Carreira
As 5 mentiras mais contadas no currículo
Vanessa Barbosa, de EXAME.com Segunda-feira, 03 de maio de 2010 - 18h45Tábata Kotowiski |
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São Paulo - "A verdade é bela, sem dúvida, mas a mentira também", escreveu, certa vez, o ensaísta americano do século 19, Ralph Waldo Emerson. Na competitividade da vida moderna é cada vez mais difícil não lançar mão das belas artimanhas da autopromoção para destacar-se.
Vale de tudo, até mesmo falsificar informações no currículo, idealizando ou exagerando competências. A prática se tornou tão comum que já tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei para torná-la crime sujeito a pena de detenção. No ano passado, até a candidata à presidência da República Dilma Roussef foi acusada de inflar o documento com títulos que não possui.
"Em média, 40% dos currículos trazem algum tipo de informação inverídica", diz Vander Giordano, diretor executivo da Kroll, empresa que atua há 40 anos na área de consultoria em gerenciamento de risco. Em um ano, a demanda da empresa pelo chamado "background check" - um serviço de levantamento dos antecedentes escolares, profissionais e até criminais do candidato - aumentou cerca de 25%.
"Não importa quão inocente possa parecer, a mentira desfaz a credibilidade do candidato e pode gerar até um colapso permanente da confiança", afirma a consultora Juliana Nunes, da Asap. Para evitar constrangimentos ou até, quem sabe, um processo criminal no futuro, o melhor é manter o pé na realidade e optar pela honestidade, sempre. A seguir, saiba quais são as cinco mentiras mais contadas nos currículos, e cuide para manter-se longe delas.
1 - Idiomas: É a mentira mais popular e também a mais fácil de ser identificada. Um simples teste ou uma conversa com o recrutador são suficientes para checar a proficiência no idioma. Trata-se daquele inglês "básico" que no currículo aparece como "avançado". Segundo Juliana, nem sempre o candidato age de má fé. "O problema é de percepção. A pessoa acha que domina a língua mas, na prática, tá enferrujada", diz. Portanto, cuidado ao colocar no currículo que você é fluente numa língua. Procure explicar esse grau de fluência, caracterizando separadamente as habilidades de "fala", "escrita" e "leitura".
2 - Motivo de saída da empresa: Demissões não costumam ser bem vistas. Mas isso não é motivo para transformar uma dispensa individual em uma demissão em massa ou extinção de setor. "É comum os candidatos afirmarem que foram mandados embora porque a empresa onde trabalhavam passou por uma reestruturação ou que o setor onde atuavam foi extinto", diz Giordano. Se percebida, a mentira sobre os motivos da saída de empregos anteriores pode passar a impressão de que o candidato quer esconder algo.
Para evitar que um possível erro do passado influencie na conquista do novo emprego, o especialista recomenda uma saída ética: "Limite-se a dizer que não estava sendo bom nem para você nem para a empresa". Caso você não tenha se adequado bem ao trabalho anterior, não se preocupe. Em geral, problemas de adaptação cultural são justificativas legítimas para desligamento.
3 - Exagerar responsabilidades e salários: Aqui, um projeto realizado em equipe pode virar um triunfo pessoal no currículo. Exageros de competência acontecem aos montes, porém, nem sempre se sustentam. Principalmente, se recrutador pedir para o candidato especificar suas atribuições e as dos demais envolvidos no projeto. Para responder, o candidato precisa recriar e distorcer toda a história, e no meio do caminho..."Eles sempre se enrolam, não conseguem dar informações especificas sobre o seu papel, nem os dos outros participantes", conta Juliana.
Outro tiro no pé, segundo a consultora, é a artimanha de aumentar o salário do emprego anterior para tentar cifras maiores na nova oportunidade. "Isso pode ser tornar um entrave à contratação", alerta Juliana. "A empresa nem sempre tem condições de cobrir o salário anterior".
4 - Tempo de trabalho: O tempo que se dedicou à empresa também costuma ser mudado ou omitido pelos candidatos. Seja porque a pessoa ficou pouco tempo naquela posição e teme ser vista como instável ou com nível de empregabilidade baixo, seja porque a empresa é mal vista no mercado. Em qualquer caso, vale dizer a verdade no currículo e explicar os motivos durante a entrevista.
Para quem tem vergonha de dizer que estava desempregado esticar em alguns meses a permanência no emprego anterior pode ser até aceito pelo selecionador. Do contrário, desista de tentar manipular datas. "Aqui, a mentira tem perna curta mesmo, sendo facilmente constatada pelos checadores ao ligar para empresas ou observar a carteira de trabalho", diz Giordano.
5- Formação: Não minta sob qualquer hipótese sobre sua formação. Além de ser um critério bem objetivo, você pode simplesmente não conseguir executar uma função pela falta das competências. Bom senso não faz mal a ninguém. Um curso de artes no exterior para turistas, por exemplo, não é o mesmo que uma pós-graduação internacional. Assim como um MBA pela metade não representa um MBA completo. Seja honesto e inteligente. Afinal, qualquer exigência de certificado é suficiente para desmascarar a mentira.
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um problema que eu acredito que acontece é que existem empresas que fazem uma lista de exigencia de formação de cursos e outras coisas tão grande que o candidato pra n perder a vaga pode ser que diga que fez os cursos, mas o cara tem apenas a pratica e as vezes ate sabe mais do q o filinho d papai que pode pagar o curso... ou não(azhagal xD)
enviado por: Marcelo Machado Araújo em 11/05/2010 - 08:21 -
"Se as empresas fizessem menos perguntas, os candidatos mentiriam menos"
enviado por: Carlos Roberto Comingues em 10/05/2010 - 13:44 -
concordo que existem casos que não dá para mentir, mas as empresas também de exigir um pouco menos para que se possa reduzir o número de mentiras no curriculo sobre as qualificações.
enviado por: jorge luiz carvalho lira em 06/05/2010 - 12:04 -
Eles mentem que ensinam (as diversas faculdades espalhadas pelo país nos últimos anos) e os candidatos mentem que aprenderam!!! Alguma hora isso vai aparecer. Prédios que caem, pessoas que esqueceram um bisturi dentro, pessoas que morrem fazendo uma simples plástica, falsos advogados, etc. Felizmente existe empresas sérias.
enviado por: Fabio de Carvalho Pereira em 06/05/2010 - 10:48 -
Sei que nada justifica a mentira no currículo, mas infelizmente hoje em dia o mercado de trabalho está tão concorrido que se você não inventar uma coisa ou outra nem conseguirá passar da 1º fase.
Acredito que o aumento dos "falsos" curriculo tenha sido devido ao grande número desempregados e com isso as empresas tem de aumentar as exigência mesmo que não necessite de tudo aquilo, mas para reduzir o número de candidatos elas são obrigadas a isso, ou seja, a empresa também mente nos requisitos da vaga.
enviado por: jorge luiz carvalho lira em 06/05/2010 - 10:06 -
O exemplo maior vem dos políticos. Mentiras, inverdades, intrigas da oposição, desconhecimento, tudo é aceito pelos brasileiros (mas não engolido). Então na hora do RH ver um currículo é um jogo de gato e rato. Quem blefa melhor vence. Infelizmente é esse jeitinho brasileiro que jornais (Financial Times) mostram que o brasileiro é fanfarrão. Come frango e diz que arrotou caviar. Onde iremos parar?
enviado por: Fabio de Carvalho Pereira em 06/05/2010 - 09:56 -
"Língua viva?"
Tá mais para mal estruturada, porque se fosse boa não precisava de tantas novas palavras.
enviado por: Paul Symon Braz Moura Lopes em 06/05/2010 - 07:49 -
A realidade é que para existir um enganador existe lguem que quer ser enganado.RH fala mal de quem mente, fala das mega investigaçoes que fazem e etc e na maioria das vezes nem ta interesada em fazer isso.Confiam que pregar o medo resolve.Quem procura emprego sabe que esses mentirosos sao mais premiados pelos RHs do que punidos e se tem tanta gente mentindo é porque alguma coisa ganham.nao se esqueça que esse país é o lugar do jeitinho e que malandragem aqui é qualidade.Por mais que nao gostemos disso.
enviado por: Charles de Sena em 05/05/2010 - 21:39 -
Fabio Luis Griebner, se as palavras existem, estão aí para serem usadas... Você pode até discordar, mas sua língua é a portuguesa, em que várias palavras possuem o mesmo significado. E o português é uma língua viva, ou seja, a cada dia uma nova palavra é criada.
enviado por: Taian Brito Monsores em 05/05/2010 - 14:41 -
"bom e mau"
enviado por: André Ricardo em 05/05/2010 - 12:47 -
Por que as pessoas ficam inventando palavras novas? Na escola aprendemos os antônimos, lembram? Bom e mal, alto e baixo, gordo e magro, verdade e mentira, verdadeiro e falso e por aí vai!! Nunca aprendi que o contrário de verdade fosse "inverdade" ou que o contrário de verídico fosse "inverídico". Por que as pessoas têm tanto medo de dizer que algo é mentira? Aí preferem dizer que é uma inverdade... façam o favor!!!
enviado por: Fabio Luis Griebner em 05/05/2010 - 10:35 -
Conheço um caso de uma pessoa que não sabia falar Inglês, mentiu essa informação no currículo, no entanto, mostrou-se uma pessoa ímpar, e mesmo possuindo formação inferior aos outros candidatos, foi escolhido para a vaga. Essa "empresa" era o consulado americano. Reconheço que a jogada foi arriscada, mas se a pessoa não tivesse mentido no Currículo, não poderia sequer passar pelo processo seletivo.
enviado por: Carolina Dantas em 04/05/2010 - 21:12 -
Enquanto isto, um cara pode mentir, dizer que faz ou fez isto e aquilo, etc.... e se eleger para algum cargo público. E tem uns que nem o português falam.
enviado por: Slavis Kalento em 04/05/2010 - 18:57 -
Conheço gente que fala inglês e não consegue nem ao menos escrever um português razoável. Terrível isso.
enviado por: José Henrique Lício do Nascimento em 04/05/2010 - 14:02 -
Mentir só irá acabar com suas chances caso a empresa verifique a veracidade dos dados.
enviado por: Thiago Henrique em 04/05/2010 - 08:21 -
Olha sou campeão de burradas em entrevistas, mas mentir... até hoje não fiz isso. :/
enviado por: Jefer em 04/05/2010 - 08:04 -
Como dizem, o papel aceita tudo. Conheço gente que coloca "falo inglês" no currículo e não sabe ao menos falar um português razoável.
enviado por: Fábio Horbach Garcia em 04/05/2010 - 07:33





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