
Nada melhor do que o tempo. Quem em meados de 1997 instalou a distribuição brasileira Conectiva, ou pouco tempo depois instalou a distribuição Mandrake sabe que as duas foram marcos históricos. Mandrake tinha uma excelente compatibilidade com hardware novo. Notadamente os laptops, lançados anos mais tarde. Conectiva era a única que continha documentação e código de qualidade, sabiamente escritos por brasileiros. Em 2005, quando a uma empresa francesa decidiu reunir as duas distribuições Linux em uma chamada Mandriva, a expectativa era grande. Poderia surgir desta fusão uma empresa que dominaria o mercado. Não foi o que aconteceu. Em Setembro de 2010, o Mageia foi criado como uma divisão do Mandriva (fork), graças à liquidação de uma empresa associada. A organização sem fins lucrativos que mantem o Mageia, conseguiu amealhar a comunidade em torno do Mandriva. Os poucos que restaram, continuaram fiéis, mas descontentes com algumas modificações impostas pela empresa.

A iniciativa de lutar contra a tecnologia de gestão de direitos digitais, do inglês Digital Rights Management (DRM), parece não ter fim. Dia 4 de Maio já se consolidou como o dia oficial de lutar contra estas restrições de uso, segundo campanha denominada Defective By Design (defeituoso por definição). A campanha é mantida pela Free Software Foundation (FSF).

Este é o slogan adotado pela competição “The Liberated Pixel Cup” que prevê prêmios em dinheiro para artistas e para desenvolvedores de software livre. A expectativa é que jogos no estilo do Minecraft, com gráficos 2D, sejam criados. É sabido que o mundo do software livre goza de poucos jogos novos, apesar de esforços tardios e capengas de empresas como a Valve.
A iniciativa da competição partiu da união da Creative Commons, Free Software Foundation e OpenArtGame. Ainda não foi divulgado qual será exatamente o valor da premiação, mas sabiamente o grupo adotou uma estratégia de financiamento coletivo que pretende arrecadar 10 mil dólares.
Verdade, amigo leitor. A frase “É preciso ser mecânico para andar de carro” nunca fez sentido, mas sempre foi utilizada como referência para explicar a um usuário leigo como seria usar Linux. Esqueça. É a mais pura bobagem de quem está acostumado com a zona de conforto. Linux nunca foi um bicho de 7 cabeças. Lógico que já foi mais espartano, mas não impraticável.
Parece uma grande piada para quem está desatento. Falo isto porque a rival Microsoft sempre foi rotulada de lado negro do mundo de software. Não por acaso. As licenças de uso sempre foram bem controversas. Você tem a concessão de uso, ao invés da liberdade para alterar o que lhe convier.
Mas acontece que a Microsoft resolveu nos últimos tempos compartilhar seu conhecimento, e principalmente, aprender com a comunidade de software livre. Para suportar diversos sabores de Linux, no seu virtualizador Hyper-V, ela se imbuiu de auxiliar no desenvolvimento do núcleo do Linux, versão 3.0, chegando a ser considerada uma das cinco empresas que mais compartilham com o código em 2011.
O evento promovido pela Linux Foundation, o Collaboration Summit, terá uma apresentação da Microsoft com dois responsáveis pela integração de projetos da Microsoft e notadamente os esforços do Hyper-V com o mundo do software livre. Interessantíssimo notar, quais foram os benefícios diretos em drivers fornecidos pela Microsoft:
• Melhor estrutura dos drivers, com reduções de até 60% da quantidade de linhas de código;
• Aumento de desempenho significativo;
• Base sólida para suportar novos hardwares.
Também são curiosas as lições aprendidas:
• A árvore de desenvolvimento do kernel (staging tree) não é um local para mudanças estruturais de arquitetura;
• Desenvolvedores de software livre ativos não se preocupam nem um pouco com os deadlines das companhias;
• Você precisa ser extremamente responsável com a comunidade (credibilidade).
Isto além de ser um alento para os desenvolvedores, demonstra que a Microsoft tem sim, muito que aprender com a comunidade de software livre e o benefícios são mútuos.

A Red Hat, pelo quinto ano, abriu inscrições para a bolsa de estudo do projeto Fedora. Esta bolsa de estudo é concedida a estudantes universitários do mundo todo e tem como objetivo incentivar novos desenvolvedores de código aberto.

O aprendizado de software livre é um dos mais tortuosos que conheço. Não entenda mal, caro leitor. Não estou afirmando que é difícil aprender ou difícil demais a ponto de desencorajá-lo. Aliás, em qualquer área do conhecimento, esforço sempre é necessário.
O ponto a que quero chegar é que, graças à efervescência de tecnologias, sistemas e gostos, o software livre tem diversos caminhos de aprendizado. Você sempre tem de escolher o que lhe é conveniente e seguir em frente. E o que dizer de alguém que tenha uma deficiência visual? Qual caminho escolher? A resposta parece bem difícil em um primeiro momento.
Para responder, leia abaixo a entrevista com os criadores do Linux Acessível. O programador Fabiano Garcia Fonseca, que utiliza GNU/Linux desde 1998, é o idealizador do projeto. É também o responsável pelas otimizações de acessibilidade. Seu fiel escudeiro, o programador André Brandão (Zandre Bran, como é conhecido) é o desenvolvedor do linuxacessivel.org. Sua contribuição na comunidade Ubuntu é notavel. Ele é membro do Ubuntu Brazilian Team (@ubuntu.com) e do Ubuntu Accessibility, líder do Ubuntu Brazilian Documentation Team e participante do comitê organizador do FLISOL Campinas.

Quem baixa a nova versão do Mozilla Firefox se depara com um link para o projeto Mark Up. Trata-se de uma iniciativa artística digital para incentivar a colaboração e o acesso livre do conteúdo feito para a internet. Lawrence Lessig, autor de diversos livros sobre cultura livre e um dos fundadores da licença Creative Commons, define muito bem a inciativa: