Carreira
Aprenda com perguntas de entrevista do Google
Talita Abrantes, de EXAME.com Sexta-feira, 15 de abril de 2011 - 15h42![]() |
Sinuca no escritório do Google em São Paulo: para fazer carreira na companhia, é preciso usar a lógica para passar na entrevista |
SÃO PAULO - Como uma das empresas mais queridinhas dos jovens profissionais, o Google pega pesado na hora de escolher as pessoas que irão compor seu time de colaboradores.
Prova disso, é o grau de dificuldade de algumas das perguntas das entrevistas de emprego da gigante de buscas.
Com base em uma lista de perguntas feita a clientes da consultoria americana Impact Interview que participaram dos processos de seleção da empresa, EXAME.com selecionou as 12 questões mais cabeludas.
Alerta: não vale tentar decorar as respostas para essas perguntas na véspera da entrevista. Criatividade e trajetória profissional sólida são requisitos básicos para quem quer trabalhar no Google.
Em outras palavras, ganha pontos quem se preparou durante a vida toda para uma oportunidade dessas. Confira as lições que a entrevista de emprego do Google pode trazer para sua carreira:
1. O que é dois para o poder de 64? (Engenheiro de software)
Lição I. Não subestime os fundamentos
Quem não sabe nada de cálculos binários pensou mais do que duas vezes. Quem sabe, respondeu sem hesitar: dois é a base de 64 – o fundamento da tecnologia, já que tudo é processado na base 2.
Aparentemente, a resposta pode ser simples, mas ela é capaz de revelar muito sobre o candidato, segundo André Assef, diretor da consultoria Desix.
Mas o ponto nessa não é só ter a reposta na ponta da língua e, sim, aprender a aplicar conceitos básicos nas tarefas diárias mais complicadas.
“O profissional que tem a capacidade de recorrer à base de seu conhecimento pra resolver situações complexas é mais direto”, diz o especialista. "Se ele não faz isso, pode até ser um bom técnico, mas não tem domínio do conhecimento".
2. Imagine um armário repleto de camisetas. É muito difícil encontrar uma camiseta nele. Então, como você organizaria o armário para encontrá-las facilmente? (Gerente de produto)
3. Projete um plano de evacuação para São Franscisco (Gerente de produto)
Lição II. Vá além do óbvio
As empresas – e isso, evidentemente, inclui o Google – querem profissionais capazes de superar as expectativas para o cargo em questão. Eles procuram gente que vá além dos conceitos que aprendeu nos bancos da faculdade, pós-graduação ou MBA.
Isso fica evidente nas duas questões da página anterior.
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Gisllayne Cristina de Araújo Brandão • 25/04/2011 - 20:33
As perguntas são muito adequadas, é imprescindível que o candidato tenha noções de conhecimentos gerais, que saiba qual o foco da empresa e que tenha vontade de progredir sempre nas suas atribuições e não ser um profissional limitado. A avaliação da entrevista na minha concepção vai do currículo, da maneira como a pessoa se fala, se passa segurança ou não, até o conteúdo de suas respostas.
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sergio augusto • 22/04/2011 - 15:41
este mundo corporativo, mesmo entre empresas inovadoras e 'de ponta', é um lixo. na verdade, o que substancialmente precisava ser criado já foi (no mundo de massas ignaras); com os donos da idéia. depois, só precisam de uns paus-mandados que reproduzam o esquema, de modo mais ou menos "criativo" (tanto mais quanto mais competitivo o ambiente externo, para maquiar a novidade que se faz já velha; mas nos termos da criatividade de um caga-regras), sempre sob o formato matriz, buscando estender a vida útil do esquema original, fatalmente sujeito à morte, mais ou menos tarde. (até que surja outra profecia e outro o profeta) e, como vivemos diante da complexidade, a estrutura necessária para dar suporte ao viés comercial da idéia, multiplicador, claro, requer operadores de dispositivos. são os ditos técnicos. eternos robôs em reciclagem. (que, em suas perspectivas limitadíssimas, se divertem, pois) processos seletivos (na verdade, os RHs todinhos), entrevistas e empregos são formas de enquadrar idiotas; que já o são quando, em suas vidas, escolhem/preferem a segurança de um bom salário. e os gadgets que com ele alcançam. reproduzindo, agora de fora, o lado comercial do onipresente fordismo do patrão-senhor que os emprega e eles adoram. seus merdas! merecem a arteriosclerose que os espera.
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Rodrigo Rodrigues Rodas • 19/04/2011 - 09:26
Ao contrário de alguns, eu achei fabulosas estas perguntas, e entendi completamente a essência do que está sendo buscado nestes profissionais. Tanto alguns comentários quanto matérias de empresas que buscam profissionais me deixam um pouco preocupado com o que os empregadores buscam atualmente: competência técnica quase puramente. Aprender tecnologia e ferramenta se resolve em uma semana, mas mesmo assim tem empresa que insiste em valorizar muito a experiência em ferramenta/tecnologia, apesar do que discurso contrário. A primeira coisa que querem saber é se conhece a tecnologia x, qual sua experiência e se tem disponibilidade para ontem. Depois ainda reclamam das exigências dos profissionais, falta de conhecimento, etc.
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Overbits Technology • 16/04/2011 - 04:19
Eu sou do tempo que era mais prático deixar o candidato ficar um tempo de experiência, dar a ferramenta (manuais, dicas e equipamento necessário) e encher o cara de problemas a serem resolvidos, eu tenho certeza absoluta que os que tiverem jogo de cintura para resolver a maioria dos problemas, serão bons para trabalhar na empresa... Sempre peguei broncas cabeludas, nem me desespero, passo a passo vou dominando a bronca e depois que passa vira até piada ter ficado entretido numa coisa tão "simples"... O dividir para conquistar, que se aprende nas primeiras aulas de lógica de programação de Ciência da Computação, eu utilizo bastante e são raras as vezes que ela não resolve... Brainstorming individual também é útil em algumas situações (geralmente é utilizada por um grupo, mas adaptando-a para uso alone também fica legal), quando é necessário ter respostas rápidas.
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Fábio Damas • 15/04/2011 - 19:32
Essas entrevistas são ridículas. É mais fácil o Marcelo Adnet passar do que eu sabendo tudo sobre a Transformada Rápida de Fourier.
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Gilberto Strapazon • 15/04/2011 - 17:33
O comentário do Marin é bem pertinente. Já vi comentários de seleção de engenheiros de software do Gogle, MS, noutros países, e eram bastante elaborados técnicamente falando. Quanto as perguntas apresentadas na matéria, passam a impressão de que procuram o cara das "respostas eSHpertas", o malandro que é rápido de língua como um bom vendedor árabe. Mas em todas as áreas, nem sempre o cara do "papo esperto" tem qualidades para criar coisas novas. Procuram alguém para posar bonito na vitrine e manter a casa em pé. Mas casas não andam. Crescem no mesmo lugar e não vão a lugares novos. Para entrar num barco rumo ao desconhecido e buscar coisas realmente novas, não adianta ficar só na destreza que qualquer um pode desenvolver. Ate um cachorro treinado faz atividades que podem satisfazer certos quesitos de recrutamento atuais.
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Rico Inside • 15/04/2011 - 17:11
Exato Marin!!!!!! Disse tudo agora!!!! O Google NUNCA FOI FEITO POR ESSAS pessoas que fazem isso atualmente! Essas pessoas que criaram o Google, esses sim são os verdadeiros profissionais! Não essa corja de imbecis que se encontram atualmente que acham que com processos irão salvar o mundo, contratando um Zé mané para seguir os processos feito um imbecil e pagar uma verdaderia miseria!!!
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Marin • 15/04/2011 - 16:39
Qualquer empresa que pense em encontrar um super-funcionário por meio de perguntas e pegadinhas pode se descepcionar à longo prazo, pois pode perder um futuro gênio que se enganou na pergunta simplesmente por pensar até além da própria pergunta não respondendo o óbvio. E não pode-se medir a capacidade de reação de resposta de alguém que respondeu sobre camisetas. Isto pode fazer parte da contratação da Google atualmente (e não faria diferença, pois ela é a Google)... mas aposto que a Google não foi formada com gente que respondeu isto ou que dependeu de respostas assim.
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Rico Inside • 15/04/2011 - 16:18
Que bosta... me decepcionei com o Google, pensei que fosse uma empresa diferenciada, mas é igual a todas que existem por ai... todas com essas cabecinhas de processos e nada de valorizar a pessoa!!! Todas as empresas querem robos que façam milagres... coitadas... pobre coitadas... nunca saberão escolher o verdadeiro profissional!!! Continuem usando ITIL, CORBIT, etc vão longe assim...
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Rasico • 15/04/2011 - 16:18
Meu sonho é um dia não ter que trabalhar em nenhuma empresa fantástica, inclusive o Google.
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Michael • 15/04/2011 - 16:15
Meu sonho é de um dia trabalhar nessa empresa fantástica que é o Google.





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