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Ciência

Grafeno pode gerar internet ultrarrápida

Por Reuters
• Terça-feira, 30 de agosto de 2011 - 16h00
Wikimedia Commons
Representação da estrutura do grafeno

Londres - Cientistas britânicos desenvolveram uma maneira de usar o grafeno, o material mais fino do mundo, para capturar e converter mais luz do que era possível anteriormente, o que abre caminho a avanços na Internet de alta velocidade e outras formas ópticas de comunicação.

Em um estudo publicado pela revista Nature Communication, a equipe, que inclui Andre Geim e Kostya Novoselov, cientistas premiados com o Nobel no ano passado, descobriu que, ao combinar grafeno e nanoestruturas metálicas, o volume de luz que o grafeno é capaz de absorver e converter em energia elétrica aumentava em 20 vezes.

O grafeno é uma forma de carbono com espessura de apenas um átomo, e ainda assim 100 vezes mais forte que o aço.

"Muitas das maiores companhias de eletrônica estão considerando o grafeno para sua próxima geração de aparelhos. Esse trabalho reforça as chances do grafeno ainda mais", disse Novoselov, cientista russo que, com Geim, conquistou em 2010 o Nobel de Física por suas pesquisas sobre o grafeno.

Trabalhos anteriores tinham demonstrado que é possível gerar energia elétrica ao instalar duas estruturas metálicas de entrelaçamento fino sobre uma base de grafeno, e fazer com que todo o aparato receba luz, convertendo-o na prática em uma célula solar simples.

Os pesquisadores explicaram que, devido à mobilidade e velocidade especialmente elevada dos elétrons no grafeno, essas células produzidas com o material podem atingir velocidades incrivelmente rápidas, dezenas ou potencialmente centenas de vezes mais rápidas que as oferecidas pelos cabos de Internet mais velozes hoje em uso.

O principal obstáculo a aplicações práticas até o momento vinha sendo a baixa eficiência das células, segundo os pesquisadores. O problema é que o grafeno absorve pouca luz -apenas cerca de três por cento; o restante passa pelo material sem contribuir para a geração de energia.

Em uma colaboração entre as universidades de Manchester e Cambridge, a equipe de Novoselov constatou que o problema poderia ser resolvido por uma combinação entre grafeno e as minúsculas estruturas metálicas conhecidas como nanoestruturas plasmônicas, dispostas em padrão especial por sobre o grafeno.

Essa disposição permitiu que o desempenho de absorção de luz do grafeno melhorasse em 20 vezes, sem sacrifício de velocidade, a equipe afirmou no estudo. A eficiência pode ser ainda mais melhorada no futuro, afirmaram.

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comentários

  • A matéria para mim é contraditória, senão veja-se a redação: 2° paragrafo : "o volume de luz que o grafeno é capaz de absorver e converter em energia elétrica aumentava em 20 vezes." e também no 7° parágrafo: "O problema é que o grafeno absorve pouca luz -apenas cerca de três por cento; o restante passa pelo material sem contribuir para a geração de energia." Assim o texto torna-se ininteligível ante a contradição apresentada, ou o grafeno absolve 20 vezes mais a luz ou só absolve 3%, ou é um ou outro!

    claudio lima de andrade • 01/09/2011 - 12:30
  • queria saber onde vcs aprederam redação viu.... todos os parágrafos falam a mesma coisa... parece um recorte e cola de várias páginas da net falando do assunto

    Gabriel Cabral Anderson • 31/08/2011 - 21:43
  • [Pergunta Idiota] Vai dar pra entrar no orkut? hehehehehe

    Arcano Mephisto • 31/08/2011 - 08:31
  • Não há duvidas que a técnologia esta crescendo assustadoramente a cada dia, ter 10 Mb, 100 Mb de conexão com a internet parece incrivel mas ainda não esta nem perto do que essa nova descoberta podera proporcionar.

    Fabiano Costa • 30/08/2011 - 22:39

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18 DE MAIO DE 2012
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