Ciência
A capa da invisibilidade 'espaço-tempo'
Paula Rothman, de INFO Online Terça-feira, 16 de novembro de 2010 - 15h24oiMax/Flickr |
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SÃO PAULO - Cientistas provam, matematicamente, que é possível manipular a luz para esconder objetos e movimentos, tornando-os imperceptíveis ao olho.
A chamada “capa da invisibilidade espaço-tempo” pode criar a ilusão de um teletransporte, fazendo com que uma pessoa pareça ter ido magicamente do ponto A ao ponto B, e , mas realisticamente, ajudaria na programação de sistemas.
O feito de pesquisadores do Imperial College London foi desenvolver a receita para manipular a velocidade da luz conforme ela passa sobre um objeto; com isso, em tese, tornam possível “esconder” os movimentos desse objeto para que um observador não o perceba.
O estudo envolve uma nova classe de materiais, chamados metamateriais, que podem ser artificialmente fabricados para distorcer ondas de luz ou sonoras. Com materiais convencionais, a luz normalmente viaja em linha reta, já com metamateriais os cientistas podem distorcer certas partes do espectro eletromagnético, alterando uma imagem ou fazendo parecer que algo desapareceu.
Uma outra equipe do Imperial College, liderada pelo professor Sir John Pendry, havia mostrado que os metamateriais podem ser usadas para fazer uma capa da invisibilidade óptica. Agora, a equipe liderada por Martin McCall estendeu matematicamente essa ideia, criando o conceito de uma capa que esconde os eventos.
Ao entrar em materiais comuns, a luz normalmente diminui; com os metamateriais, é teoricamente possível manipular os raios de luz para que algumas partes acelerem e outras se movam mais devagar. Quando a luz é “aberta” dessa forma, a parte com maior velocidade acelera e chega antes de um evento, enquanto a parte mais devagar chega depois. O resultado é que, por um breve período, o evento em questão não é iluminado e escapa da nossa detecção. Depois que essa “janela” foi usada, tudo pode voltar ao normal.
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Danilo Barbosa • 17/11/2010 - 16:18
Teoricamente, um objeto pode se tornar invisível se puder emitir do lado do observador, toda a área de luz que está sendo emitida "atrás" dele. Totalmente possível.
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rkalmeida • 17/11/2010 - 16:02
Li o artigo original para confirmar. É realmente apenas mais uma maneira de criar ilusões para observadores remotos, nas próprias palavras do autor. Aumenta o arsenal de formas tecnológicas de manipulação de luz, que pode ter aplicações em comunicação e processamento de informações de forma óptica.
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rkalmeida • 17/11/2010 - 15:50
Ei, metamateriais manipulam a luz, e portanto a percepção que temos do que está acontecendo - não modifica o que está acontecendo na realidade. A analogia dos carros é apenas isso - uma analogia. A luz carrega informação, e retardos/aceleração pode sim ser usados em processamento de dados - quem estudou arquitetura de computadores sabe disso. Deixar de perceber que alguém deu um passo pois a informação passou por um metamaterial que distorceu a luz não significa que a pessoa foi teletransportada. É uma questão de percepção, não de realidade. Já fazem isso em efeitos especiais no cinema há muito tempo.
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Gabriel Leite Ribeiro Alves • 17/11/2010 - 12:51
@helcio que argumento tosco esse da supervelocidade. E é claro q está provado! Se os cálculos estão certos e eles consideraram todas as variáveis, é possível. Não significa que será feito, mas é possível.
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Helcio Macedo • 17/11/2010 - 03:13
@Túlio: Mas fazer cálculos com possibilidades absurdas e/ou impossíveis não significa que está provado.. Também é óbvio q uma pessoa com supervelocidade consegue fazer movimentos imperceptíveis ao olho humano.. mas existe como fazer isso? Não!
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Túlio Marco A da Silva • 16/11/2010 - 17:00
@drigotav Tav Para se manipular a energia atômica, Eisten teve que criar a teoria da relatividade, sem mesmo saber em que exatamente poderia ser usado sua formula. Prova é na prática? Discordo Provando matematicamente, já é prova. Se temos (o se/quando teremos) tecnologia para isso efetuar na prática, ai já é outra história. Como essa pesquisa seria de muito interesse da industria de guerra, não duvidaria um pesado investimento nela... Assim como a bomba atômica.
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Drigotav Tav • 16/11/2010 - 16:16
Prova é na prática, ponto.





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