Katy Perry em seu clipe Last Friday Night: uma noite de bebedeira rende muitas besteiras - mas não é o álcool não tira sua noção de certo e erradoSão Paulo- Quem nunca presenciou a cena de um bêbado em atitudes constrangedoras, que atire a primeira dose ao santo.
O álcool, bem sabe-se, é responsabilizado por grande parte das chamadas “besteiras” que os seres humanos fazem na vida.
Um novo estudo, no entanto, promete tirar da bebida a culpa pelos atos falhos: segundo cientistas americanos, o álcool não reduz a consciência das pessoas de que elas estão errando – ele simplesmente faz com que você não ligue para isso.
A equipe de Bruce Barthlow, da Universidade de Missouri, constatou que o álcool apenas “deixa bobo” o sinal do cérebro que alerta: “você está cometendo um erro”.
Quando as pessoas erram, a atividade do cérebro na área responsável por monitorar o comportamento aumenta, enviando um alarme indicando que algo está errado. O estudo não é o primeiro a mostrar que o álcool reduz esse sinal de alarme mas, diferentemente dos anteriores, mostra que a bebida não diminui a consciência dos erros em si, apenas o quanto você se importa com eles.
Ou seja: você ainda sabe o que é certo e errado.
Barthlow e sua equipe mediram a atividade cerebral de 67 pessoas, de 21 a 35 anos, enquanto elas completavam uma tarefa em um computador. Cerca de um terço das pessoas recebeu bebida alcoólica, um terço recebeu bebidas não alcóolicas e o restante recebeu placebo. Além de monitorar a atividade cerebral, os participantes tiveram seu humor medido.
O monitoramento mostrou que o sinal de alarme do cérebro em resposta aos erros é muito menor naqueles que haviam consumido álcool – mas estes participantes demonstravam a mesma noção de que haviam errado dos outros que não haviam bebido.
O estudo também revelou que quem consumiu álcool se mostrou menos calmo e cuidado nas tarefas seguintes aos erros – enquanto a tendência normal após os erros, entre os sóbrios, é ir mais devagar.
Outro dado interessante: a maioria dos participantes alcoolizados disse se sentir “menos negativa” depois de beber.
O estudo ajuda os pesquisadores a entender como o álcool atua no cérebro e pode ser utilizado em pessoas que precisam reduzir o sinal de alarme do cérebro – como que sofre com ansiedade crônica.
A pesquisa “Alcohol Effects on Performance Monitoring and Adjustment: Affect Modulation and Impairment of Evaluative Cognitive Control" sera publicada na Journal of Abnormal Psychology.
Armando Makoto Shimokawa • 28/09/2011 - 21:29 hehehe...Eu também.
Paulo, você não entendeu a notícia muito bem, não é mesmo? Ninguém está falando que pessoas alcoolizadas não estão mais sujeitas a fazer coisas "estúpidas". O álcool de fato retira grande parte da inibição das pessoas. O ponto aqui é que ainda assim elas SABEM que estão fazendo uma coisa errada. Muito boa a matéria... parabéns!!!
Estudo equivocado. Quando o ser humano entra no estado de bebum, pode ter certeza que o mesmo entrou no estado de perturbação. O espírito perde boa parte de sua consciência e fica sujeito a realizar coisas ridículas. Se os acidentes de carros que são cometidos por pessoas alcoolizadas com tantas mortes, como afirmar que o cara estava sóbrio. A ciência peca por que não quer entender que a bebedeira atrapalha o espírito, onde ele perde a sua capacidade de reação e percepção pelo fato da matéria ter ficado afetada com o álcool. Perante o astral, todos nós seremos responsabilizados por danos causado a quem quer que seja estando sóbrio ou não.
Pô precisaram de estudo pra descobrir isso? Eu descobri isso bebendo.