Carreira
O que os executivos buscam nos profissionais
Fabiana Corrêa, de Você S/A Sexta-feira, 11 de junho de 2010 - 09h20Ilustrações de Roberto Weigand |
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SÃO PAULO - É comum ouvir no mercado que falta gente qualificada para preencher as vagas abertas nas empresas.
“Quando se fala de profissionais realmente bons, com experiência, capacidade de liderança, as ofertas são poucas”, diz Renata Lindquist, da consultoria de busca de executivos Mariaca, com sede em São Paulo, confirmando uma percepção que assombra as companhias que têm plano de expansão.
Alguns requisitos básicos, como falar inglês fluentemente, ter cursado uma faculdade de renome e mostrar experiência na área em que se deseja atuar abrem portas, mas não são imprescindíveis em todos os mercados.
Na verdade, o currículo essencial muda de acordo com a empresa. “As companhias vão precisar de gente ambiciosa, com visão interdisciplinar, que dialogue com outras áreas além da sua, pensando na organização como um todo”, diz Gilvan Delft, diretor da consultoria de busca de profissionais Page Personnel, com escritório em São Paulo.
Como as principais operações das organizações em expansão continuam sendo as internacionalizações, fusões e aquisições, é importante lidar e ter experiência com diversidade cultural.
As características pessoais - e a prova de que um profissional usou o que sabe a seu favor para conseguir sucesso —, portanto, são mais importantes do que formação impecável, principalmente quando se trata de gente com alguns anos de experiência.
“Comprometimento e flexibilidade, por exemplo, são habilidades que não se coloca em currículo, mas que avaliamos durante as entrevistas”, diz Gisleine Camargo, gerente da KPMG, consultoria de gestão de São Paulo.
Entrevistamos executivos de empresas de tamanhos e mercados diversos e fizemos a eles a mesma pergunta: “o que um profissional precisa para ser considerado qualificado?”.
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A verdadeira questão é: Essas empresas oferecem tanto quanto exigem???
enviado por: André Ricardo em 11/06/2010 - 23:06 -
Ney, concordo plenamente com o que vc disse... Entretanto acredito que, isto pode ser relativo, veja o meu caso. Morei nos EUA por 10 anos, e hoje, estou a 10 anos no Brasil, sempre tive contato com a lingua inglesa, por meio de filmes, livros, música, e claro, contatos dos EUA, este último por exemplo é o que está me ensentivando mais a praticar meu inglês, mas pra aqueles que não tem a oportunidade de ter o que eu tive, ou mesmo, estudar numa boa escola de idiomas, (e eu não estou falando de CCAA, WIZARD, WISEUP e porcarias do tipo), acho que a determinação tem que ser ainda maior, vai muito de quanto vc quer aprender, ou aperfeiçoar... E mesmo assim, ai que vem a minha concordância com o que disse, não é garantia nenhuma de obter, ou de manter um bom emprego.
enviado por: Daniel Cevidanes em 11/06/2010 - 15:12 -
Velha história: exigências demais, salários de menos. Inglês fluente parece ser fundamental, entretanto quem pode ter inglês fluente somente vivendo no Brasil? Quem tem o inglês fluente não estudou nas melhores faculdades, pois enquanto aprendia o inglês no exterior deixou de estudar em escola de ponta por aqui. Todo mundo quer o melhor, mas será que tem tanta gente boa assim?
enviado por: Ney RJ em 11/06/2010 - 13:23





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