Ciência
Enigmas da mente
da New Scientist Quinta-feira, 19 de agosto de 2010 - 10h11Photononstop/Imageplus |
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SÃO PAULO - O cérebro humano é a estrutura mais espantosamente complexa no universo conhecido, mas estamos começando a desvendar alguns dos seus mistérios.
1. De que são feitas as memórias?
As memórias são a base do pensamento. Acessamos nosso repertório de conhecimentos cada vez que executamos uma tarefa, nos comunicamos por meio da fala ou formulamos os mais simples conceitos. No entanto, a forma física da memória sempre foi um mistério. Que mudanças ocorrem no cérebro quando uma nova memória é formada?
Uma coisa que sabemos é que a formação da memória envolve o fortalecimento das conexões sinápticas entre células nervosas. Usando lesmas do mar, que têm um sistema nervoso relativamente simples, uma equipe liderada por Kelsey Martin, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, tornou-se no ano passado a primeira a observar as memórias sendo criadas, na forma denovas proteínas que aparecem nas sinapses.
Mas onde o conhecimento é armazenado no cérebro de mamíferos complexos? Memórias de curto prazo, como um número de telefone que será utilizado de imediato, parecem ser armazenadas em duas pequenas estruturas curvilíneas chamadas hipocampo, enterradas nas profundezas dos dois hemisférios do cérebro. Em 2008, Courtney Miller e David Sweatt, da Universidade do Alabama, em Tuscaloosa, demonstraram em camundongos que, durante a primeira hora após um acontecimento memorável, houve mudanças químicas na composição do DNA de neurônios nessa área, alterando as proteínas produzidas. Durante a semana posterior, ocorreram transformações similares nos genes dos neurônios no córtex. Essas alterações parecem ser permanentes, indicando que as memórias de longo prazo são armazenadas lá. A dupla acredita ter assistido à formação de memórias de curto prazo no hipocampo, que depois se tornaram memórias de longo prazo no córtex.
O cérebro presta mais atenção às coisas que nos assustam, já que lembrá-las pode fazer a diferença entre a vida e a morte. A estrutura ao lado do hipocampo chamada amígdala é conhecida por desempenhar um papel na criação dessa marca permanente. No ano passado, uma equipe liderada por Sheena Josselyn, no Sick Children Hospital, em Toronto, no Canadá, descobriu que nos ratos era possível apagar a memória de um ruído assustador matando os neurônios da amígdala, cujas sinapses haviam sido recentemente reforçadas após a exposição ao ruído. Pela primeira vez, uma memória específica foi rastreada até as células nervosas que a codificaram.
Ainda estamos muito longe de ver uma memória humana sendo criada, no entanto.
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Apesar de minha área ser computação, informática e afins... Iniciei meus estudos (um ano, almejando uma especialização e/ou mestrado se não der certo mudo para engenharia de software :)) visando essas áreas: IA, Redes Neurais e Neurocomputação... São muito amplas, necessitando um esforço "titânico" para compreendê-las mesmo no aspecto mais básico delas... Já precisei ler artigos e livros sobre Neurociência e achei simplesmente fascinante... Eu concordo com a opinião desse Robert Jr... Vou dar um exemplo prático... Testes vocacionais, psicotécnicos etc... Como detectar um mal funcionário simplesmente analisando a forma como ele desenha, ou se senta numa cadeira? Pode estar com hemorróidas, ou não tem talento nenhum para desenho, nem paciência... Daí vem um psocólogo(a), e "detona": Fulano é inseguro para exercer tal cargo, ele desenhou um boneco na chuva e esqueceu de colocar o chão, significando isso insegurança???!! A Superinteressante, um tempo desses colocou na matéria de capa: http://super.abril.com.br/superarquivo/2002/sumario-edicao-181.shtml
enviado por: Overbits Technology em 24/08/2010 - 03:27 -
Sei que este não é o fórum ideal para discutir o assunto, mas falar que Dizer que a Psicologia não tem base científica é desconhecer Wundt e a origem desta ciência. Quanto a tentar desmerecer as teorias de Freud, maior personalidade do século XX eleito pela revista TIME, é bastante atrevimento, ainda mais para quem nem imagina como rejuvenescer um neurônio e muito menos sabe como ele funciona. Entretanto uma coisa é certa: Psicanálise é crença, como religião, acredita-se ou não. A Neurociência, pelo que vimos, não é muito diferente disto.
enviado por: Ney RJ em 21/08/2010 - 01:35 -
Por mais que o campo da Neurociência venha a ser uma área nova e promissora das ciências naturais, dizer que o mesmo não faz diferença é tão absurdo quanto achar que um médico do século XIX que não tinha metódo científico, admitia suas opiniões como verdades irrefutáveis e que criou um conjunto de ideias para dizer sobre estados subjetivos sem qualquer prova empírica foi o que melhor explorou tal campo. Uma das maiores falhas da Psicologia e por influência da Psicanálise Freudiana é a completa falta de valor científico, em favor de opiniões pessoais que são vistos como geniais pela massa, porém, completamente fúteis por qualquer um que venha a querer conhecer brevemente o campo da neurociência. Ainda que seja novo e tenha surgido a pouco mais de 200 anos, esta área é a que indicará se haverá ou não a compreensão do que somos.
enviado por: Robert Junior em 19/08/2010 - 23:37 -
Por mais que o campo da Neurociência venha a ser uma área nova e promissora das ciências naturais, dizer que o mesmo não faz diferença é tão absurdo quanto achar que um médico do século XIX que não tinha metódo científico, admitia suas opiniões como verdades irrefutáveis e que criou um conjunto de ideias para dizer sobre estados subjetivos sem qualquer prova empírica foi o q
enviado por: Robert Junior em 19/08/2010 - 23:34 -
A Neurociência está engatinhando como pudemos perceber na reportagem. Ainda encontra-se no campo dos palpites e mesmo as certezas não fazem diferença alguma, pois são todas sobre consequências e não causas. Quem melhor descreveu o funcionamento do cérebro foi Freud, precursor da Psicanálise no início de século XX, sendo também dele a criação do Inconsciente, algo longe de parecer o inconsciente presente no artigo.
Infelizmente muitas pesquisas de hoje visam simplesmente desacreditar Freud ao invés de buscar explicações para a origem dos problemas do sujeito, algo bastante detalhado pela teoria Psicanalítica.
enviado por: Ney RJ em 19/08/2010 - 23:23





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