
Após a aquisição da MySQL AB pela Sun, Brian Aker, diretor de arquitetura da empresa, iniciou um projeto para criar um derivado do MySQL (fork), o Drizzle, com algumas características:
• otimizado para aplicações web;
• componentes para nuvem;
• banco de dados sem lógica de negócio (stored procedures);
• arquitetura orientada a multiplos núcleos.
A criação do Drizzle partiu de uma versão específica do MySQL 6.0. O processo começou com limpeza do código (remoção de trechos de código e reescrita em C++ de alguns componentes) e uma adaptação para as características desejadas.
Com muitas versões de desenvolvimento lançadas, neste mês o Drizzle chegou a uma versão capaz de entrar na linha de frente. Segundo o autor, não se trata de um banco de dados para fazer parte do Facebook ou do Google (porque eles já possuem uma versão derivada do MySQL), e sim o combustível para uma empresa com sede de inovação. Vale dizer que há muitas diferenças em relação ao MySQL.
Para testar, escolhi o popular blog WordPress. Sem muito esforço, encontrei uma correção (patch) dos arquivos de instalação, capaz de contornar algumas limitações.
Vamos aos passos:
1) Instale o drizzle no Ubuntu 11.04 (instalação limpa), com os seguintes comandos:
$ sudo apt-add-repository ppa:drizzle-developers/ppa
$ sudo apt-get update
$ sudo apt-get install apache2 libapache2-mod-php5 php5 php5-mysql libapache2-mod-auth-mysql mysql-server patch drizzle
2) Baixe o WordPress 3.1 e descompacte com os commandos:
$ cd /var/www
$ sudo wget http://wordpress.org/latest.tar.gz
$ sudo tar –zxvf latest.tar.gz
3) Baixe a correção e faça a atualização com os comandos:
$ cd wordpress/
$ sudo wget http://www.linuxjedi.co.uk/wordpress-drizzle.diff
$ sudo patch –p1 < wordpress-drizzle.diff
4) Crie o banco de dados, com o comando:
$ sudo drizzle
drizzle> create database wordpress;
5) Abra o navegador no endereço localhost/wordpress/index.php e faça a instalação. Não se esqueça de apontar o banco de dados para localhost:4427. É a porta padrão do Drizzle.
Para tarefas mais avançadas, sugiro olhar a documentação dos plugins. Notadamente o plugin Replication Slave. Neste site há um tutorial de replicação de bases com mais de um master.