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Qual o peso do diploma nas carreiras de TI?

Por Caroline Marino, especial para a INFO
• Segunda-feira, 28 de março de 2011 - 09h18
Alexandre Battibugli
Ivan rissato: experiência e certificações valeram mais do que o diploma de uma universidade

SÃO PAULO - Experiência e um bom pacote de certificações substituem a graduação? Nas grandes empresas, não. Mas se a ideia é empreender, o canudo pode não fazer falta.

O que Bill Gates, Steve Jobs, Michael Dell e Mark Zuckerberg têm em comum, além de serem empreendedores bem-sucedidos e milionários? Os quatro ícones da tecnologia tinham pressa e não concluíram seus cursos universitários. Com uma boa ideia na cabeça e muita disposição, eles fiz eram uma opção arriscada e se deram bem, muito bem. Mas será que hoje o mercado aceita p r o fissionais que não têm um canudo de graduação? A resposta para essa pergunta passa por duas variáveis: a área escolhida e as ambições do profissional. Se a intenção é trabalhar numa grande empresa ou banco e ainda combinar tecnologia com negócios, o diploma conta, sim, e muito. Se, por outro lado, a opção for montar um negócio próprio ou trabalhar em empresas pequenas e médias, experiência de mercado e um bom conjunto de certificações podem ser mais do que suficientes .

Veja o caso de Jorge Cenci, de 53 anos. Sem diploma de nível superior, mas com experiência de sobra, Cenci é hoje presidente da Senior Sistemas, empresa que desenvolve software para gestão empresarial. Ele entrou no mercado há 30 anos, quando nem se falava em graduação para a área de tecnologia. "Foquei a carreira em cursos técnicos e certificações", afirma Cenci. Técnico em contabilidade e administração de empresas, ele chegou à Senior Sistemas em 1990, para dirigir as áreas comercial e financeira. Depois de 13 anos de bons resultados, assumiu a presidência da companhia.

Histórias como a de Cenci são comuns no mercado de tecnologia. Segundo André Assef, diretor operacional da consultoria de RH Desix, muitas vezes experiência e boas certificações contam mesmo mais do que quatro anos de faculdade. "Nunca vi uma empresa de pequeno ou médio portes recusar um profissional de tecnologia por não ter ensino superior. Isso só acontece nas grandes companhias", afirma Assef.

 

Só com diploma?

Na BRQ IT Services, fornecedora de serviços de TI, a graduação não é essencial para cargos técnicos. Segundo Andrea Quadros, diretora de RH, o mais importante é a experiência em outras empresas, as certifi cações e o conhecimento de diferentes linguagens de programação. "Não fazemos restrição. Procuramos olhar sempre para o histórico profissional", diz Andrea.

Funcionário da BRQ desde 2000, Ivan Bodelon Rissato, de 34 anos, avançou na carreira sem formação superior. Entrou como analista de sistemas e logo percebeu que o aprendizado em diversas linguagens de programação e as certificações, aliadas à experiência, trariam crescimento mais acelerado e foi em frente. Hoje, Rissato é gerente de projetos e sua meta é chegar a diretor. Para isso, investe também no conhecimento de negócio, além da técnica.

Na área de TI há 15 anos, Luciano Grenga, de 34 anos, também nunca se deparou com a necessidade de um diploma de nível superior. Coordenador de TI da Foothills, empresa de médio porte da área química, Grenga cursou três anos de administração de empresas com ênfase em análise de sistemas, mas trocou a faculdade pelo trabalho. "A graduação é importante, mas não essencial", diz Grenga.

Nas grandes corporações ou bancos, como o Itaú Unibanco, experiência e bom portfólio são importantes, mas formação superior é essencial.

A superintendente de consultoria do banco, Vera Bernardino, diz que a área de TI é core business no sistema financeiro e, por isso, é importante que o profissional seja mais do que um técnico. "Ele deve ser um consultor em tecnologia. E para isso a formação superior é o primeiro passo", afirma Vera.

No banco Santander, diploma também é fundamental no processo de seleção. O diretor de RH do banco, Marco André Ferreira, afirma que profissionais de tecnologia devem necessariamente ter ligação com negócios e para isso a graduação é essencial. "Nossa equipe de tecnologia se relaciona com as áreas de negócios e por isso buscamos profissionais de TI com uma visão abrangente, proporcionada pelo ensino superior", diz Ferreira. Assim, se a intenção é atuar em bancos do porte do Itaú Unibanco e do Santander, ou fazer da TI um instrumento de negócios, a graduação precisa, sim, entrar nos planos. "Hoje, os grandes executivos de TI são extremamente qualificados e graduados", diz Renato Gutierrez, consultor sênior de capital humano da Mercer.

O consultor Alfredo Pinheiro, presidente da Compass Management Consulting, faz uma distinção entre a área técnica e a de business. Na técnica, é possível encontrar pessoas competentes sem ensino superior que vão crescer e se dar bem na carreira. "Mas estamos falando de casos isolados. Hoje, mais do que nunca, os diplomas importam, assim como MBA e pós-graduação." Mas Pinheiro acredita que a veia empreendedora pode muitas vezes substituir a formação acadêmica. Isso leva a histórias como as dos fundadores da Microsoft, da Apple, da Dell e do Facebook, que correram atrás de um sonho na juventude e trocaram as aulas formais pelo desejo de acontecer.

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comentários

  • Matéria boa mas com erros grotescos. A começar pela foto que parece que foi tirada de um celular, escondido do Ivan Rissato que, teve seu sobrenome escrito com letra minúscula na legenda. No mais, concordo com o Thiago Alberto de Souza, o difícil pra quem não tem experiência é ter oportunidade para dar o primeiro passo.

    Rodrigo Hiroshi • 03/08/2011 - 08:56
  • Minha opinião é que o diploma não é essencial quando o foco for um negocio próprio ou quando não existir intenção de atuar em grandes empresas, isso se tratando de seguimentos específicos como o exemplo de software! Porém vejo o diploma com extrema importância por dois motivos em especial: - 1º Junto com o estudo (Faculdade) de matérias específicas vem matérias complementares que auxiliam a formação intelectual e profissional! - 2º Existe a possibilidade de por algum motivo mudarmos o nosso foco profissional ou ramo de atividade, e se não estivermos diplomados e melhor preparados essa opção pode ser restrita. Digo isso pelo fato da matéria NÃO citar os profissionais que tomaram a mesma direção dos casos bem sucedidos e terem insucesso! Também NÃO foi comentado na matéria os diplomados bem sucedidos, que imagino ter uma proporção bem maior de sucessos!

    Luis Felipe Lhacer Marson • 26/04/2011 - 10:58
  • Não diria que graduação é fundamental, mas pelo um curso técnico já é alguma coisa.

    Diego Da Silva Rocha • 29/03/2011 - 17:57
  • Eu penso o seguinte, as empresas que trabalham com TI utilizam do seu raciocionio e criatividade. Faça do meu jeito! Monte a sua empresa e ganhe dinheiro com o raciocinio dos outros!

    Alexsandro Pires • 28/03/2011 - 19:33
  • Faculdade é importante só para o cara galgar degrau dentro da empresa, ter faculdade hoje em dia fecha porta mais não abre nenhuma para quem quer entrar no mercado, tem muito moleque com CCNA que arruma emprego e Graduado que não arruma, o ideal é juntar os dois, deixar a preguiça de lado e estar sempre estudando.

    alessandro teles luz • 28/03/2011 - 19:33
  • Para médico tem seu CRM, enfermagem tem o seu... Engenheiro... Advogado tem até provinha de OAB, pq a nossa não pode ser regulamentada, organizada e etc? Tem carinha que não... Eu sou autodidata, sou melhor que o fulano lá na minha empresa que fez facul e tal... Pô, se é autodidata mesmo uma meleca de universidade não vai tirar pedaço não, vai é alavancar seu conhecimento... Daí vem outros e dizem, que tem engenheiro varrendo rua e tal... Isso não é problema da profissão e sim da falta de oportunidades... Certificação tem que ser vista só como um curso extra curricular, tipo uma especialização... Afinal de contas, uma certificação não engloba tudo em informática, ela foi criada para tornar algum produto de TI tipo Java, Oracle, mais "entendível" aos que trabalham em TI tornando-os especialistas em tais produtos.

    Overbits Technology • 28/03/2011 - 15:31
  • Isso não existe... É conversa pra boi dormir... O mínimo que um profissional em TI deva ter é uma graduação, diploma mesmo... É por isso que a categoria ganha está ganhando tão pouco, qualquer pé rapado hoje em dia vira faz tudo em informática e quando a merda vira uma bola de neve e joga-se a bronca pra uma empresa devoradora de contratos... A verdade é que existem cursos de graduação por aí muito ruins, quem é fera mesmo saí de um ITA, USP, URGS, UFPE... Bill Gates e afins que vá tomar vergonha na cara... E acabar sua graduação, no caso do Bill e do cara do Facebook não é bem assim, eles freqüentavam faculdade sim, só não concluíram pq os ganhos fora dela foram mais interessantes, digamos assim... Eu fiz Ciência da Computação, troquei de cidade quando estava do sexto semestre de 9, e abandonei o curso... Agora, consegui fazer uma graduação em Análise de Sistemas, mesmo sendo tecnólogo pois o curso durou dois anos e meio, mas é de nível superior e me dá direito de fazer uma pós graduação e continuar os estudos para melhorar o currículo e tal, certificações são importantes também, mas é preciso analisar que quando se opta por uma certificação, é como se especializasse é um produto, tipo Java, Oracle... Etc... E não como num todo... Deveríamos tomar vergonha na cara e lutar-mos pela regulamentação da nossa profissão, mesmo que isto acarrete mais burocracia, mas se for feito de uma maneira bem planejada a coisa funciona.

    Overbits Technology • 28/03/2011 - 15:19
  • Cursar ou nao uma faculdade vai depender dos planos que cada um tem para si e pra sua carreira. Ha profissões que exigem obrigatoriamente um diploma de faculdade como a dos medicos, advogados,etc. Mas quem nao tiver planos muito ambiciosos como chegar a presidente mundial da Microsoft ou do Google e quiser ou precisar trabalhar logo, um curso tecnico é de longe muito mais lucrativo do que perder no minimo 4 anos numa faculdade mais todo o alto custo que tem que se desenbolsar para se terminar uma graduação. Os cursos tecnicos como os do senai e outros duram pouco tempo, tem um investimento baixissimo e ja garantem um minimo de experiencia profissional e com isso os tecnicos recem formados tem muito mais chances reais de emprego do que a maioria dos graduados que acabaram de sair da faculdade sem nenhuma experiencia. E sempre havera vagas para tecnicos no mercado, tanto que acho que ninguem por aqui exige diploma de faculdade, mba ou doutorado do pessoal da assistencia tecnica que conserta seu computador toda vez que ele da pau, nem do padeiro que fez o pao do cafe da manha ou do eletricista que vai consertar seu chuveiro estragado...

    nat borgia • 28/03/2011 - 13:35
  • Dificil é arranjar uma empresa para começar a ter experiencia. Tem que começar de algum lugar. Mas é verdade que nem sempre é preciso um diploma. Trabalho no setor de TI e meu supervisor cursou ciencia da computação. Porem nossa coordenadora cursou estatistica!! Claro que ao longo de 10 anos na área ela aprendeu muito. Como é um hospital, acho que isso pode. Se fosse em outro lugar sei não... To pensando em como conseguir essas certificações.

    Felipe Rodrigues • 28/03/2011 - 11:10
  • Matéria muito boa. Com tantas faculdades de fundo de quintal no Brasil, as empresas deveriam valorizar bons cursos e especializações. Hoje em dia qualquer um tem faculdade e pós.

    Ivan gaiolli Berti Junior • 28/03/2011 - 11:07
  • A ainda bem que fez matemática né, porque se dependesse de interpretação de texto estaria na 1º série do pré primário até hoje.

    Ivan gaiolli Berti Junior • 28/03/2011 - 11:02
  • Quando eu não tinha diploma não era ninguém, portanto não me venha com esse papo, porque depende da profissão.

    Matemático • 28/03/2011 - 10:42

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18 DE MAIO DE 2012

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