Carreira
Período sabático vira benefício nas empresas
Talita Abrantes, de EXAME.com Quarta-feira, 08 de dezembro de 2010 - 11h04Divulgação |
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Julia Roberts em cena do filme Comer, Rezar e Amar: para pensar sobre a vida, personagem partiu para uma jornada sabática em três países |
SÃO PAULO - Que tal passar um ano inteiro longe de todas os compromissos corporativos?
A princípio, a ideia pode até parecer utópica. No entanto, acredite: algumas empresas já estão aderindo ao período sabático como parte de seu pacote de benefícios para executivos.
Inspirado no shabbath judaico, a prática estreou oficialmente no mundo corporativo em 1880 como uma contrapartida da Universidade de Harvard para manter o filósofo Charles Lanman em seu quadro de docentes. Pela proposta, o professor teria direito a um ano de descanso remunerado a cada seis anos de trabalho.
No Brasil, a prática ainda é pouco conhecida. No entanto, especialistas afirmam, os bons ventos da economia podem facilitar a popularização do conceito dentro da lógica das empresas.
“As organizações falam muito sobre retenção de bons funcionários. Os superiores, agora, precisam levar em consideração esse tipo de demanda”, ” diz José Augusto Figueiredo, CEO da DBM para a América Latina. “Do contrário, correm o risco de perder o profissional em caráter permanente”.
Até porque o turbilhão de tarefas inadiáveis, reuniões, metas ambiciosas, horas excessivas para além do expediente tem o poder de sufocar o mais dedicado dos profissionais. Superam-se resultados, cumprem-se missões, fecha-se um ciclo, abre-se um novo. E a vida? Simplesmente se esvai. Sem que o profissional tenha tido tempo para pensar de maneira consistente sobre ela.
“Muitos só conquistam essa pausa necessária quando acontece uma tragédia, como um problema grave de saúde”, afirma o consultor Herbert Steinberg, autor do livro Sabático – um tempo para crescer.
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W Costa • 13/12/2010 - 17:06
Bastante pertinente esta matéria. Após vários anos sem férias (digo, férias de verdade, pois as minhas acabavam sendo oportunidade para resolver problemas e/ou estudar), e após assumir a coordenação de suporte de um dos sistemas em meu trabalho, meu corpo começou a dar sinais de que não estava mais suportando. Devido à impossibilidade de alterar minha rotina, acabei adoecendo gravemente e tirando alguns meses de licença médica forçadamente. Deixo aqui meu alerta para os colegas, embora saiba que na maioria das vezes, é muito difícil de mudar isso. Atividades como esporte, hobbies e outras coisas semelhantes também auxiliam a não afundarmos no estresse.
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Thiago Canuto Ferreira • 11/12/2010 - 18:26
Na verdade, de fato existe até hoje o descanso sabático, como o filósofo Charles Lanman, pede como proposta de ter o direito a um ano de descanso remunerado a cada seis anos de trabalho. Ele sendo judeu ou não essa prática é algo vivo até hoje pelo povo de Deus, sendo obrigatório para o povo Judeu e acessível para nós gentis cristãos!!! É um benefício que o Eterno criou para o descanso da terra e também para o descanso físico e espiritual do ser humano e com certeza traz benefícios para todos aqueles que praticam, pois é uma promessa divina do Eterno pela observância deste ano. "Plantem e colham em sua terra durante seis anos, mas no sétimo deixem-na descansar sem cultivá-la. Assim os pobres do povo poderão comer o que crescer por si, e o que restar ficará para os animais do campo. Façam o mesmo com as suas vinhas e com os seus olivais." Ex 23.10-11 "Saibam que eu lhes enviarei a minha benção no sexto ano, e a terra produzira o suficiente para três anos." Lv 25.21
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Ricardo Andre Varnier • 10/12/2010 - 14:03
Infelizmente é possível em geral nas estatais ou órgãos públicos, já que a iniciativa privada não liberal - como falei, em geral, mas não é regra. Por outro lado, por que a redundância "shabbath judaico"? Existe por acaso Natal budista? Peregrinação xamanista à Meca?
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Gilberto Strapazon • 10/12/2010 - 11:01
Fiz um sabático de quase três anos. Independente de trabalhar com desenvolvimento de sistemas, é claro que o computador não ficou de lado, mesmo por ser ferramenta de uso pessoal. Concordo com a necessidade de se planejar e ter estrutura, infelizmente nem sempre se tem isto. No meu caso, literalmente me propus a fazer outras atividades, mais ligadas as áreas humanas, como aconselhamento, escrever meus livros e crônicas, estudar e ter tempo para realizar uma série de vivências de aprendizado interior principalmente. Financeiramente foi um período apertado, mas compensado pela paz de espírito e pela clareza com que pude analisar as áreas de minha vida, aprender mais sobre os demais e ter clareza em relação aos meus trabalhos e minhas áreas de atuação. Quando decidi retornar ao mercado formal, foi uma questão de dias para estar afiado com as ferramentas de trabalho e partir para novos projetos. É uma experiência muito impactante. E claro, melhor se puder contar com mais recursos para efetuar atividades como expedições onde se conhece outros povos e realidades e somos confrontados com nosso íntimo. Gilberto Strapazon http://cwconnect.computerworld.com.br/zenta/
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Ulisses Oliveira Soares • 08/12/2010 - 18:22
Excelente matéria, e concordo com o comentário de Richard Benetti, é algo que nunca vai chegar à "peãozada"... Uma correção no texto: "Liz já contabilizava a MAÇAR de mais de 4 milhões de exemplares vendidos." Você quis dizer: MARCA. (estilo Google, rsrs)
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Richard Benetti • 08/12/2010 - 12:37
Se pra conseguir míseros 20 dias é um sufoco (e de quebra, ainda passamos o mês seguinte quebrado, se não souber economizar o dinheiro das férias), imagine ficar um ano fora? Isso não é para qualquer um, ou pelo menos para nós que acordamos cedo e pegamos ônibus todo santo dia.





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