Mercado
Games excluem minorias, diz pesquisa
Paula Rothman, de INFO Online Quinta-feira, 30 de julho de 2009 - 12h07Getty Images |
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Games americanos não representam a diversidade da sociedade |
SÃO PAULO – Uma análise inédita dos jogos mais populares nos Estados Unidos revelou que homens, brancos e adultos são a maioria dos personagens.
O estudo foi conduzido pelo psicólogo Dmitri Williams, da USC (University of Southern Califórnia). Com seus colegas, ele analisou 150 games de nove plataformas diferentes durante um ano. Os resultados tiveram pesos atribuídos conforme a popularidade de cada título, ou seja, a quantidade vendida no mercado.
Foram analisados apenas os games com personagens humanos e que fossem visíveis na tela – aqueles em primeira pessoa, no qual o jogador nunca se vê, não foram considerados.
Os resultados mostraram uma quantidade muito grande de avatares de homens, brancos e adultos e uma carência de mulheres, hispânicos, indígenas, crianças e idosos. Os dados a respeito da representação da sociedade americana nos games foram bastante similares aos encontrados em pesquisas relacionadas aos programas de TV. No entanto, em alguns casos, o vídeo game é ainda menos representativo.
Os pesquisadores destacaram que, enquanto um bom número de hispânicos faz sucesso na TV, nos games menos de 3% dos personagens eram reconhecidamente latinos. E todos tinham papéis secundários: eram avatares que não poderiam ser escolhidos. Para Williams, o fato de crianças latinas não poderem se identificar com algum personagem é um grande problema com implicações sociais e psicológicas.
Já as mulheres, que hoje são cerca de 40% dos jogadores de games, representam apenas 10% dos personagens. Os afroamericanos aparecem na mesma proporção do mundo real, mas avatares com características desse grupo estão mais presentes em jogos de esportes ou em games que, segundo a pesquisa, reforçam estereótipos, como o 50 Cent Bulletproof.
Durante a análise dos títulos, foram considerados também aqueles em que se pode criar seu próprio personagem. Neste caso, eles foram montados aleatoriamente e não influenciaram nos resultados finais. De acordo com a análise, isso poderia significar que, mesmo tendo a opção de escolha, a diversidade oferecida ao usuário na hora de montar seu avatar é bastante limitada.
O estudo não é conclusivo e suas implicações na criação de modelos de identidade na sociedade ainda devem ser discutidas. Ele foi publicado na edição online de agosto do New Media & Society. Sob o título de "The virtual census: representations of gender, race and age in video games", está disponível apenas para assinantes.
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Acho que pelo fato de boa parte ser produzida nos EUA, reflete a (pouca) diversidade e flexibilidade da cultura da classe média norte-americana. Mas, sendo os jogos criados COM O INTUITO DE serem distribuídos mundialmente, isso não serve como justificativa.
Acho que o caso não é cotas (que acho uma hipocrisia, inclusive), mas apenas criar personagens com os quais os jogadores possam se identificar. Se querem minha opinião feminina, acho péssimo ter que jogar com personagens masculinos nos jogos. E ainda que haja personagens femininos, eles são em geral mais frágeis, lentos e com atributos físicos e habilidades inferiores aos demais. Além disso, eles são, em geral, estereotipados ou com apelo puramente erótico. (Basicamente: os jogos são feitos para homens, sendo que eles são apenas 60%, quase meio a meio)
Achei a pesquisa interessantíssima e há detalhes e resultados que não podem ser questionados com simples opinião, pois resultaram de um MÉTODO. Enfim. pesquisa é pesquisa.
Ah! e também adoro GTA.
enviado por: Gabriela Rabelo Andrade em 07/08/2009 - 13:59 -
GTA San-Andreas quebra o tabu! rs!
enviado por: Cezar Augustus Lamann em 01/08/2009 - 01:13 -
Pô, jogos com mulheres protagonistas tem aos montes, quem não conhece se informe mais. Jogos com crianças tbm tem, assim como jogos com negros, mas são menos. Agora jogos com latinos e índios? Os países latinos então que se virem e façam seus jogos... pq os americanos ou europeus vão fazer jogos de latinos? Eles fazem jogos onde figurem americanos oras! Assim como os japoneses fazem jogos sobre japoneses. Q coisa mais sem noção essas pesquisas. Sempre tem o povo coitadinho q é uma vítima da globalização e é excluído. Q mundo hipócrita.
enviado por: Carlos Gasparetto em 31/07/2009 - 14:05 -
Não jogo vídeo-game há muitos anos. Mas lembro de um com uma mulher: Lara Croft. Show de bola. Realmente faz falta latinos, mulheres... Mas tem vários hipócritas que acha hipocrisia querer ver o incomum.
enviado por: Geraldo Lins em 30/07/2009 - 21:14 -
qual o próximo passo? Cotas para negros, latinos e indígenas nos games?
O demência hipócrita e racista dos "politicamente corretos"...
enviado por: Fabricio Luz de Melos em 30/07/2009 - 16:10 -
É por isso que eu gosto de GTA - este é um jogo que respeita e inclui as minorias. Tudo bem que é o personagem é assassino, traficante e ladrão, porque o que importa é que em GTA 4 o personagem principal, Niko, é um imigrante. No GTA San Andreas, o principal era um negro.
enviado por: Bruno Franca em 30/07/2009 - 14:00 -
Só joguei um jogo na vida que tinha um negro (Shadow Man), nunca vi latino-anmericano e mulheres na maioria das vezes ou são lésbicas ou são p...
enviado por: Guilherme Mac em 30/07/2009 - 12:41





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