Ciência
Homem-amnésia tem cérebro dissecado na web
Paula Rothman, de INFO Online Quinta-feira, 03 de dezembro de 2009 - 10h52Wiki Commons |
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SÃO PAULO – Um dos cérebros mais famosos do mundo está passando por um processo de dissecação e mapeamento, com imagens transmitidas via internet.
Não se trata de Albert Einstein ou outro gênio das ciências, mas de um americano comum que, por uma série de infortúnios, se tornou crucial para a compreensão do funcionamento da memória.
Henry Molaison era um jovem que sofria com freqüentes ataques epiléticos. As convulsões eram tão constantes e severas que, em 1953, ele aceitou passar por uma cirurgia experimental.
Apesar de surtir efeito para o problema, a operação o deixou impossibilitado de formar memória recente. Molaison passou a sofrer de uma amnésia profunda, que o impedia de gravar fatos recentes – por exemplo, cada vez que encontrava uma pessoa ou ia a um lugar que não conhecia antes da operação, era como se o estivesse fazendo pela primeira vez. Para os cinéfilos, uma boa referência é o filme “Amnésia”.
Relatórios da cirurgia indicavam que as partes afetadas incluíam as amídalas, grande parte do hipocampo e o córtex do para-hipocampo dos dois hemisférios. Desde então, ele se tornou o parâmetro ao qual outros casos de amnésia passaram a ser comparados.
H.M, como era tratado para preservar sua identidade, mostrou aos médicos que a parte crítica para a memória a longo prazo está localizada na parte média dos lóbulos temporais. Antes dele, os cientistas acreditavam que a memória era distribuída em diversas áreas do cérebro.
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Henry Molaison.
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É mais fácil viver com metade do cérebro (se for a metade esquerda) do que viver com lesão bilateral (nos dois hemisférios) do hipocampo/amigdala, que foi o caso do H.M. Se as estruturas fossem mantidas em um dos hemisférios, ele não perderia a memória de longo prazo. Quanto a aprender com a dissecação, creio que se aprenderia mais com vários pacientes com lesões menores em partes diferentes do lobo temporal, as lesões do H.M. foram muito extensas.
enviado por: rkalmeida em 04/12/2009 - 17:00 -
Se o cérebro fosse um orgão fácil de se entender, nós seriamos tão idiotas que não o entenderiamos...
enviado por: Jean Carlos brighenti em 04/12/2009 - 09:26 -
Sabemos todos que o cérebro é o orgão mais importante do corpo em todos os animais que possuem um; sabemos que todos os outros órgãos no tronco e os membros são apenas accessórios para cumprir os desejos e os instintos incorporados ao cérebro nas suas experiências adquiridas voluntariamente ou não.
Tudo o que a Ciência fizer para decifrar os mistérios do cérebro deve ser prestigiado e facilitado pelos governos humanos.
enviado por: Francisco Xavier Silva dos Santos em 03/12/2009 - 20:24 -
Uma coisa é nascer com um cerebro reduzido ocupando metade da caixa craniana... outra beeeeem diferente é a pessoa perder massa depois de adulta como o exemplo na reportagem. Não viaja!
enviado por: Rasico em 03/12/2009 - 13:25 -
Caro José Henrique Lício do Nascimento: Você está falando por experiência própria? Nunca ouvi algo tão ridículo...
enviado por: Rasico em 03/12/2009 - 12:29 -
É verdade... é um órgão incrível
enviado por: Fábio Horbach Garcia em 03/12/2009 - 11:17 -
E pensar que tanta gente vive com apenas metade do cérebro, perfeitamente.
enviado por: José Henrique Lício do Nascimento em 03/12/2009 - 11:03





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