
Os desenvolvedores do Boot2Gecko estão seriamente empenhados em descobrir como os brasileiros utilizam smartphones. Usando um questionário online, a ideia é descobrir qual o aparelho mais usado, os aplicativos de uso freqüente, quais serviços são consumidos, qual o idioma preferido etc. Como a loja de aplicativos “Mozilla Marketplace” deve ser lançada no próximo mês, assim como nova versão do sistema, o objetivo é melhorar a oferta de aplicativos por meio de parcerias com empresas que produzem conteúdo ou serviços.

O lançamento do Google drive decepcionou muitos usuários de Linux. Não ter um cliente nativo para o sistema é quase um paradoxo, algo bem ilógico. Infelizmente a mesma estratégia de lançamento foi adotada em outros produtos, como é o caso do navegador Google Chrome, que teve incialmente versão apenas para Windows. Vale ressaltar que a tecnologia que sustenta quase tudo que é produzido de novo no Google vem do mundo do software livre. Claro que há muita coisa proprietária também. Mas é inegável a queda pelo que é livre e pode ser alterado para melhor aproveitamento.

Este é o slogan adotado pela competição “The Liberated Pixel Cup” que prevê prêmios em dinheiro para artistas e para desenvolvedores de software livre. A expectativa é que jogos no estilo do Minecraft, com gráficos 2D, sejam criados. É sabido que o mundo do software livre goza de poucos jogos novos, apesar de esforços tardios e capengas de empresas como a Valve.
A iniciativa da competição partiu da união da Creative Commons, Free Software Foundation e OpenArtGame. Ainda não foi divulgado qual será exatamente o valor da premiação, mas sabiamente o grupo adotou uma estratégia de financiamento coletivo que pretende arrecadar 10 mil dólares.

O aprendizado de software livre é um dos mais tortuosos que conheço. Não entenda mal, caro leitor. Não estou afirmando que é difícil aprender ou difícil demais a ponto de desencorajá-lo. Aliás, em qualquer área do conhecimento, esforço sempre é necessário.
O ponto a que quero chegar é que, graças à efervescência de tecnologias, sistemas e gostos, o software livre tem diversos caminhos de aprendizado. Você sempre tem de escolher o que lhe é conveniente e seguir em frente. E o que dizer de alguém que tenha uma deficiência visual? Qual caminho escolher? A resposta parece bem difícil em um primeiro momento.
Para responder, leia abaixo a entrevista com os criadores do Linux Acessível. O programador Fabiano Garcia Fonseca, que utiliza GNU/Linux desde 1998, é o idealizador do projeto. É também o responsável pelas otimizações de acessibilidade. Seu fiel escudeiro, o programador André Brandão (Zandre Bran, como é conhecido) é o desenvolvedor do linuxacessivel.org. Sua contribuição na comunidade Ubuntu é notavel. Ele é membro do Ubuntu Brazilian Team (@ubuntu.com) e do Ubuntu Accessibility, líder do Ubuntu Brazilian Documentation Team e participante do comitê organizador do FLISOL Campinas.
Há 15 anos, o alemão Matthias Ettrich mandou um e-mail na lista comp.os.linux.misc solicitando desenvolvedores para ajudar na criação de um ambiente gráfico denomidado Kool Desktop Enviroment. Nasceu assim uma das interfaces gráficas mais bacanas do software livre, e a sigla acabou virando referência como nome próprio (KDE).

A décima segunda edição do Fórum Internacional do Software Livre começa hoje com 4837 participantes registrados, 2674 participantes a menos que o ano passado, em Porto Alegre.
Para quem não pode ir até o centro de eventos da PUCRS, a cobertura online acontece via TV Software Livre e Rádio Software Livre. Quem está no evento, este ano há uma novidade. A Empresa Cobra tecnologia montou um sistema de avisos via SMS. Abra o leitor de QRCode e aponte para o site: http://www.cobra.com.br/sms/
Já que os ataques chamaram atenção para segurança da informação, sugiro acompanhar os palestrantes:
Jacob Appelbaum – Pesquisador de segurança, membro do núcleo do projeto Tor (anonimato na internet);
David Mirza – Membro fundador da Security Focus, adquirida em 2002 pela Symantec;
Jeremy Allison – Programador que contribui muito com o projeto Samba e é conhecido por criar o software pwdump (cracker de senhas antigo);
Alexei Vladishev – Criador do software de monitoramento Zabbix.

Foi liberada ontem, 29 de maio, a versão 3.0-rc1 do kernel (núcleo) do sistema operacional Linux. Segundo o próprio Linus Torvalds, criador da primeira versão e atual mantenedor, a série 2.6 se arrastava por muito tempo e quase chegou a ultrapassar o número 40 (atualmente o kernel está na versão 2.6.39).
É realmente interessante o projeto PASL, ou Páginas Amarelas do Software Livre. Trata-se uma iniciativa sem fins lucrativos, destinada a catalogar empresas e profissionais qualificados do setor. O objetivo é oferecer uma referência a quem procura ajuda.

Sempre acreditei que o Fórum Internacional do Software Livre, FISL, além de comportar os fanáticos e entusiastas por FLOSS (Free and Open Source Software), é também um local de encontro do pessoal de infraestrutura dos portais brasileiros. É interessante ver quais são as soluções adotadas para um ambiente de muito acesso. Nesse sentido, resolvi perguntar a dois especialistas do IG, Eduardo Scarpellini e Bruno Marcondes, que este ano farão uma apresentação no evento, quais são os detalhes da infraestrutura do IG e o que se pode aprender quando há o interesse na área. Scarpellini trabalha desde 2002 com sistemas operacionais Linux e BSD, principalmente em aplicações web e de segurança. Por sua vez, Marcondes trabalha com administração de grandes sistemas para a web desde 1999 e sonha com o dia em que a infraestrutura efetivamente seja tratada como código. Confira a entrevista:
Alan Shimel, do site Network World, relata a experiência da jornalista americana Angelica Marti, que esteve por aqui durante uma semana, conversando com empresas de TI e com o governo (há menções à Motorola e ao Serpro). Segundo a análise dele, o Brasil quer ser uma potência em software livre, uma vez que temos boa experiência em customização de soluções abertas. O objetivo seria passar a Índia, que é reconhecidamente um grande fornecedor internacional de software.