Ciência corre para encontrar substituto do silício

Por The New York Times
• Quinta-feira, 15 de dezembro de 2011 - 08h53
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Califórnia - Num bagunçado laboratório de produção de chips no campus de Stanford, Max Shulaker está produzindo à mão os menores circuitos de computador do mundo.

Shulaker, estudante de engenharia elétrica, está ajudando a abrir o caminho de um extraordinário processo de manufatura personalizado: fazer protótipos de um novo tipo de circuito semicondutor que um dia pode vir a ser a base dos supercomputadores mais rápidos do mundo _ sem mencionar os menores e mais econômicos eletrônicos.

Se a nova tecnologia se mostrar factível, vai impedir uma crise que ameaça deter mais de cinco décadas de progresso dos fabricantes de chips, que agora podem produzir rotineiramente circuitos menores do que um comprimento de onda de luz para criar computadores ainda mais poderosos.

Acontece que até as ondas de luz têm limites. Numa indústria famosa por invenções radicais e engenhosas, os projetistas têm a urgência premente de achar novas formas para fazer circuitos menores, mais velozes e baratos.

Neste ano a Intel, a maior fabricante mundial de chips, apresentou o transistor 3D que empurra um pilar fino da superfície do silício, num esforço para acomodar bilhões de chaves minúsculas num único microprocessador.

Essa abordagem é controversa; o desafio não é apenas espremer mais chaves, mas fazê-las ligar e desligar de forma rápida e limpa, e muita gente do setor acredita haver meios menos drásticos de conseguir isso.

E seja qual for a abordagem que se mostrar mais eficiente, existe um consenso crescente entre engenheiros e executivos da indústria de que os dias do silício estão contados. Surge no horizonte um universo de fabricação ainda menor, os nanoeletrônicos, que será caracterizado pela capacidade de construir circuitos em escala molecular.

Assim, em universidades e laboratórios empresariais do mundo inteiro, os pesquisadores estão tentando desenvolver a próxima geração das tecnologias de produção de chips.

Shulaker é membro do Robust Systems Group, em Stanford, liderado por Subhasish Mitra, ex-engenheiro da Intel. A nova chave que ele e outros pesquisadores estudantes estão fazendo se chama transistores de efeito de campo de nanotubo de carbono (CNFET, na sigla em inglês).

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