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Maddog apresenta projeto para empreendedores
Monica campi, de INFO Online Quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 - 15h51Divulgação |
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Jon |
SÃO PAULO - Jon "Maddog" Hall, diretor da Linux Internacional, apresentou seu novo projeto para empreendedores durante a Campus Party Brasil 2011.
Batizado de Projeto Cauã, a iniciativa tem como foco criar empregos sustentáveis e que trabalhem em conjunto com o software e hardware livre.
Maddog disse que com o projeto pretende mudar a imagem do Brasil e de outros países da América do Sul, que possuem pouca visibilidade mundial em negócios de tecnologia e defendeu que os ativistas do software livre devem pensar de modo empreendedor.
A ideia do projeto é permitir que os interessados se tornem empreendedores administradores de sistemas (EAS), oferecendo a eles treinamento, certificações, ações de marketing e planos de negócios.
Desta forma, o EAS ofereceria serviços pessoais e educacionais como instalação e atualização de softwares, dar aulas para usuários finais, criar sistemas automatizados para casas, condomínios, hospitais e hotéis e torná-los conectáveis entre si.
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"Ninguém quer perder tempo para aprender a fazer, as pessoas querem apenas usar as ferramentas. E este será o seu trabalho, criar", disse Maddog.
Após o período de treinamento o EAS estaria apto a oferecer seus serviços e criar soluções sustentáveis e que aumentem a vida útil dos computadores.
Os primeiros investimentos viriam na aquisição de servidores altamente capacitados (HA), que ficariam dispostos em prédios altos, centrais comunitárias e utilizariam redes de alta velocidade. Tudo isso sob controle do EAS.
O usuário final contrataria os serviços do EAS e receberia um computador thin client, que não traria programas armazenados e seria um hardware mais leve e com poucos recursos, pois usaria as capacidades do servidor HA por meio de virtualização.
Assim, seria possível criar milhares de empregos em tecnologia no setor privado no país e permitir a redução dos custos de fabricação de hardware.
"Nós, geeks, adoramos sofrer para usar um computador. Mas a maioria não, por isso queremos possibilitar o desenvolvimento de máquinas mais fáceis de serem usadas e com um ambiente computacional mais amigável", destacou Maddog.
O Projeto Cauã também teria um lado sustentável. Ao diminuir o tamanho e a capacidade dos thin client, reduziria-se também o consumo de energia.
Hoje um computador gasta em média 200W de energia, com a viabilização do projeto os hardwares usariam apenas 12W, pois a bateria seria otimizada com o PC funcionando em virtualização.
Produzir o thin client ideal custa menos de US$ 200. Ele seria fabricado na parte traseira da tela LCD e traria processador Atom multi-core, 2GB de memória, USB 3.0, Wi-Fi de 60GHz, internet ethernet 2x 1Gbit/seg, sem ventoinha e sem discos, o que poderia levar um computador a ter 10 ou mais anos de vida útil.
Maddog afirma que é possível fabricar um hardware desse a baixo custo, pois no Brasil o mais caro é a conexão à internet.
"Impostos em peças soltas aqui no Brasil caem para somente 5% do valor. Além de trazer empregos para brasileiros, também incentiva a fabricação nacional e o desenvolvimento de tecnologias e serviços próprios", argumenta Maddog.
Hoje levar uma conexão via cabo de fibra óptica para uma residência custa R$ 1500 para uma empresa. A ideia do Projeto Cauã é fazer com que empresas de telefonia vendam o cabeamento para o EAS de forma parcelada e o EAS se responsabilize em compartilhar a conexão entre seus clientes.
"Se você tiver 300 clientes e cobrar US$ 6 de cada um pelo serviço, você consegue manter um salário mensal satisfatório ao alugar e manter o sistema deles funcionando. Então não reduza os valores dos serviços, aumente a quantidade de trabalho", afirmou Maddog.
O projeto entrará em fase de testes e já vem sendo desenvolvido no país pelo Laboratório de Sistemas Integrados (LSI) da USP, sob comando do Professor Marcelo Zuffo.
Haverá também um projeto piloto no Brasil durante 6 meses para verificação de resultados. A pretensão é colocar em prática em 2012 as primeiras certificações.
Os interessados em participar e conhecer melhor o projeto, podem acessar o site do Projeto Cauã e se inscrever.
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Laércio Carvalho Silva • 20/01/2011 - 15:55
É normal no começo um monte de retardados perderem dinheiro em sites não confiáveis no começo. Mas depois... vai ter gente comprando pão online mesmo que a padaria fique na esquina.
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Marcio Hiroyuki Miyamoto • 20/01/2011 - 14:07
Rui, minha rua tem 300 pessoas cara, tem noção da escala que isso toma? Conexão de alta velicidade para todos a baixo custo? Isso é democratização da informação, tem um forte apelo social e não business apenas. A ideia é o projeto se pagar e não lucrar, mas isso impacta em outras frentes como comercio eletronico, venda de eletronicos e etcs. Software livre ganha dinheiro no ecossistema e não em software livre mesmo.
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Rui Carlos Moreira Ribeiro Osorio • 20/01/2011 - 13:15
Bem, USD 6.00/Cliente vezes 300 dá aproximadamente R$ 3.200/Mês. Considerando um aluguel, as taxas da ANATEL para você poder distribuir wireless, a compra do Hardware, manutenção por quebras, impostos de faturamentento, etc... Bem, talvez o rendimento bruto seja menor do que o Salário Mínimo, e isso antes do INCRIVEL aumento que pretendem dar. Acho que qualquer um com um pouquinho de capacidade consegue ganhar muito mais que isso fazendo programas ou dando manutenção. Enfim, o cara não mora no Brasil para saber tudo isso. Está desculpado.
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dOg • 20/01/2011 - 10:52
kkkkkkkkkk mr. maddog esta bem mais apresentavel
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Laércio Carvalho Silva • 19/01/2011 - 22:03
Ele falou disso também. hehehe
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Renato Teles • 19/01/2011 - 21:47
O Tio Maddog é a cara do Papai-Noel...





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