Carreira
Jovem quer sucesso instantâneo na carreira
James Della Valle, de INFO Online Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 - 09h19Getty Images |
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Aos 25 anos, Mark Zuckerberg é considerado um dos homens mais influentes do mundo |
SÃO PAULO – Inspirados no sucesso de diversas empresas na web, jovens empreendedores passaram a almejar o sucesso imediato em suas carreiras.
De acordo com a avaliação de Rhandy Di Stefano, diretor da Integrated Coaching Institute (ICI), a geração Y, que chega agora ao mercado de trabalho, tem como ídolos os milionários de empresas "ponto.com" como Mark Zuckerberg, criador do Facebook. Ele fez sua fortuna relativamente cedo, aos 25 anos.
“Como os jovens cresceram com acesso rápido e fácil a tudo, acham que a vida também vai ser assim. Por isso já chegam ao mercado de trabalho com expectativas ilusórias de sucesso rápido e acabam se tornando tratores, atropelam os outros, ambicionando muita recompensa por pouco resultado, o que leva a frustração”, afirma o executivo.
Di Stefano diz que há a necessidade de guiar essa nova força de trabalho que sofre com as diferenças de valores entre uma geração e outra. Ele acredita que o resultado da ambição sem limites pode levar a crises existenciais precoces, aos 25 anos de idade.
“O coaching ajuda estas pessoas a amadurecer, no sentido de lidar melhor com a frustração, reavaliar expectativas ilusórias e, mais do que tudo, lidar melhor com pessoas. Infelizmente tem sido comum os jovens serem brilhantes em aspectos tecnológicos, mas pouco desenvolvidos na capacidade interacional. Eles acham que sua capacidade intelectual vai ser suficiente para ter sucesso e se frustram quando descobrem que não estão preparados para lidar com pessoas”, comenta.
Outro ponto levantado pelo ICI é a reclamação constante das empresas em relações aos novos profissionais, que se recusam a serem liderados. Entendida como falta de humildade pela companhia, a característica é fruto da falta de sabedoria para lidar com a quantidade de informações disponíveis para os jovens.
“Aqueles que não aprendem isto estão se frustrando e tendo experiências ruins logo no começo da sua vida profissional, o que os leva a desanimar rapidamente. Em nome do sucesso instantâneo, estão tendo atitudes que fazem o sucesso demorar ainda mais”, adverte Di Stefano.
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Eu como profissional recém formada sinto na prática a grande dificuldade que jovens enfrentam em suas respectivas organizações.
Infelizmente, percebo que é necessário estar dividindo minha experiência aos meus caros colegas, por que é cada vez mais comum, jovens com expectativas, planos, sonhos, e ideais intensos.
Porem se deparam com um caminho longo, em que se deve apreender a dar um passo de cada vez para se conquistar o que se almeja.
Diante disso, nota-se que diploma, audácia, ambição e dedicação não são suficientes para entrar com uma vantagem competitiva para sobreviver no mercado corporativo, pois é exigida uma maturidade, um comportamento, além de um alto nível de relacionamento interpessoal, em virtude, da diversidade pessoas (de colaboradores, clientes, fornecedores, entre outros) e da característica do próprio mercado.
Desde modo, tenho fé que em breve, eu vou conseguir realizar meus sonhos, conquistar meu espaço, aprender a liderar, e até mesmo desfrutar da sensação de missão cumprida, que até mesmos pode ser chamada de sucesso para alguns, mas para mim ela ajudará a compor a minha história e o meu crescimento profissional.
Porque as frustrações deixam marcas profundas ao longo da vida, que se não for remediadas e encaradas de frente desencadeia em profissionais amargurados que de certo modo, perderam com o tempo a essência de trabalhar com satisfação na busca de suas ideais.
enviado por: Flaviana Pereira em 04/10/2009 - 00:13 -
Acredito que as corporações estão procurando profissionais cada vez mais capacitados em diversas áreas para suprir o nicho que há no mercado de profissionais com habilidades para realizar o que a empresa precisa.
Por esse motivo vemos cada vez mais cedo os jovens se preparando e sendo estimulados Intelectualmente para exercer cargos de chaves, quando no mundo real para exercer os cargos chaves em um a corporação hoje é necessário muito mais que conteúdo técnico.
Hoje os profissionais precisam ter em mente que há a necessidade de se preparar cada vez mais, buscando novas oportunidades e ações de melhorias onde eles estão. Esgotar as oportunidades existentes ao nosso lado é um bom começo para se tornar profissionais e lideres de sucesso e admirados.
enviado por: DIEGO ROBERTO GOMES DOS SANTOS em 01/10/2009 - 09:57 -
Os conceitos de mercado, marketing, sucesso, fama impregnam a todos de uma doença chamada voracidade. A partir de quando se instala - que é um dos vírus mais fáceis de ser implantado - tudo vira loucura. A história do Capital conta bem o que é a História da Loucura. Não adiantam teorias de X, Y... o Z já vem doidão?
enviado por: Erico Baima Rola em 29/09/2009 - 06:16 -
Compartilho do pensamento do amigo Gilberto Strapazon...vagas existem aos montes, porém exigem no mínimo conhecimento e experiência em pelo menos 10 tecnologias diferentes, e se tiver entre 18 e 25 anos com experiência de no minimo 2 anos em cada melhor ainda... resultado... falta de mão de obra, e sobra desmotivação, pois a grande maioria teria que fazer altos investimentos de tempo e dinheiro para ao menos poder participar de uma seleção em grandes empresas, o que geralmente se torna impossível ou inviável, seja pela questão de tempo disponível ou pelo valor...itens dificeis ultimamente, até por que precisamos viver, pagar contas, faculdade... a grande maioria rala muito para conseguir ao menos uma graduação com pós... pelo menos a geração antes do enem tenho certeza disso...me formei a 4 anos e estou ainda pagando meu credito educativo... praticamente zero em novos investimentos em educação...sem falar que em TI quando vc domina tecnologia uma já tem outra.... se ao invés de exigirem tanto se preocupassem em buscar mão de obra aberta, e disposta a aprender... e investissem um pouco de tempo e dinheiro na qualificação e molde da mesma com certeza surgeria muitos "super-talentos" e não seria essa carnificina...
enviado por: Luis Fernando Biondo em 28/09/2009 - 22:08 -
cada empresa tem seu perfil empregatício, umas retrôs outras mais antenadas... mas muitos jovens realmente vivem num mundo muito particular, no cyberespace, e isso concerteza dificulta no convivio em sociedade. aí está uma falta grave que a tecnologia passa aos jovens (parte deles) na cultura 2.0.
enviado por: Flávio Morales em 24/09/2009 - 16:47 -
primeiro, coisa nova nao combina com mentalidade antiquada, e as empresas que os jovens da geracao Y buscam empregos possuem mentalidade do seculo passado, vide diferenca da MS pro Google. Acho que nao ha nada de errado com a nova forca de trabalho, so que ela nao foi pautada para manter secularismos nem para manter padroes vigentes, por isso que realizam muito mais em empresas da nova economia onde a metodologia de trabalho e regido por novos valores, e se assim nao fosse, nao teriamos inovacao, porque a mesma pode ter certeza, nao viriam de empresas que mantem seus valores como a mesma foi fundada..
enviado por: Kristian Gomes em 23/09/2009 - 20:10 -
As próprias empresas, na intenção de tirar leite de pedra, conseguir maximixar resultados a baixos custos tem estimulado essa atitude.
Isto deve-se principalmente, a constante divulgação de "buscas por jovens talentos" e ao mesmo tempo, solicitar uma quantidade absurda de habilidades profissionais, praticamente disponíveis apenas em deuses precoces.
Tenho comentado, e seria interessante que CEOS, CIOS e RHs, parassem de pensar que existe uma quantidade infinita de super-talentos, quando na verdade, apenas um entre centenas será alguém tão capacitado.
Porém, ao super-divulgar matérias sobre supostas "super-contratações" de pessoas que supostamente aprenderam (e dominam efetivamente) dezenas de tecnologias e são "os maiorais" com apenas dois anos de experiência (trainee e junior no máximo), estão incentivando outros jovens a pensarem que basta ter alguma "decoreba" para tornarem-se CIOs instantaneamente.
O mesmo acontece por exemplo, com milhares de jovens músicos que mal sabem segurar o instrumento, mas pensam que estarão na semana seguinte em todas as paradas mundiais.
Falta maturidade aos jovens, mas falta muito mais para muitos gestores que precisam repensar suas equipes, antes que fiquem a mercê da falta maciça de mão de obra, por pura desmotivação, falta de valorização e investimento, tanto dos mais novos, quanto os mais experientes.
Gilberto Strapazon
http://cwconnect.computerworld.com.br/zenta
enviado por: Gilberto Strapazon em 23/09/2009 - 11:51 -
O mundo e as pessoas evoluem com o tempo, o sr. Di Stefano está olhando pelo lado da geração X, a qual vê os mesmos jovens da geração Y como impacientes e querem tudo de forma rápida. A questão é, o mundo também não mudou? Será que ele mesmo não parou no tempo e ao invés de mudar prefere criticar ?
Guilherme Cenzi
enviado por: Guilherme de Paula Cenzi em 23/09/2009 - 11:43 -
Um profissional só precisa de uma coisa pra fazer coisas excelentes! "MOTIVAÇÃO"!
enviado por: Marcio Hiroyuki Miyamoto em 23/09/2009 - 10:01





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