Carreira
Como evitar que inveja atrapalhe no trabalho
Renata Avediani, de Você S/A Segunda-feira, 05 de julho de 2010 - 09h28Ilustração: Estudio Ilustrativa |
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SÃO PAULO - A inveja é um sentimento nocivo, mas que faz parte do cotidiano das empresas.
Quando não gerenciada, ela prejudica o clima, compromete a produtividade das equipes e a carreira dos profissionais.
“Quem tem inveja se preocupa mais com o desempenho do outro do que com o seu próprio”, diz o consultor Maurício Goldstein, autor do livro Jogos Políticos nas Empresas (Editora Campus/Elsevier).
Por outro lado, quem é alvo da inveja pode sofrer as consequências sem ao menos se dar conta. “Essas pessoas começam a ser alvo de fofocas, podem ser marginalizadas ou ter seus erros mais expostos, já que são mais observadas”, diz Maurício. Para as empresas, o dano é ainda mais silencioso, já que é difícil de ser mensurado.
As americanas Tanya Menon e Leigh Thompson, professoras da Chicago Booth School of Business e da Kellogg School of Management, respectivamente, realizaram estudos com executivos de diversos setores e descobriram que as pessoas invejosas estão mais dispostas a aprender com as ideias que vêm de outras empresas do que com as dos colegas do escritório.
“Quando copiamos algo que vem de fora, somos vistos como empreendedores, mas, se a sugestão vier de alguém da própria companhia, é esse profissional que fica marcado como o líder intelectual do grupo”, escrevem as professoras em artigo publicado em abril na edição americana da revista Harvard Business Review.
O resultado da dor de cotovelo corporativa é a resistência para ouvir as sugestões dos colegas, desperdício de talentos, resultados abaixo do possível e perda de receita.
Onde está o problema?
O cotidiano no escritório propicia a proliferação da inveja. Há forte cobrança por resultados, todos disputam o reconhecimento do chefe e, muitas vezes, os critérios da competição estão nas entrelinhas.
“Onde as regras não são claras, a competição é predatória”, afirma a professora Patrícia Tomei, da escola de negócios da PUC-Rio e autora de Inveja nas Organizações (Makron Books).
“Apesar do discurso sobre a importância das competências comportamentais e dos valores, os profi ssionais ainda são mais avaliados pela qualificação técnica e pelos resultados”, diz.
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A inveja não estimula a competição. A competição entre funcionários é natural e os mais competentes se destacam e mostram resultados. A inveja nada mais é do que um sentimento de inferioridade quando se deparamos com alguém que possui mais destaque dentro da empresa. Uma pessoa com inveja não busca ser melhor, busca minimizar a outra pessoa como puder, muitas vezes gerando tensão entre os funcionários da empresa. Por isso não confunda inveja com competição, já trabalhei em empresas onde havia muita inveja e o clima era ruim e desestimulante.
enviado por: Anderson Martins de Araujo em 06/07/2010 - 14:47 -
E claro sempre existe um "Chefe" inseguro, mas muitos são seguros de si e preferem os melhores profissionais ao seu lado. Ótimo ponto de vista :)
enviado por: Thiago Henrique em 05/07/2010 - 17:07 -
Concordo em partes Ney, não vejo uma competição baseada em inveja como boa, pois a mesma gira em torno de coisas erradas como a própria matéria diz "fofocas, podem ser marginalizadas ou ter seus erros mais expostos" ou seja, uma competição nada saudável tanto para funcionários quanto a empresa.
enviado por: Thiago Henrique em 05/07/2010 - 16:57 -
Realmente Ney RJ... não poderia descrever melhor.
enviado por: Lucas César Mourão em 05/07/2010 - 15:29 -
Numa empresa, inveja entre funcionários de mesmo nível não é problema, pois estimula a competição. O maior perigo, e o que é frequente, é o chefe promover o mais incompetente por temer ser ofuscado pelo mais capaz, objeto de sua inveja. Forma-se um círculo vicioso de chefias medíocres promovendo outros medíocres. O funcionário brilhante é mais útil e menos perigoso se continuar onde está. Fica a questão: quem avisará ao chefe que isto pode estar ocorrendo?
enviado por: Ney RJ em 05/07/2010 - 15:03





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