
Com diversos fabricantes lançando aparelhos com Android quase que semanalmente, hoje em dia não é difícil esbarrar em notícias sobre versões de Android customizadas (Custom ROMs). Pensando no usuário comum, que geralmente não entende o motivo que leva tanta gente a se arriscar com as customizações, resolvi escrever um pouco sobre o assunto e peço a colaboração de você, leitor, para alimentar este minifaq.
Antes de começarmos, quero que você responda a uma pergunta: qual motivo levaria empresas como a Sony Ericsson e a HTC a oficialmente suportar esse tipo de prática? Se você não tem ideia da resposta, veja quantas pessoas solicitaram isso via Facebook. Alguns fabricantes estão a um passo de autorizar oficialmente esse tipo de prática.(A Motorola é um exemplo. Ou, pelo menos era, até antes de ser comprada pelo Google.) Eles têm alimentado um repositório no SourceForge com o código-fonte de diversos aparelhos.
Vamos ao minifaq:
O que é uma Custom ROM?
É uma versão modificada do sistema operacional do smartphone. Em geral, uma versão customizada traz modificações que não estão na versão oficial. A Custom ROM inclui desde a melhora de performance por meio de overclock do processador até interface visual remodelada. Mas o termo também pode ser utilizado para uma atualização de versão. Para o Android, este tipo de firmware costuma receber o nome de “AOSP” (Android Open Source Project), “stock” ou “vanilla”.
O que é um bootloader?
Bootloader é um software executado antes do início do sistema operacional. Grosso modo, ele é responsável pela inicialização do kernel do sistema. O bootloader pode incluir também opções de depuração e outros recursos para alterar o ambiente de execução. No caso do Android, cada dispositivo tem um software desse tipo. É por isso que existem diferentes versões customizadas de Android para cada dispositivo.
Por que o bootloader é travado por padrão?
A grande maioria dos aparelhos vem com o bootloader bloqueado porque o fabricante e a loja que comercializa o aparelho não podem garantir o funcionamento correto com sistemas operacionais de terceiros. E obviamente a remoção dessa trava implica a perda da garantia.
Quais são as empresas engajadas em tornar o processo de inicialização e customização aberto?
Oficialmente, apenas Sony Ericsson e HTC, em quase todos os aparelhos dessas marcas, e Google, que faz isso somente por meio de seus smartphones de desenvolvimento. É preciso ter ciência de que o processo é irreversível (pelo menos oficialmente). É uma via de troca com a comunidade, já que esta pode customizar ou corrigir falhas das customizações feitas pela empresa.
É uma boa ideia usar um Android customizado?
A resposta mais correta (para usuários comuns) é não. Basicamente porque o processo envolve risco e porque, antes de liberar uma atualização, o fabricante faz testes para saber se é viável para seu aparelho. Para aprendizado, vale utilizar o simulador do SDK antes de se aventurar na customização.
Quais são os Androids customizados mais famosos e o que eles oferecem como atrativos?

Um dos mais conhecidos é o Cyanogen, criado pelo desenvolvedor Steve Kondik. Já na versão 7.1, os principais recursos são: travamento da tela por gestos, suporte a OpenVPN, filtro de comunicação (bloqueios específicos de SMS e ligações), navegação incógnita, suporte a temas (que alteram o visual inteiro do aparelho) e equalização avançada (DSP). Os aparelhos suportados estão no site.

O chinês MIUI, que se apresenta como o Android customizado mais popular do mundo, tem traduções inclusive para nosso idioma. Baseado em Android 2.3, suas principais melhorias são: gerenciador de temas, discador com suporte a T9 e lista de sugestões conforme você digita, player de música melhorado com suporte até a temporizador para desligar e um belo sistema de notificações com atalhos para configurações.
Para cada aparelho há dezenas de opções. Uma lista razoável é esta. Vale também dar uma boa olhada no fórum xda developers. Além de obter melhorias, outro motivo que pode levar o usuário a procurar um sistema customizado pode ser a vontade de ter um Android mais novo.
Tem mais alguma dúvida? Não hesite em comentar.