Carreira
Vale a pena virar PJ em TI?
Rogerio Jovaneli, de INFO Online Terça-feira, 29 de junho de 2010 - 09h18Getty Images |
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Nem todos os profissionais sabem como é, na prática, trabalhar como PJ em TI |
SÃO PAULO - O PJ ganha mais, paga menos imposto, mas não recebe os benefícios de quem trabalha como CLT, tais como: FGTS, férias, 13º, entre outros.
Mesmo assim, muita gente topa o desafio. Tudo em nome da liberdade de poder fazer o seu horário e sair da rotina de funcionário com carteira assinada. Em regra, a maioria muda para PJ por se cansar da vida de empregado CLT.
Mas, afinal, será que os profissionais estão preparados para essa mudança?
Para o consultor Maurício Davino, proprietário da empresa Davino Consultoria e Treinamento, nem todos os profissionais têm a consciência do que é, na prática, trabalhar como pessoa jurídica em tecnologia.
“Trabalhar por conta própria é um desafio. No meu caso, foi muito complicado no começo. Muita gente não imagina que quando trabalhamos por conta própria, trabalhamos muito mais do que trabalharíamos na forma CLT. Chega a haver ocasiões em que não há horários específicos. Toda hora é hora de trabalho”, afirma.
“O trabalho [como PJ] deve ser encarado com seriedade e deve-se cumprir uma agenda rígida”, completa.
Já para Álvaro Eduardo Gomes, dono da Abu Framework, empresa que oferece suporte em TI (e emprega vários PJs), tudo depende do perfil profissional de cada um.
“A principal diferença esta na disposição e no plano de vida de cada um. Algumas pessoas têm mais facilidade em lidar com um ambiente mais regrado e conseguem se sentir motivadas e produtivas, trabalhando longos períodos em uma empresa. Outras se sentem mais produtivas e motivadas num ambiente menos regrado, onde possa fazer seus horários e buscar seus desafios”, analisa.
Para ele, a mudança de CLT para PJ é um desafio equivalente à mudança de emprego. “Os profissionais que desejam encarar uma ‘carreira solo’ devem estar dispostos a encarar momentos de turbulência”.
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muito bom, bom demais.
enviado por: fernando c. lyra em 08/08/2010 - 20:26 -
Hoje o contratante acaba tendo a vantagem de pagar menos quando se contrata um PJ em TI, por outro lado a vantagem do PJ é a liberdade(não exclusivo) em poder trabalhar e fazer outras atividades paralela.
O importante é observar os benefícios no contrato.
enviado por: Prestar Serviços de Contabilidade Ltda em 12/07/2010 - 16:34 -
Uau! Ótimo debate - exceção para alguns comentários grosseiros...
Meus pontos:
- a lei trabalhista é clara, isto é, não existe CLT-Flex (isso é fraude!) e não se pode terceirizar (contratar PJ) para fazer a atividade fim da empresa (exatamente o que o Renato Person escreveu).
- se você tiver estômago para ser empreendedor, abrir uma empresa e prestar serviço (ser o tal PJ) é sim uma boa; o sucesso só depende de você.
- para mim, burlar a lei trabalhista para não "pagar político corrupto" é ser igual a eles; não é esse o melhor instrumento para reclamar - junte-se ao Ethos, cobre o político para quem você votou, etc.
- quer que a CLT se atualize? novamente, cobre dos políticos que você votou, questione seu sindicato, etc.
- fato: depois de um certo tamanho, o Ministério do Trabalho vai te pegar.
- pergunta para quem contrata PJ: você faz cálculo do risco de uma ação trabalhista? Considera isso no seu modelo de gestão financeiro-administrativa? Leva em conta que esse passivo pode inviabilizar a venda da empresa?
Em tempo: tive uma empresa onde todos eram corretamente registrados e pagos, isto é, sem nada de PJ. Não é fácil e nem impossível. Vendi minha parte para os sócios e a empresa segue crescendo bem e de forma sadia quanto a esse tema.
Boa sorte a todos!
enviado por: Ricardo Luiz Silva de Morais em 12/07/2010 - 15:41 -
Nos ultimos 20anos trabalhei ora PJ ora CLT. A primeira vista PJ parece vantajoso, mas a pergunta é: pra quem? Para o empregador é ótimo por não tem vinculo e não paga impostos. Para o PJ é bom pela flexibilidade. Mas analisando a flexibilidade é subjetiva já que como recebemos por hora é necessario cumprir a mesma carga horaria, por outro lado é ótimo para os 0,01% que faz trabalhos para varias empresas. No final PJ, só esta empobrecendo a profissão já que apenas 0,01% dos empresarios valorizam e querem investir em informatica. Dois pesos duas medidas, temos que pensar para onde esta caminhando a profissão, observamos apenas uma decadencia, muitas horas trabalhadas, salarios baixos, baixo reconhecimento.
enviado por: gerson oliveira em 06/07/2010 - 20:05 -
Acho que é uma banalização das relações de trabalho esta questão de se tornar PJ para satisfazer a demanda por redução de custos das empresas.
Você ser PJ faz sentido quando você abre uma empresa. Se você é uma empresa, será uma empresa de um único cliente. Não é arriscado depender de um único cliente?
Também não ficou claro para mim se a terceirização é suportada pela legislação vigente, ou não.
enviado por: Leonardo Akira Kiam em 05/07/2010 - 15:57 -
Agradeço a você, Daniel Cevidanes, e demais internautas que entenderam o objetivo da reportagem. Tá muito bom o debate por aqui. Abraço a todos!
enviado por: Rogerio Jovaneli em 02/07/2010 - 16:37 -
Como novo no mercado, hoje eu aprendi uma coisa a mais... Confesso a todos vcs que aos 34 anos, sou extremamente leigo à questões juridicas trabalhistas. Pela primeira vez eu vejo uma matéria na INFO que realmente agregou algo na minha vida! Parabéns Rogerio Jovaneli!
enviado por: Daniel Cevidanes em 01/07/2010 - 21:53 -
Pior do que achatar a remuneração do profisisonal de TI exigindo a prestação de serviços continuada e mensal através de pagamento com emissão de Nota de Prestação de Serviços como PJ ou cooperativado, é a categoria de CLT "flex", quando a remuneração registrada na CTPS é no mínimo 50% inferior que o valor depositado na conta corrente do profissional que presta mensalmente seus serviços. A fiscalização do MTB deveria aplicar multas altíssimas como forma de punir de forma exemplar esse tipo de falcatrua trabalhista.
enviado por: Rodolfo Daniel Gross Villanova em 01/07/2010 - 18:38 -
Paul,
e desde qdo PJ paga menos?
PJ é empresário. Quem ñ é empresário, NÃO DEVE E NÃO PODE ser PJ. Se te porpuserem isto (supondo q vc seja ou tenha sido empregado), estão te propondo uma FRAUDE. E o q é pior, uma fraude q só vai beneficiar à eles, e nada ao empregado.
E qto a CLT, sim, vc tem razão, é um anacronismo sem tamanho. Mas para quem é empregado, é o q existe. Ou o funcionalismo público...
enviado por: Marcelo Del Trejo em 01/07/2010 - 13:34 -
Caros... Se você é uma fábrica de cimento, nada mais lógico que terceirizar a limpeza, a segurança, a cozinha e por que não a TI. Mas se você é uma fábrica de software é um absurdo você terceirizar a TI, sendo essa a sua atividade fim. É isso o que vem acontecendo na prática neste nosso país. Um mero subterfugio fiscal. Entretanto, para minimizar o risco de processos trabalhistas as empresas colocam um intermediário no jogo: as famosas consultorias, de forma que entreguemos a nossa NF para elas e não diretamente para o empregados. As consultorias são os maiores "PARASITAS" da nossa área, pois cobram 30%-40% de taxa (que de outra forma poderia entrar direto no nosso bolso) e não fazem absolutamente nada. Dessa forma, temos um mercado cheio de profissionais PJ insatisfeitos com o que ganham, sem nenhum direito a nada e estando sujeito a estar 100% disponível o horário que for, afinal, a empresa está pagando por hora!
Ah... antes que eu me esqueça, vocês devem levar em consideração a restituição de imposto de renda que como PJ vocês não terão. Como CLT, com salário alto e com tributação de 27,5% ao mês, a restituição é bem gorda. Digo isso por experiência própria! Se não puderem ser contratados como CLT, exijam a contratação direta, com um valor bem acertado, final, neste país, só se ganha aumento quando você muda de emprego.
enviado por: Renato Person em 01/07/2010 - 09:14 -
"Isto nem deveria estar sendo discutido. Transformar um empregado (CLT) numa empresa de uma pessoa só (PJ) tem um nome bem claro na legislação: FRAUDE"
Usar o dinheiro que você paga de impostos pra vagabundo ficar rico à nossas custas não é fraude não num é verdade?
Tem que ser discutido sim, toda e qualquer forma de não pagar dinheiro pra vagabundo.
enviado por: Paul Symon Braz Moura Lopes em 01/07/2010 - 07:39 -
Na minha opinião deveria ser regulamentado o PJ para que o pessoal pudesse escolher entre um e outro (CLT). Mesmo porque modelo CLT para uma área que tem uma rotatividade muito alta (minha opinião), as vezes sai caro para os dois lados funcionário e empresa.
Respondendo o amigo Leonardo Akira Kiam prefiro o modelo PJ, porque você pode escolher o que fazer com a grana e não deixar com que o governo escolha.
enviado por: Tiago Luiz Fernandes em 30/06/2010 - 23:45 -
Isto nem deveria estar sendo discutido. Transformar um empregado (CLT) numa empresa de uma pessoa só (PJ) tem um nome bem claro na legislação: FRAUDE.
Empregado é empregado, empreendedor é empreendedor. São coisas completamente distintas. NÃO SÃO OPÇÕES.
enviado por: Marcelo Del Trejo em 30/06/2010 - 18:32 -
Olá, há uns dois meses escrevi sobre o mesmo assunto e gostaria de compartilhar o post.
http://todaterca.wordpress.com/2010/04/20/contratacao-em-ti-clt-clt-flex-pj- ou-sem-contrato/
Obrigado,
Eder
enviado por: Eder Luis Jorge em 30/06/2010 - 14:55 -
Eu já fui PJ, virei CLT, voltei para PJ e agora voltei para CLT novamente. Como PJ tive a oportunidade de ganhar dinheiro que nunca ganharia como CLT. Mas atualmente optei pela CLT pela "segurança" que ela dá, pois me tornei pai de família e isso pesou na minha escolha. Na minha opinião, se você é solteiro, seja PJ e ganhe dinheiro, faça o pé de meia, pois ao casar e ter filhos, ser PJ pode ser complicado se você não conseguir outra alocação rapidamente.
enviado por: Gláucio da Silva Luziano em 30/06/2010 - 10:56 -
Apenas um detalhe: contratar como PJ é ilegal. Tanto que muitas empresas estão parando com essa prática, pois para o trabalhador conseguir os direitos da CLT na justiça é muito simples. Basta juntar os comprovantes de pagamento, que qualquer Juiz do Trabalho irá obrigar a empresa a pagar os benefícios. Me causa estranheza um veículo de comunicação idôneo fazer um artigo sobre uma prática ilegal.
enviado por: Guilherme Maximiliano Verhalen em 30/06/2010 - 10:37 -
Referente ao rendimento mensal de um PJ, acho que o valor de 20% a 30% é pouco, quando comparado com as taxas de contribuição que o PJ deve pagar.
Sou CLT, e só aceitaria a propasta de PJ, se a remuneração fosse no mínimo 50% a mais do que eu ganho.
enviado por: Valker de Araújo Nunes em 29/06/2010 - 17:02 -
Leonardo, você não entendeu a reportagem direito. A reportagem foi feita para que o leitor leia e tire as próprias conclusões. Uns podem ler a reportagem e achar que vale a pena, outros podem ler e achar que não vale a pena. Uma reportagem do tipo não pode impor uma opnião ao leitor, o leitor é que deve tirar a conclusão.
enviado por: Luis Alfredo Barbosa em 29/06/2010 - 16:17 -
E cadê a resposta à pergunta "Vale a Pena ser PJ?"? Não vi a conclusão em nenhum lugar do texto. Vale a pena? É uma bruta falta de sacanagem?
enviado por: Leonardo Akira Kiam em 29/06/2010 - 11:46 -
cúmulo do óbvio...
enviado por: Tomas Hernan Vasquez Ormeno em 29/06/2010 - 11:42 -
Isso não é uma opção PJ é o jeitinho brasileiro e o Ministério do Trabalho está fiscalizando para acabar com isso, pois todos perdem com isso!
Para piorar o Sindicato da categoria quer institucionalizar essa aberração, os direitos conquistados e promulgados na CLT não podem ser privilégio de alguns é um direito de todos.
Nós temos de nos unir contra os altos impostos que diminuem a competitividade das empresas e vagas, além de punir os funcionários que são obrigados a pagar 2 vezes por tudo que o governo tem obrigação de nos prestar.
enviado por: Roberto Duarte em 29/06/2010 - 11:11 -
O perfil PJ da matéria é ótimo, o problema é que algumas consultorias te contratam com PJ, mas exigem que você entre 9 da manhã, tenha 1 hora de almoço e as horas extras vão para o banco de hora...
Em resumo a intenção é clara em burlar a lei trabalhista.
Nem todas são assim, mas se você é PJ, tem hora para entrar e sair, você se enquadra nas leis trabalhistas e pode recorrer a justiça do trabalho.
enviado por: Gustavo Murad em 29/06/2010 - 11:09 -
Muito bacana a matéria Info, parabéns, conteúdo muito importante e útil.
enviado por: Sandro F. Sousa em 29/06/2010 - 10:39 -
Sou PJ desde 2004, nunca fui CLT justamente por gostar de administrar meu próprio dinheiro, agora, a consultoria onde trabalho está "forçando" todos os consultores a virar CLT Flex, vou perder mais de 1 um salário por ano.
Estou percebendo um movimento neste sentido devido a uma "fiscalização" do Ministério do Trabalho, onde eles estão impondo o registro de todos os colaboradores, visando aumentar o número de carteiras assinadas no país.
enviado por: Eduardo Ferrari em 29/06/2010 - 10:33





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