DNA ajuda a desvendar a origem humana, dizem cientistas

Por The New York Times
• Domingo, 05 de fevereiro de 2012 - 14h41
sxc.hu
Datando de 40 mil anos, a ponta do dedo mindinho de uma menina, encontrada em uma caverna gelada da Sibéria, combinada a tecnologias de sequenciamento genético mais rápidas e baratas, está ajudando os cientistas a traçarem um novo e surpreendentemente complexo quadro da origem humana.

A nova perspectiva está rapidamente suplantando a ideia tradicional de que os humanos modernos marcharam triunfantemente para fora da África cerca de 50 mil anos atrás, substituindo todos os outros tipos anteriores.

Em vez disso, segundo mostra a análise genética, os humanos modernos encontraram e procriaram com pelo menos dois grupos de seres humanos antigos em tempos relativamente recentes: os neandertais, que viveram na Europa e na Ásia e morreram cerca de 30 mil anos atrás, e um misterioso grupo conhecido como denisovanos, que viveu na Ásia e, provavelmente, desapareceu na mesma época.

O DNA desses grupos vive em nós, mesmo que eles estejam extintos. "Em certo sentido, somos uma espécie híbrida", afirmou Chris Stringer, paleontólogo que lidera as pesquisas sobre as origens humanas no Museu de História Natural de Londres, em uma entrevista.

Os denisovanos foram descritos pela primeira vez há um ano em um artigo inovador publicado pela revista Nature, motivado pelo sequenciamento genético do osso do dedo mindinho da menina e de um dente molar de forma estranha que pertenceu a um jovem adulto.Essas descobertas têm desencadeado uma série de novas análises.

Os cientistas estão tentando visualizar as antigas cópulas e suas consequências: quando e onde ocorreram, como aconteceram, quantos descendentes produziram e que efeito esses genes arcaicos têm sobre os seres humanos de hoje.

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