
Nada melhor do que o tempo. Quem em meados de 1997 instalou a distribuição brasileira Conectiva, ou pouco tempo depois instalou a distribuição Mandrake sabe que as duas foram marcos históricos. Mandrake tinha uma excelente compatibilidade com hardware novo. Notadamente os laptops, lançados anos mais tarde. Conectiva era a única que continha documentação e código de qualidade, sabiamente escritos por brasileiros. Em 2005, quando a uma empresa francesa decidiu reunir as duas distribuições Linux em uma chamada Mandriva, a expectativa era grande. Poderia surgir desta fusão uma empresa que dominaria o mercado. Não foi o que aconteceu. Em Setembro de 2010, o Mageia foi criado como uma divisão do Mandriva (fork), graças à liquidação de uma empresa associada. A organização sem fins lucrativos que mantem o Mageia, conseguiu amealhar a comunidade em torno do Mandriva. Os poucos que restaram, continuaram fiéis, mas descontentes com algumas modificações impostas pela empresa.
Imagem:Etsy/Clock HD
Seguindo a ideia de explorar distribuições especializadas eis mais uma, o Clonezilla. Criada em 2007, por Taiwaneses que queriam criar uma alternativa livre do proprietário Norton Ghost, a distribuição Linux continua muito útil. Como o nome sugere este Linux baseado em Debian, tem diversas ferramentas para clonar discos e partições. Conta também com ferramentas para recuperar o sistema de inicialização do tipo syslinux ou grub.

Antes de explicar o que é esta distribuição especializada, gostaria de informá-los que pretendo explorar mais as distribuições especializadas neste blog. Andei pesquisando e existem diversas distribuições a que pouca gente dá atenção, mas que são verdadeiras caixas de ferramentas.
Também acho oportuno explicar o que é computação forense e como é usada. A Wikipédia tem a definição correta: “A Computação Forense consiste, basicamente, no uso de métodos científicos para preservação, coleta, validação, identificação, análise, interpretação, documentação e apresentação de evidência digital com validade probatória em juízo.”
Por evidência digital entende-se a informação (qualquer que seja). Mesmo não sendo minha área de interesse, é bom que você saiba que geralmente quem utiliza a computação forense é o perito criminal em informática, graças a uma necessidade estabelecida pelo Código de Processo Penal, artigo 158. Especialistas em segurança, de modo geral, também podem fazer uso dessa prática.
Bom, agora vamos à distribuição italiana DEFT 7.1. A distribuição que tem 2,3 GB de tamanho, utiliza o kernel 3.0, um kit de ferramentas chamado DART (Digital Advanced Response Toolkit) e ferramentas forenses consagradas. O ambiente gráfico é o LXDE, mas é no terminal que as coisas acontecem com mais fluidez. Aliás, a distribuição inicializando em modo Live CD cai direto na shell. Para rodar o ambiente gráfico, você tem de executar o comando deft-gui.
Na prática, o kit traz ferramentas de descoberta de informações de rede — inclusive sem fio —, análise de aplicações web, coletores de informações em redes sociais, proteção de identidade, clonagem de disco e recuperação de arquivos. O único senão do pacote é a organização dos arquivos, principalmente por não seguir um padrão específico.
A ISO do Linux DEFT 7.1 está disponível no repositório oficial.

Cansados da mesmice, os desenvolvedores do Linux Mint tem surpreendido a comunidade de software livre com excelentes distribuições. Esta variabilidade agrada gregos e troianos. Não pelo primor do código, mas por atender o usuário. Alias, qualquer usuário comum fica satisfeito com o Linux Mint 201204 RC, lançado ontem.

Ubuntu no seu bolso. Foi exatamente este o termo utilizado pelo Mark Shuttleworth para descrever o novo Ubuntu que rodará em paralelo com qualquer dispositivo Android.Na teoria parece bem prático você ter um sistema capaz rodar os aplicativos tradicionais do Ubuntu e de quebra, rodar os aplicativos do sistema operacional Android. A mágica acontece em paralelo, já que ambos compartilham o mesmo núcleo do sistema.

A Canonical realizou no ano passado uma pesquisa que avaliou como são utilizados os servidores e qual a expectativa do público em relação à sua versão, o Ubuntu Server. É um repeteco da mesma pequisa que foi realizada em 2009. Desta vez, 6000 pessoas responderam ao questionário e o resultado é interessante, apesar de previsível.

Mal acabou de ser lançada a versão 11.10, o Oneiric Ocelot, e já há uma grande expectativa para a próxima versão do Ubuntu, a 12.04 LTS, cujo codinome é Precise Pangolin (uma espécie de tatu-bola africano ou asiático).

A luta por espaço em um media center de baixo custo é uma constante difícil de ser vencida. Somando se ao fato, a ideia que um PC do tipo media center deve ter apenas funções para reprodução de conteúdo multimídia, a procura por um sistema super enxuto parece fazer bastante sentido. É nesta seara que o OpenELEC se gradua como uma excelente escolha.

Não caro leitor, não trasformei este blog em um curso de artes marciais ou religião hinduísta. Você tampouco será capaz de executar um Rasengan, após ler este texto. Quero lhes apresentar uma distribuição interessante, baseada em KDE, chamada Chakra Linux.

O aprendizado de software livre é um dos mais tortuosos que conheço. Não entenda mal, caro leitor. Não estou afirmando que é difícil aprender ou difícil demais a ponto de desencorajá-lo. Aliás, em qualquer área do conhecimento, esforço sempre é necessário.
O ponto a que quero chegar é que, graças à efervescência de tecnologias, sistemas e gostos, o software livre tem diversos caminhos de aprendizado. Você sempre tem de escolher o que lhe é conveniente e seguir em frente. E o que dizer de alguém que tenha uma deficiência visual? Qual caminho escolher? A resposta parece bem difícil em um primeiro momento.
Para responder, leia abaixo a entrevista com os criadores do Linux Acessível. O programador Fabiano Garcia Fonseca, que utiliza GNU/Linux desde 1998, é o idealizador do projeto. É também o responsável pelas otimizações de acessibilidade. Seu fiel escudeiro, o programador André Brandão (Zandre Bran, como é conhecido) é o desenvolvedor do linuxacessivel.org. Sua contribuição na comunidade Ubuntu é notavel. Ele é membro do Ubuntu Brazilian Team (@ubuntu.com) e do Ubuntu Accessibility, líder do Ubuntu Brazilian Documentation Team e participante do comitê organizador do FLISOL Campinas.