Carreira
O novo jeito de planejar a carreira
Renata Avediani, de Você/S/A Segunda-feira, 30 de agosto de 2010 - 10h20Divulgação |
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João Carlos Pastore Chieregati, 27 anos, gerente de relacionamento do Google: ele deixou um setor tradicional para buscar um trabalho com mais autonomia |
SÃO PAULO - O paulista Gustavo Reis, 28 anos, já trabalhou em sete empresas desde que se formou em publicidade, em 2003. Passo a passo, foi intencionalmente colecionando experiências variadas.
Acabou percorrendo, em oito anos, todas as áreas possíveis de sua profissão. "Essas experiências valorizaram meu passe", diz. "Não planejei tudo isso de forma estruturada, mas a trajetória que eu trilhei não foi por acaso", completa.
Diretor de mídia da agência de publicidade McCann Erickson, ele poderia estar satisfeito por ocupar uma posição de destaque em uma empresa global. Mas Gustavo pensa em desenvolver atividades diferentes das que ele realiza na McCann. Além do trabalho na agência, ele trilha uma carreira de professor. Já deu aulas na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), de São Paulo.
Parou para fazer mestrado, mas ainda dá aulas em cursos de curta duração. “Para ser um professor bem conceituado lá na frente, sei que preciso ter experiência e ser conhecido no meio”, diz. “Estou me preparando para isso desde já.”
Trajetórias como a de Gustavo estão se tornando cada vez mais comuns, principalmente entre os mais jovens que começam a galgar posições de liderança nas empresas.
Se por um lado essas histórias profissionais causam certo desconforto (afinal, são sete empresas em oito anos e Gustavo já é diretor e nem tem 30 anos), elas são emblemáticas, pois materializam o que acadêmicos e pesquisadores do mercado de trabalho vêm afirmando há três décadas.
“O emprego estável, em grandes empresas, já era. A carreira média vai consistir de duas ou três ocupações com meia dúzia ou mais de chefes.” Quem diz é Tom Peters, escritor de livros de gestão e negócios, que vem batendo nessa tecla há 20 anos, sem que a maioria das pessoas lhe dê ouvidos.
O especialista em cultura organizacional Edgar Schein prega que pensar a carreira de forma linear e vertical, de olho na cadeira do presidente, é tão antigo quanto o próprio conceito de organograma. “O movimento [e, poderíamos acrescentar, o crescimento] profissional ocorre em linhas horizontais”, defende Schein no livro Identidade Profissional, de 1996 — veja bem, há 14 anos.
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Das melhores matérias que já li aqui. Sr. Rodrigo Porto, vou dar minha opinião sobre o assunto: A matéria trata de desenvolver e aprimorar novas habilidades constantemente, e em outas áreas de atuação. De buscar e enfrentar novos projetos e desafios que o realize e o liberte, não necessariamente obtendo salário superior. No setor público ou, no seu caso de economia mista, a estabilidade as vezes se confunde com estagnação, o que faz refletir sobre o assunto abordade na matéria. Até.
enviado por: André Luiz da Silva em 07/09/2010 - 21:29 -
Excelente matéria, a melhor que eu já neste site.
Eu vivo um pouco dessa realidade, tenho 22 anos, curso Administração de Empresas e sou funcionário publico. Me pergunto constantemente o que devo fazer, procurar estágio para ganhar experiência profissional na área e largar um emprego estável?
Acho também que seria interessante fazer uma matéria relacionando essas questões do "Público X Privado".
enviado por: Douglas Pereira Pires em 01/09/2010 - 11:15 -
Muito boa a matéria! Eu tenho dúvidas em relação ao futuro da minha carreira, gostaria de me tornar um gerente de projetos, penso em fazer pós, mas como não tenho experiência, imagino que não seja a hora e como as empresas dificilmente abrem espaço para um desenvolvedor/analista se tornar um gerente sem especialização. Se alguém tiver uma idéia como devo proceder fico grato.
enviado por: Gabriel Lago em 31/08/2010 - 14:46 -
Excelente matéria!
Nos faz refletir profundamente.
Mas, tenho uma dúvida: Como os profissionais que do setor público ou de ecomia mista (bancos públicos, por exemplo), podem se encaixar neste contexto?
Sou Analista de TI do BB e, até o momento, não traço planos de sair para o mercado aberto porque os salários pagos são bem inferiores ao meu. Isso sem falar nos benefícios.
Vocês têm alguma dica ou orientação que auxilie na análise?
Grato.
enviado por: Rodrigo Amorim Porto em 31/08/2010 - 12:42 -
Ótima matéria, parabéns! Abraço!
enviado por: Alan L. Bergmann em 31/08/2010 - 09:50





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