EUA procuram robôs para trabalhar em zonas de desastre

Por The New York Times
• terça, 17 de abril de 2012
Divulgação/DARPA

Nova York – A agência de pesquisa e desenvolvimento do Pentágono anunciou um concurso de projetos de robôs especializados em trabalhar em zonas de desastre, operando ferramentas e veículos comuns.

Trata-se de uma preocupação válida, pois no caso de um desastre em uma usina nuclear, os socorristas não podem ser humanos; eles têm de ser robôs. Talvez eles nem tenham nem mesmo uma aparência humanoide.

Embora tais tarefas possam muito bem inspirar projetos humanoides, especialistas em robótica dizem que também podem levar ao equivalente robótico do Minotauro - uma criatura híbrida que pode ter múltiplos braços e não apenas pernas, mas bandas de rodagem.

Rumores sobre o desafio já atiçaram construtores de robôs profissionais e amadores quanto a possíveis projetos e alianças. Aaron Edsinger, um dos fundadores da Meka Robotics, em São Francisco, declarou estar em contato com colegas especialistas em robótica de todo o país, e estar considerando uma grande variedade de inspirações possíveis. "Análogos a animais como aranhas, macacos, ursos, cangurus e cabras são uma inspiração útil ao considerarmos partes desse desafio", disse ele.

No anúncio da competição, a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa, ou DARPA, lista oito tarefas que o robô vai provavelmente precisar executar - entre elas, conduzir um veículo para um local simulado de desastre, movimentar-se em meio a entulhos, remover escombros de uma porta de entrada, subir uma escada, usar uma ferramenta para quebrar um muro de concreto, encontrar e fechar a válvula de um tubo de escape, e substituir peças, tais como uma bomba de refrigeração.

Segundo Edsinger, o desafio não consiste em completar as tarefas isoladamente, mas em integrá-las em uma única missão. "Acredito que já temos sistemas capazes de executar cada tarefa individual no desafio", disse ele.

A ideia da competição surgiu com o desastre nuclear de Fukushima no Japão, há um ano, disse Gill Pratt, gerente de programa no escritório científico de defesa da DARPA. "Durante as primeiras 24 horas", ele acrescentou, "havia coisas que deveriam ter sido feitas, mas não foram executadas porque envolviam muitos perigos".

A agência não divulgou quanto pretende gastar com o programa, nem o valor do prêmio. Ela está apresentando o programa como um "desafio de robótica", que se distingue de uma série de eventos de "Grande Desafio" que realizou em 2004, 2005 e 2007, com prêmios de 1 milhão e 2 milhões de dólares concedidos em concursos para projetar veículos autônomos capazes de dirigir no deserto e em áreas urbanas.

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