Adesivo de nicotina pode evitar déficit cognitivo

Por The New York Times
• Quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 - 17h14
WikiCommons

Nova York - Um ensaio clínico descobriu que o uso de adesivo de nicotina por seis meses pode melhorar a atenção, a memória e o processamento mental em pessoas com transtorno cognitivo leve.

O transtorno cognitivo leve, também conhecido como MCI, está ligado a um declínio na perspicácia mental que é perceptível, mas não grave o suficiente para ser diagnosticado como demência. Muitas vezes, ele é um precursor de uma doença mais grave.

Os pesquisadores designaram aleatoriamente 67 homens e mulheres com MCI e sem outras doenças significativas para usar adesivo de nicotina ou adesivo placebo durante seis meses. Os voluntários, não fumantes e com idade média de 76 anos, passaram por testes periódicos de capacidade mental, humor e comportamento.

Aqueles com o adesivo de nicotina mostraram melhora em termos de tempo de reação, capacidade de atenção e na memória de longo prazo, além de melhora mais modesta na memória de curto prazo. Já a pontuação dos indivíduos que usaram o placebo foi mais baixa nesses testes.

O Dr. Paul A. Newhouse, da Universidade Vanderbilt, em Nashville, Tennessee, principal autor da pesquisa, disse que há grandes evidências de que as células nervosas que regulam a atenção têm receptores de nicotina. Ainda assim, os autores reconhecem que a amostragem era pequena, e que não há informações sobre a progressão em longo prazo. Newhouse advertiu que ninguém deve começar a usar um adesivo de nicotina na esperança de que ele vá melhorar a memória.

Vários dos autores do estudo, publicado na segunda-feira no periódico Neurology, receberam pagamentos de empresas farmacêuticas.

 

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