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Criança que come doce pode não se tornar CEO

Por Talita Abrantes, de EXAME.com
• Sexta-feira, 27 de maio de 2011 - 10h15
Jason Pratt/Creative Commons
Teste do Marshmallow: crianças que aprendem a esperar por recompensas maiores têm bons resultados profissionais no futuro

SÃO PAULO - A sobremesa está na berlinda – e não apenas por motivos relacionados à saúde. De acordo com pesquisa, fazer do seu filho um verdadeiro amante do mundo dos doces pode diminuir as chances de um dia ele chegar ao cargo de CEO.

Apesar de aparentemente improvável, a relação feita pelo psicólogo Michael Mischel, professor da Universidade de Stanford (EUA), faz sentido.

Segundo ele, crianças que conseguem resistir à tentação de comer um doce para ter uma recompensa maior no futuro têm mais condições de desenvolver uma carreira bem sucedida do que as impacientes.

Para analisar os efeitos da autodisciplina, ele fez um teste com um grupo de crianças americanas em idade pré-escolar por volta dos anos 60.

O teste era relativamente simples. Mischel oferecia um marshmallow a cada criança com uma regra clara: ela deveria esperá-lo sem comer o doce. Se não cedesse à tentação, ganharia como prêmio mais um doce.

O “jogo” se transformou em uma tortura para boa parte dos pequenos: apenas um terço deles conseguiu esperar cerca de 20 minutos pelo retorno do pesquisador para ganhar a recompensa.

Anos mais tarde, em 1981, a diferença entre os apressadinhos e aqueles que conseguiram se controlar era gritante.

As crianças que foram mais pacientes apresentaram uma postura mais positiva durante a adolescência. Eram mais motivadas, persistentes em situações difíceis e capazes de atrasar alguma recompensa em favor de seus objetivos de longo prazo. Características típicas de um bom presidente de empresa.

Em números, as crianças que conseguiram esperar 15 minutos para comer dois marshmallows tiveram um desempenho 210 pontos maior do que aquelas que arremataram o primeiro doce em alguns minutos.

Os estudos continuam. Com base nos resultados feitos nos anos 60 e em análises recentes, a equipe do professor procura descobrir quais as regiões do cérebro que determinam que uma pessoa tenha auto controle e, assim, consiga esperar pelo segundo doce – ou, no dia a dia, por resultados melhores no trabalho.

Confira a reação, mais recente, de crianças ao teste do marshmallow.

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comentários

  • Eu não vejo qual é a relação entre banana e maçã. O título da matéria realmente distorce o seu conteúdo, como já disse outro leitor. Com executivos e acionistas desesperados por resultados a cada trimestre, não vejo relação entre o "esperar para colher os louros" e o comportamento imediatista das empresas e de seus dirigentes. Temos diversos exemplos que mostram exatamente o contrário, em que executivos bolaram esquemas do tipo Ponzi para inflar resultados de curto prazo, mesmo sabendo que no longo prazo a farsa seria desbaratada.

    Marcos Buarque de Hollanda • 30/05/2011 - 21:21
  • A redação não soube nem explicar direito a notícia. De fato vcs andam muito mal ultimamente.... Essa pesquisa não tem a ver com a criança comer ou não doce, e sim, com o autocontrole quando essa receberá uma recompensa se o não comer!

    Sidmar Garcia • 28/05/2011 - 21:26
  • Não sei como isso é notícia. Se não me engano, o Marshmallow Experiment é da década de 60. E a conclusão não é essa. Não tem nada a ver com comer doces na infância. Tem relação com o autocontrole e disciplina. O Rasico tem razão; essa é a base do livro Inteligência Emocional. Só esse vídeo aí tem mais de 1 ano.

    Luciano Pinheiro • 28/05/2011 - 21:04
  • Eu já pensaria assim: "Criança que não estuda pode não se tornar CEO". Mas é interessante... Por que será que "paciência" faz bem? Por que será que "impaciência" não faz bem? Por que será que a "natureza" nos diz que é melhor ser bom e paciente, e não egoísta e impaciente? Fica pra pensar...

    Drigotav Tav • 27/05/2011 - 16:12
  • Se fosse no Brasil, a maioria da meninada já teria comido até o prato... rsrsrs

    Kowalski • 27/05/2011 - 15:39
  • A matéria é bem interessante. Pena que o título distorce muito o tema da matéria.

    Guilherme M. Stiebler • 27/05/2011 - 11:31
  • Essa relação foi feita no livro "Inteligência Emocional" do Daniel Golleman há muitos anos atrás.

    Rasico • 27/05/2011 - 10:56
  • Esse tipo de tortura é usado em Guantanamo. Queria ver se fosse um chocolate, quantas crianças teriam resistido. E se fosse uma Coca-Cola então? Essa experiência é interessante porque leva-nos a perceber a tortura que é resistir a algo após exposição prolongada e concentrada, como a TV faz todos os dias com comerciais de cervejas, por exemplo, ou como já fez com comerciais de cigarros.

    Carmelo • 27/05/2011 - 10:35

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