Ciência
Brasil projeta reator para medicina nuclear
Agência Brasil Quinta-feira, 24 de junho de 2010 - 10h17Wiki Commons |
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RIO DE JANEIRO - O Brasil pode alcançar a autossuficiência na produção de radioisótopos (elementos isotópicos e radioativos ao mesmo tempo), principalmente de radiofármacos, a partir da construção do reator multipropósito (RMB).
O projeto vem sendo desenvolvido há mais de um ano pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). Os radiofármacos são moléculas ligadas a elementos radioativos, usadas na medicina nuclear.
A ideia é iniciar a construção do reator em 2011, para a entrada em funcionamento no prazo de seis anos, disse ontem à Agência Brasil o presidente da Cnen, Odair Gonçalves. Segundo ele, a crise mundial deflagrada com a parada dos reatores canadense e holandês, no ano passado, retirou do mercado 60% da produção de radiofármacos, o que causou prejuízos na área da saúde.
“Foi uma crise que afetou bastante o Brasil, porque o Canadá respondia por 40% do mercado mundial e a Holanda por 30%. Os dois países saíram do mercado e mantiveram cerca de 10%. Ou seja, nós tivemos retirados do mercado 60% da produção”. O Brasil sofreu menos que outros países devido à parceria com a Argentina, que passou a fornecer um terço da necessidade brasileira. Atualmente, o Brasil tem mais um terço sendo fornecido pela África do Sul, disse Gonçalves.
Para o presidente da Cnen, apesar do país ter todo o mercado atendido, essa não é uma situação estável. “A situação, realmente, só vai se tornar estável quando a gente conseguir construir o nosso reator”.
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