Carreira
Descuido com aparência é inimigo do emprego
Rogerio Jovaneli, de INFO Online Quarta-feira, 23 de junho de 2010 - 15h07Getty Images |
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Descuido com aparência passa a impressão de que o candidato não tem cuidados especiais com a sua vida pessoal ou profissional |
SÃO PAULO – O desleixo com a aparência pode pôr fim a qualquer possibilidade de conquista de emprego. Se a primeira impressão é a que fica - e é, mesmo -, trate de causar uma muito boa.
Mas, quando se fala em aparência, é preciso entendê-la não como beleza física, algo muito subjetivo e que não pode e jamais deverá contar na hora da contratação de um profissional.
A aparência que realmente importa e, cada vez mais, tem pesado nas seleções é a que diz respeito à escolha adequada da roupa (vale verificar antes da entrevista se é exigida uma mais formal), que deve estar limpa, bem passada e sem rasgos.
Homens devem se apresentar de barba feita, unhas cortadas e sem suor, enquanto as mulheres devem usar o bom senso quanto à maquiagem, comprimento das roupas, tamanho dos decotes e acessórios.
O recomendável, para ambos os casos, é usar algo mais clássico. Seja discreto, afinal é a sua aptidão profissional para preencher a vaga que deve brilhar, o que, em hipótese alguma, deve ser entendido como permissão para se descuidar da aparência.
“Chegar em uma entrevista de emprego com barba mal feita, cabelos despenteados, roupas inadequadas ou até mesmo com algum problema dentário que signifique descuido pode prejudicar a avaliação deste profissional, porque passa a impressão de que essa pessoa também não tem cuidados especiais com as demais coisas que fazem parte da vida pessoal ou profissional", explica Renato Grinberg, diretor geral do portal de empregos Trabalhando.com.br.
Para Grinberg, a aparência é importante na conquista de uma oportunidade de emprego, especialmente no contato direto com o público. “Quando falamos em aparência, não quer dizer que alguém que se julgue feio não tenha chances no mercado, este quesito refere-se aos cuidados que a pessoa tem consigo mesma.”
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Tive medo, pois parece que as pessoas estão precisando de aulas de interpretação de texto ou, no pior dos casos, de psicoterapia, já que o artigo não disse em nenhum momento para priorizar a beleza ou aparência em detrimento das competencias na entrevista de emprego. Usar uma roupa adequada não significa ir de terno, mas com uma roupa compatível com a vaga em questão. Trata-se de uma questão de higiene e cuidado consigo próprio, o que envove e demonstra aspectos da personalidade. Achar que isso é dispensável acaba sendo um mecanismo de defesa para não precisar questionar seus próprios hábitos, sendo mais fácil a negação. É claro que ninguém vai garantir uma vaga por ir asseado à entrevista, isso é obrigação e não diferencial. As habilidades, aptidões e atitudes é que vão determinar se o candidato é o mais adequado à empresa e à vaga. Num mundo globalizado e competitivo, cresce o número de candidados para a vaga e dentre esses candidatos muitos tem as competências necessárias, por isso, observar itens básicos é só mais uma ferramenta para diminuir o número de competidores de igual competência.
enviado por: Robertinha Robertinha em 08/07/2010 - 14:03 -
Boa @DANIEL! É, infelizmente estas empresas que contratam as barbies e os kens de plantão só têm a perder com esta política ultrapassada. Para mim, encontrar profissional competente anda tão embassado no mercado, porque além da galera dos RH's procurarem pelos engravatadinhos cheirosos, eles querem papel (formação superior) também, tirando a oportunidade de quem não tem o papel ainda a participar da seleção, o que é triste também, pois, para mim, profissional com diploma e experiência em currículo, vale levantar as competências na entrevista. E profissionais sem diploma, mas, com experiência profissional, vale ser ao menos entrevistado. Hoje em dia, tirar o papel lá, basta frequentar as aulas na 'faculdade', dois ou quatro anos e tá bom. Então, esquece o perfume e a roupa do cara e avalie a competência do que ele descreveu no currículo, se esta existe e o cara tá com o cinto torto e naquele calor infernal de fevereiro, o pobre molhou as costas da camisa de suor, entenda (pq seres humanos suam no calor, não tem jeito), e dê os toques de como funciona o perfume e a traje na cia.
enviado por: Marcos Alberto Gonçalves em 05/07/2010 - 09:45 -
Avante, almofadinhas! Agora, na hora que o bixo pegar, têm que fazer direito, hein.
enviado por: Renato em 28/06/2010 - 16:34 -
Einstein procurando emprego hoje em dia não teria chance nenhuma... com aquele cabelo despenteado e cara de louco... "hoje em dia realmente se voce não pode ter ou ser, tem que parecer".
enviado por: Julio P. Nunes em 24/06/2010 - 14:30 -
empresas que se importam demais com a aparencia saõ empresas da velha economia, fadadas a desaparecerem ou ficarem restritas ao seu 'nichozinho'. Ou voces acham que o Google em 10 anos conseguiu mais lucro que a IBM em 100 foi porque exigiu terno de seus funcionários? Conheço um cara que trabalha no Google e o mesmo vai de havaianas e bermudão. O cara é um crânio e 2x por mês vai pros EUA para participar de reuniões. Vocês acham que ele faria o que faz pelo Google se tivesse que trabalhar em uma empresa todo engravatado e cheio de clichês sociais? Ou vocês acham que o Google estaria onde está tolindo a índole natural de seus colaboradores? Que SE FODAM essas exigências de RH's de mente lavadas que só sabem seguir convenções sociais ultrapassadas!
enviado por: Kristian Gomes em 23/06/2010 - 20:23 -
Isso é o reflexo do movimento emo e metrosexual dentro das empresas!
Quando entrevisto alguém (trabalho em uma multinacional), o meu foco é se o candidato tem as competências para o cargo. Não ligo pra aparência. Se o sujeito ou menina chega em uma mega produção, já sei o resultado... mais um "empresinha", se chega esculhambado em excesso, mas é tem as competências que necessito, eu aviso sobre a aparência, informando as necessidades visuais da companhia; mas nunca descarto um bom profissional pela sua vestimenta ou falta de cuidado com o cabelo. Só não pode chegar fedendo na entrevista e nem com bafão.
:-)
enviado por: Daniel Wamder Ribeiro Pereira em 23/06/2010 - 17:52 -
Obrigado INFO por mais uma vez nos dizer o óbvio.
enviado por: Kurt Kraut em 23/06/2010 - 16:17 -
A primeira impressão é a que fica. Certa vez acompanhei um engeneiro recem contratado em uma empresa que trabalhei há oito anos. Ele chegou todo engravatado e muito bem alinhado, para trabalhar em uma planta química de branquamento de papel. Ao chegar e descer do carro conseguiu pisar uma poça de lama. Muito bom para trabalhar em escritório, porém deixou a desejar para trabalho em campo e chão de fábrica, faltou-lhe uma pitada de Magaiver.
enviado por: Romildo Rolim em 23/06/2010 - 16:14 -
Hoje, a imagem é muito mais importante que o caráter ou a competência.
enviado por: Tiffany Massaki em 23/06/2010 - 16:07 -
Essa márcara de "boa praça" cai logo... Já veio tanto mauricinho fazer entrevista aqui que mal sabia assinar o nome... Esse julgamento "a primeira impressão é a que fica" para mim é sinônimo de preconceito.
enviado por: paulo em 23/06/2010 - 15:46





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