Carreira
Você é um profissional qualificado?
Fabiana Corrêa, da Você S/A Terça-feira, 11 de maio de 2010 - 15h50Você S/A |
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Executivos dizem o que consideram um profissional qualificado |
SÃO PAULO - É comum ouvir no mercado que falta gente qualificada para preencher as vagas abertas nas empresas.
“Quando se fala de profissionais realmente bons, com experiência, capacidade de liderança, as ofertas são poucas”, diz Renata Lindquist, da consultoria de busca de executivos Mariaca, com sede em São Paulo, confirmando uma percepção que assombra as companhias que têm plano de expansão.
Alguns requisitos básicos, como falar inglês fluentemente, ter cursado uma faculdade de renome e mostrar experiência na área em que se deseja atuar abrem portas, mas não são imprescindíveis em todos os mercados.
Na verdade, o currículo essencial muda de acordo com a empresa. “As companhias vão precisar de gente ambiciosa, com visão interdisciplinar, que dialogue com outras áreas além da sua, pensando na organização como um todo”, diz Gilvan Delft, diretor da consultoria de busca de profissionais Page Personnel, com escritório em São Paulo.
Como as principais operações das organizações em expansão continuam sendo as internacionalizações, fusões e aquisições, é importante lidar e ter experiência com diversidade cultural.
As características pessoais - e a prova de que um profissional usou o que sabe a seu favor para conseguir sucesso —, portanto, são mais importantes do que formação impecável, principalmente quando se trata de gente com alguns anos de experiência. “Comprometimento e flexibilidade, por exemplo, são habilidades que não se coloca em currículo, mas que avaliamos durante as entrevistas”, diz Gisleine Camargo, gerente da KPMG, consultoria de gestão de São Paulo.
Veja a opinião de executivos de empresas de tamanhos e mercados diversos. Todos respondem a mesma pergunta: “o que um profissional precisa para ser considerado qualificado?” Abaixo, as respostas:
“Formação boa é valorizada, mas não mais que atitude e vontade de crescer rapidamente. Esse é o perfil que buscamos. Costumo perguntar pelas decisões que um profissional tomou na vida, vejo se ele arriscou, se aceitou fazer algo diferente no trabalho ou em outras áreas que demonstrem sua ousadia.” - PAULO BASÍLIO - Diretor superintendente da ALL, companhia de logística, do Paraná
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“Precisamos de gente que traga ideias ousadas[...]” RODRIGO CASERTA -
O correto não seria "idéias ousadas"!?
Excelente matéria!
enviado por: Gabriel da Silva Vaz em 17/05/2010 - 14:23 -
gostaria que todos os entrevistadores pensassem assim... porem |a maioria dos entrevistadores nao pensam assim, focam APENAS na formação muita experiencia e pagar mal um funcionario, e cobrar dele como se tivesse pagando muito...
so tenho 1 correção....
" Quem cursou MBA nos Estados Unidos ou Europa ganha pontos — demonstra que se preparou e foi dedicado"
ou simplismente nasceu em berço de ouro e teve quem pagasse
mt FAIL esse comentario
enviado por: Marcelo Machado Araújo em 17/05/2010 - 11:59 -
Um colega de trabalho pediu demissão, conseguiu um empréstimo e foi fazer MBA na Califórnia. Arranjou trabalho lá mesmo, pagou ou ainda está pagando o empréstimo, mas já é diretor de empresa nos Estados Unidos. Quem não arrisca não petisca.
enviado por: rkalmeida em 14/05/2010 - 15:26 -
Infelizmente, nos meus 37 anos, não vi nenhum dos governos militares e civis que tive, hastear a bandeira da educação, como um de seus pilares, o que dirá, repetir o feito de alguns países, como o Japão. Quanto a esses afortunados executivos, que se destacaram e que estão entre o seleto grupo dos profissionais qualificados, meus Parabéns! A grande maioria das empresas, não investe em treinamento, sequer remunera de acordo com o mercado, apenas peneira na seleção, buscando os melhor qualificados que se sujeitem (por diversos motivos) aos baixos salários e ausência de benefícios. Desses (falando especificamente de TI), a grande maioria, vai ter horário para entrar, mas não para sair, o lema vai ser o senso do dever cumprido. Muitas, não pagam hora extra e o banco de horas, quando existe, é objeto de discórdia e de calote. Trabalhei por 10 anos em uma Multinacional de Propaganda, em que TI era área de apoio ao negócio, logo ficava em segundo plano. Nesse período, todos os cursos que fiz me esgueirando entre atrasos e faltas (privilegiando o trabalho), foram por minha conta. Pois é, mais uma crise chegou, não haviam mais veteranos para cortar, foi a minha vez! Só experiência não basta, querem especialização, fiquei muito tempo focado no negócio. Agora é deixar de lado a vida pessoal, as condições socioeconômicas, as distancias, a idade e tentar correr atras do prejuízo, já saindo em desvantagem, porque existem milhares de jovens prontinhos para serem explorados e passarem pelo mesmo processo.
enviado por: Flavio Ferraz em 13/05/2010 - 12:08 -
Muito bons estes executivos!, buscam exatamente aquilo que nem eles próprios possuem em seus currículos, ou estão atuando em outro país que não seja o Brasil!, pelo nível de exigência colocado nas respostas certamente este "profissional qualificado" tomaria o lugar destes executivos sem realizar muito esforço.
enviado por: Márcio Ferraz de Almeida em 13/05/2010 - 10:02 -
Espero que os Entrevistados das áreas de RH dessas empresas leiam esses comentários que realmente surpreendem e que todos tem o mesmo sentimento em relação a essa opnião dos empregadores! Como buscar formação no exterior, aprender outra língua, fazer MBA na EUROPA!, recebendo péssimos salários? Outra verdade é que nessas empresas a grande maioria dos funcionários aí estão por causa do famoso QI, raros são aqueles que passam por seleção...
enviado por: Junior em 12/05/2010 - 20:04 -
André Pereira, conta pra gente como se faz pra trabalhar somente 16h por semana e ganhar R$ 8000 por mes! Também quero! Sou graduado e pós-graduado em TI com longos anos de mercado, mas quando meu salário chegou aos 7 paus/mes, virei somente um número de matrícula e um salário "alto" em relação ao que o "mercado" oferece. Se viraste empresário e atualmente precisar de um sócio, estou dentro!!!
enviado por: Rodolfo Daniel Gross Villanova em 12/05/2010 - 19:41 -
Interna e externamente grande parte das empresas propalam que um de seus principais ativos são seus funcionários (ou "colaboradores", como queiram), com um discurso de valorização. Se essas empresas não encontram no mercado gente qualificada, por que não investem em sua formação? Porque têm receio de perdê-los logo adiante para o mercado de trabalho, quando algum concorrente oferece ao profissional um salário menos pior do que aquele que lhes é pago, levando embora o investimento realizado. Sendo assim, evitam investir em planos de carreira e no aprimoramento de seus funcionários para evitar custos sem retorno, pagando "salários de mercado", e estes, por receberem salários baixos, não tem condições de se aprimorarem por conta própria investindo em aprimoramento profissional. Enfim, é uma política perversa de ausência de investimentos e manutenção de cortes de custos coordenada pelas diretorias financeiras, que preferem canalisar os lucros para investimento em derivativos nas bolsas de valores, que na realidade é um grande jogo de pôquer. Enquanto isso, o corpo executivo recebe salário decentes, mas muito distantes do pago à "plebe", agregando PLR, SRD, ações da empresa, etc. Enquanto esse círculo de mediocrização da base não se romper, a tendência é a queda da qualidade e qualificação do quadro de "colaboradores", com altas taxas de rotatividade em seus quadros.
enviado por: Rodolfo Daniel Gross Villanova em 12/05/2010 - 19:29 -
pagar faculdade de R$1.500 por mês e receber salário de 800? para que ser qualificado? é mais facil pegar amizades e conseguir indicações...
enviado por: Diego S. Covelli em 12/05/2010 - 18:44 -
Eu acho que o problema não é qualificação, o que vejo na verdade é salário baixos inviáveis para se trabalhar, além de uma cobrança por Pós graduação, MBA, Ingles, Certificações e etc além de muita experiência e quando se tem tudo isso vc não consegue transformar isso espécie real para o seu futuro como cidadão.
Outro fato constrangedor é vc passar na entrevista e na posição ver que nada daquilo que pediram vc será utilizado, ou seja, a empresa também vende idéias que não existe e frusta o candidato.
E todos perderam tempo, salário baixo, vaga inferior as suas capacidades e conhecimentos e organização comprometida.
enviado por: Flavio Lima Nascimento em 12/05/2010 - 18:40 -
É por isso que sai este ano do mercado de ti. Após finalmente me tornar analista senior na carteira, meu salario ficou em R$4.500. Isso para mim é muito pouco, mudei de área de atuação. Agora trabalho 16horas por semana e ganho R$8000. Assim como eu, vários colegas seguiram o mesmo caminho. As empresas querem exigir, mas não querem pagar? To fora... rs
Obs: Sou doutor, especialista em GP, graduado em SI, técnico, ingles, espanhol...
Adeus TI!!!
enviado por: André Luiz Horta Santos Pereira em 12/05/2010 - 18:20 -
O luis cesar fernandes caldas está corretíssimo. Já presenciei dinâmicas de grupo onde os trogloditas mais assertivos e mal-educados eram contratados no lugar de gente bem-educada, qualificada, observadora, ponderada e de alto QI. As pessoas intelectualmente brilhantes não gostam de se impor aos berros ou cortar a conversa dos outros. Procuram observar mais e falar menos. Mas, infelizmente, esses indíviduos intelectualmente superiores (e quietos, cultivadores de um estilo low-profile) tendem a levar a pior nas dinâmicas de grupo, geralmente dominadas por "cavalgaduras" assertivas, impulsivas e bem-falantes que impressionam os recrutadores menos esclarecidos. Muita gente boa, competente, inteligente, culta e ponderada deixa de ser contratada. É pena. Esses indivíduos hiperqualificados acabam sendo preteridos, ficam de fora das empresas, e a solução para eles acaba sendo o trabalho autônomo ou a abertura de um pequeno negócio próprio, talvez uma consultoria. As dinâmicas de grupo não se constituem em critério racional de seleção de pessoal. Nada substitui o real conhecimento ou a real competência do candidato. Uma pessoa quieta, observadora, de altíssimo QI pode agregar muito valor à empresa que a contratar. Os recrutadores de mão-de-obra deveriam ter mais bom senso e aprender a enxergar além das aparências e dessas tolas "dinâmicas de grupo". Um nerd tímido, por exemplo, pode "fazer acontecer" verdadeiros prodígios na área de TI. Nada substitui conhecimento profundo, competência tecnológica e compromisso com resultados. Esses atributos são muito mais importantes na prática do que um pretenso, tolo e equivocado "dinamismo de grupo". Pena que eu e o luis cesar fernandes caldas somos vozes isoladas no deserto, aparentemente. :(
enviado por: Renato Francisco Gastaldelo Amaral em 12/05/2010 - 17:27 -
No Google, acredito que não seja papo furado, mas na ALL... Baseado no que a própria Exame(Abril) relata sobre as empresas do grupo proprietário, o cara é avaliado pelo nível de escravidão à empresa!
enviado por: Ricardo Andre Varnier em 12/05/2010 - 10:31 -
É lamentável! No Brasil os pobres literalmente trabalham quase que num regime escravista para poder se sustentar em uma faculdade particular, por que vale lembrar que quem precisa não consegue bolsa pelos programas gonvernamentais e os riquinho flp nas universidades federais, logo se qualificam com uma superioridade fenomenal. Como falar de qualificação num 'quadro tão empolgante como esse!'. O texto acima do nosso companheiro leonardo diniz, muito bem comentado. Viva aos apadrinhados e aos que tem QI(quem indique)!!! ¬¬"
enviado por: JARDEL FELIPE ROCHA em 12/05/2010 - 10:02 -
1 - Tudo isso seria muito lindo e perfeito se não fosse apenas discursos.
2 - O que se trata por faculdade de renome, hoje as universidades privadas a maioria se não todas estão em crise, as públicas é uma loucura e tirando que são em periodo integral, o que muitas vezes impossibilita uma pessoa de renda mais baixa, que precisa trabalhar de estudar em uma Federal da vida e assim vai para a particular e como saber o criterio do renome.
3 - MBA no exterior é otimo, se a pessoa não é o filho de um desses caras ai faz como, se não possuo um emprego com boa remuneração, como poderei investir e me qualificar para o mercado.
4 - Não acham e nunca vão achar o número de profissionais que atendam as vagas, por que estamos tratando de Brasil, um país desigual, subdesenvolvido e com privilegios para poucos.
5 - Mas do que atitude e esforço, é preciso sim ter conhecimento, indicação, o brasil é um país atrasado tecnologicamente horreres de anos, em relação a pesquisa e desenvolvimento cientifico, certa vez li em algum lugar a tal pergunta, "E se o Bill Gates ou Os donos do Google fossem brasileiros será que teria acontecido toda essa "revolução" ... " tratando da criação de duas grandes empresas .... não acho que é por ai como a máteria fala ... se for pode falar para os presidentes ai que jah tem uma seleção a ser feita pelo menos entre os que opinaram aqui ! .. ..
enviado por: leonardo diniz em 12/05/2010 - 08:47 -
O que funciona mesmo no Brasil é o QI: quem indica. Fora disso, o que existe é essa indústria do emprego, com empresas de recrutamento e seleção loucas para abocanhar seu quinhão de empregados e empregadores.
enviado por: Leonardo Akira Kiam em 12/05/2010 - 08:23 -
Bom acredito que não seja bem assim... hoje em dia está difícil achar pessoas com boas experiências no mercado pois não há muitas vagas para elas, sendo obrigado ao candidato aceitar qualquer coisa por necessidade...
enviado por: rafael trevizani simplicio neves em 12/05/2010 - 08:03 -
Cada um falando mais "bonito" que o outro. Às vezes tomar atitudes certas requer muito mais observação, análise. Ao contrário do que vemos em entrevistas e dinâmicas onde o candidato mais sem educação que interpela as pessoas, o que grita mais alto, leva vantagem. Aí um candidato muito mais qualificado que poderia render muito mais pelo simples fato de observar mais e berrar menos para agir corretamente, perde uma oportunidade, por que foi resumido a uma simples e patética dinâmica. É impressionante como certas regras incoerentes desses RHs da vida ainda existem...
enviado por: luis cesar fernandes caldas em 11/05/2010 - 19:00 -
Na prática o que vemos é diretor das ditas boas empresas, chamar são paulino de bambi. Ou seja, o candidato tem formação, tem conhecimento, competência, ideal, ética, etc e tal. Chega no trabalho e encontra superiores daquele nível. Ninguém vai muito longe assim.
enviado por: Ney RJ em 11/05/2010 - 18:42 -
O discurso tá bonito mas não se sustenta na prática, infelizmente.
enviado por: Ney RJ em 11/05/2010 - 18:38 -
Se todas as empresas requisitarem gente com experiência para empregar, nunca haverá gente com experi~encia suficiente, afinal todos têm que aprender um dia.
enviado por: José Henrique Lício do Nascimento em 11/05/2010 - 17:18 -
Concordo com o Sandro. O discurso, na teoria, é lindo. Quando estamos no ambiente das empresas, percebemos como a politicagem e o jogo de interesses minam as capacidades técnicas de gente comprometida em fazer o bolo crescer. E não falo isso por ter trabalhado em apenas uma ou duas empresas, mas em várias. Um ponto que esses "especialistas" em recrutamento é a ética, muito em falta ultimamente. Crescer rapidamente sem passar por cima de outrem? Duvido um pouco que há pessoas com essa capacidade.
enviado por: Eduardo C. Nicácio em 11/05/2010 - 17:04 -
nunca ocorre ...
enviado por: Jefer em 11/05/2010 - 16:54 -
Acho incrível essas respostas, são verdadeiros gurus do gerenciamento e gestão de pessoas, mas quando estamos na empresa raramente isso se repete, tenho passado por grandes empresas com belos discursos como o que li nesta reportagem, mas quando vamos para a ação não é isso que ocorre. Qualificação, experiência e competência sempre requerem um salário diferenciado e na maioria dos casos isso não ocorre.
enviado por: sandro delfino em 11/05/2010 - 16:49





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