Ciência
Foguete de plasma iria a Marte em 39 dias
Paula Rothman, de INFO Online Quarta-feira, 14 de outubro de 2009 - 09h18Ad Astra |
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Exaustor do foguete de plasma, vista pela janela lateral da câmara à vácuo de testes |
SÃO PAULO – Movido a plasma, o VASIMIR seria capaz de chegar a Marte em apenas 39 dias, enquanto um foguete convencional leva cerca de seis meses.
Desenvolvido pela Ad Astra Rocket, uma empresa privada do Texas, Estados Unidos, o protótipo, sigla para Variable Specific Impulse Magnetoplasma Rocket, promete reduzir significativamente o tempo das viagens no espaço – o que, em missões humanas, significa menos tempo de exposição à radiação.
O gás utilizado no foguete pode ser aquecido a temperaturas mais altas que o combustível porque é convertido em plasma. “Isso significa que removemos um átomo de cada componente, que fica separado” explica Tim Glover, diretor de desenvolvimento da Ad Astra. “O plasma é como uma sopa com os íons carregados em um monte de elétrons. O gás fica, portanto, contido em um campo magnético. A melhor diferença é que a exaustão é feita dez vezes mais rápido que com combustíveis comuns”, diz.
Esse aquecimento é feito como em um micro-ondas, porém com uma freqüência similar à utilizada pelas rádios.
Ao contrário do que possa parecer, a diferença do foguete de plasma para o convencional em uma viagem a Marte não é a velocidade, mas sim o caminho e o volume ocupado pelo combustível. “As naves atuais fazem um semi círculo para chegar ao planeta, enquanto que com o VASIMIR poderíamos ir em linha reta”, diz Glover. Isso porque os foguetes comuns não podem carregar combustível o suficiente para a viagem, pois a quantidade é grande demais para caber em uma nave. Eles usam seu propelente por 20 ou 30 minutos e depois aproveitam o embalo, a gravidade e a ausência de resistência do ar no espaço para chegar a seu objetivo.
“Imagine como num jogo pinball, onde você dá uma força inicial e a bola continua até atingir os obstáculos” compara Glover. Já com o foguete de plasma não há necessidade de desligar os motores. Como o gás ocupa muito menos espaço, é possível manter a mesma velocidade de arranque durante o trajeto inteiro e, assim, ir em linha reta até Marte.
Vídeo do teste feito com o VASIMIR semana passada, em uma câmara à vácuo.
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uma vez eu li uma passagem da biblia no velho testamento em que dizia que quando tudo começou EU estava ali disse Deus, naquele momento eu logo lembrei do bag bang, e fico feliz quando a biblia diz:que a ciencia se multiplicaria, um abc do amigo de sempre.
enviado por: lindomarfernandes2009@hotmail.com em 18/10/2009 - 16:29 -
Muito legal. Isso com certeza vai representar um grande avanço as missões espaciais. PS. VASIMR parece nome de remédio...
enviado por: Fábio Horbach Garcia em 16/10/2009 - 18:10 -
Último parágrafo da 1ª parte: "Como o gás ocupa muito menos espaço" - troque "gás" por "plasma"..., por favor. - Sobre a noticia, muito interessante a propulsão usando plasma, muito mesmo! Na verdade é a área de estudo que eu quero seguir (:, vamos que vamos... rumo ao lab. de plasma! :D
enviado por: Brenno Pereira Machado em 14/10/2009 - 16:26 -
capaz de agora com essa notícia o google querer colocar o datacenter deles lá :D
LOL
enviado por: Wryel Covo em 14/10/2009 - 11:33





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