
Para a diretora da Foco Talentos, Renata Schmidt, os trainees erram bastante – mesmo os experientes, que passaram por estágios em outras companhias. E, as gafes vão desde a inadequação das roupas ao comportamento dentro da empresa.
Com a ajuda de especialistas, a EXAME.com listou as seis principais gafes que os trainees cometem durante os programas de treinamento:
1 - Arrogância
Para alguns trainees, a aprovação no processo seletivo equivale a um passo de um posto gerencial. Apesar de previsto no programa de treinamento, uma postura arrogante é inaceitável.
“Os recém-formados dão muito valor para o conhecimento técnico e tendem a invalidar as pessoas que não o possuem”, explica Bruna Dias, gerente da Cia de Talentos Carreira.
Renata diz que, com a dificuldade de passar no programa de trainee, os jovens entram na empresa querendo mudar tudo. O espírito é até correto, mas a postura inadequada faz com que as sugestões inovadoras não sejam tão bem recebidas.
“Questionar tudo que o gestor faz e julgar que ele faz tudo errado não é uma atitude correta. Cria-se uma resistência desnecessária; o trainee tem que entender que é preciso muito arroz e feijão na prática para chegar naquela posição”, explica Renata.
2 - Excesso de competitividade
“Se o trainee atropela os colegas, ainda que ele seja um jovem talento, percebemos que há uma dificuldade de lidar com as pessoas”, afirma Marcelo Orticelli, diretor da área de Pessoas do Itaú Unibanco. Ele diz que ser competitivo não é ruim, desde que a pessoa seja leal e com espírito de equipe.
Para Vladimir Barros, diretor de Recursos Humanos da Ale, o ideal é o trainee competir com si mesmo. Tentar se superar é melhor do que uma competição que fere a ética profissional.
3 - Imaturidade
Na maioria dos casos, os trainees selecionados são jovens recém-formados na faculdade, fato que também influencia o comportamento deles. “Eles esperam orientações, como se estivessem na escola ainda. E se há alguma insatisfação, os trainees se juntam e criam um motim”, conta Bruna.
Renata diz que no mundo acadêmico é comum juntar um mutirão para tentar tirar um professor, por exemplo. No mundo corporativo, a história é outra. Ao se unir para reclamar com algum gestor, por exemplo, passa-se sempre a imagem de imaturidade.
“É preciso coragem para fazer uma reinvindicação sozinho e defender sua opinião”, afirma.
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