas sim as pessoas que acreditam cegamente nesse tipo de coisa.
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