24/02/2014 14h50 - Atualizado em 24/02/2014 16h29

Cientistas descobrem como desligar a dor

SashaW/Flickr
dor

Dor de cabeça, dor na coluna e outros males crônicos podem estar com os dias contados. Uma equipe de cientistas da Universidade de Stanford está próxima de acabar com essas sensações. Os pesquisadores criaram uma forma de ligar e desligar a dor com a ajuda de um simples feixe de luz fluorescente.

Um artigo sobre o assunto foi publicado na revista científica Nature Biotechnology. Com ajuda de uma terapia genética conhecida como optogenética, os cientistas inseriram proteínas sensíveis à luz – as opsinas – nas terminações nervosas de camundongos.

Após algumas semanas, esses nervos ficaram sensíveis à luz. Então, os animais foram colocados um por um em uma pequena câmara de acrílico com um chão transparente.

Quando a luz azul brilhou através do chão, os ratos se encolheram ou gritaram sinalizando que sentiam dor. Mas a dor logo foi interrompida quando os camundongos foram banhados pela luz amarela, que foi projetada para bloquear os impulsos nervosos.

A descoberta tem implicações em diversos campos da ciência e pode, no futuro, ajudar milhões de pessoas e animais que sofrem com dores crônicas. A dor é a principal razão para pessoas procurarem médicos. E os médicos não podem fazer muito além de receitar analgésicos que podem ter péssimos efeitos colaterais.

No entanto, ainda existem muitos obstáculos antes de liberar um tratamento optogenético para a sociedade. Isso porque pode ser difícil atingir algumas células nervosas diretamente com a luz. Os cientistas precisam fazer novos experimentos de modificação genética antes de que qualquer tratamento esteja disponível.

E o fim da dor não é o único benefício da optogenética. Recentemente, cientistas descobriram como controlar a fome usando as opsinas e o tratamento com a luz. A tendência é que os cientistas descubram cada vez mais benefícios nesse tipo de tratamento genético.

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