Zona livre

quarta-feira, 23 de maio de 2012 - 12:52

Conectiva, Mandrake, Mandriva, Mageia e agora?

Nada melhor do que o tempo. Quem em meados de 1997 instalou a distribuição brasileira Conectiva, ou pouco tempo depois instalou a distribuição Mandrake sabe que as duas foram marcos históricos. Mandrake tinha uma excelente compatibilidade com hardware novo. Notadamente os laptops, lançados anos mais tarde. Conectiva era a única que continha documentação e código de qualidade, sabiamente escritos por brasileiros. Em 2005, quando a uma empresa francesa decidiu reunir as duas distribuições Linux em uma chamada Mandriva, a expectativa era grande. Poderia surgir desta fusão uma empresa que dominaria o mercado. Não foi o que aconteceu. Em Setembro de 2010, o Mageia foi criado como uma divisão do Mandriva (fork), graças à liquidação de uma empresa associada. A organização sem fins lucrativos que mantem o Mageia, conseguiu amealhar a comunidade em torno do Mandriva. Os poucos que restaram, continuaram fiéis, mas descontentes com algumas modificações impostas pela empresa.

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terça-feira, 8 de maio de 2012 - 14:47

Boot2Gecko está chegando

Os desenvolvedores do Boot2Gecko estão seriamente empenhados em descobrir como os brasileiros utilizam smartphones. Usando um questionário online, a ideia é descobrir qual o aparelho mais usado, os aplicativos de uso freqüente, quais serviços são consumidos, qual o idioma preferido etc. Como a loja de aplicativos “Mozilla Marketplace” deve ser lançada no próximo mês, assim como nova versão do sistema, o objetivo é melhorar a oferta de aplicativos por meio de parcerias com empresas que produzem conteúdo ou serviços.

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sexta-feira, 4 de maio de 2012 - 12:28

Google Drive vai de Python

O lançamento do Google drive decepcionou muitos usuários de Linux. Não ter um cliente nativo para o sistema é quase um paradoxo, algo bem ilógico. Infelizmente a mesma estratégia de lançamento foi adotada em outros produtos, como é o caso do navegador Google Chrome, que teve incialmente versão apenas para Windows. Vale ressaltar que a tecnologia que sustenta quase tudo que é produzido de novo no Google vem do mundo do software livre. Claro que há muita coisa proprietária também. Mas é inegável a queda pelo que é livre e pode ser alterado para melhor aproveitamento.

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quinta-feira, 3 de maio de 2012 - 11:14

O Android foi reescrito em C#

Li esta manhã uma pequena nota no BR-Linux sobre um Android reescrito em linguagem C# (port), cujo criador é Miguel de Icaza e sua equipe. Isto mesmo caros leitores. Enquanto a Oracle e o Google disputam na justiça a suposta violação de direitos autorais da Oracle, a respeito da linguagem Java, alguém vai lá e mostra que é possível reescrever o sistema em outra linguagem.

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quarta-feira, 2 de maio de 2012 - 15:33

Sexta feira é o dia internacional contra o DRM

 

A iniciativa de lutar contra a tecnologia de gestão de direitos digitais, do inglês Digital Rights Management (DRM), parece não ter fim. Dia 4 de Maio já se consolidou como o dia oficial de lutar contra estas restrições de uso, segundo campanha denominada Defective By Design (defeituoso por definição). A campanha é mantida pela Free Software Foundation (FSF).

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sexta-feira, 27 de abril de 2012 - 15:10

Acesse remotamente o Ubuntu via HTML5

 

Agora que você está com a nova versão do Ubuntu, a 12.04 LTS, nada melhor do que acessar sua máquina preferida aonde estiver. O Guacamole é uma boa solução para acessar remotamente, através de qualquer dispositivo.

Semelhante a serviços e aplicativos como o LogMeIn, Team Viewer ou Java VNC Viewer, o visualizador remoto em questão é compatível com HTML 5. A solução na verdade usa o VNC Server 4, acessível através de um proxy local. Veja, passo a passo como instalar e configurar este software inspirado na iguaria típica da culinária mexicana.

Abra um terminal e execute os comandos:

$ sudo apt-get update && sudo apt-get install guacamole tomcat6 vnc4server

Aceite a instalação dos pacotes e pré-requisitos. O próximo passo vai instalar a aplicação web no Tomcat 6:

$ sudo ln -s /var/lib/guacamole/guacamole.war /var/lib/tomcat6/webapps
$ sudo ln -s /etc/guacamole/guacamole.properties /usr/share/tomcat6/lib

Agora é necessário configurar primeiro o VNC Server. Execute o comando:

$sudo /usr/bin/vnc4server

Na primeira execução, ele vai pedir para gerar uma senha de acesso. Gere uma senha complexa e armazene (você vai precisar dela para configurar o guacamole). Agora você deve configurar as credenciais de acesso do guacamole. Abra o arquivo de configuração com o seguinte comando:

$sudo gedit /etc/guacamole/user-mapping.xml

Remova os comentários deste trecho:

<authorize username="USERNAME" password="PASSWORD">
<protocol>vnc</protocol>
<param name="hostname">localhost</param>
<param name="port">5900</param>
<param name="password">VNCPASS</param>
</authorize>

Agora, troque as palavras USERNAME, PASSWORD pelo usuário e senha desejados. Em VNCPASS, troque pela senha configurada na execução do vnc4server. Ao invés da porta 5900 que está no parâmetro port, troque para a porta 5901 (primeira porta que o vnc4server utiliza quando iniciado). Em localhost, coloque o IP da interface de rede, por exemplo, o IP 192.168.1.2. Salve e feche o arquivo.

Pronto, sua configuração está pronta. Vamos agora reiniciar os serviços. Ainda no terminal, execute o comando:

$ sudo /etc/init.d/guacd restart
$ sudo /etc/init.d/tomcat6 restart

Pronto, agora aponte seu navegador para http://192.168.1.2:8080/guacamole. Entre com suas credenciais. Você já deve ver um terminal de sua máquina para uso. Testei em um iPad 2 e consegui visualizar, mas para clicar em algo, dá um baita trabalho. Na interface há um teclado virtual, então você pode usar os atalhos que já conhece. Para ver a interface gráfica inteira, você pode seguir este tutorial da Divya Dinaka.

Vale ressaltar que o projeto está em fase inicial. Então, alguns problemas podem aparecer. Se não conseguir, comente esta notícia, que na medida do possível eu respondo.

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quarta-feira, 25 de abril de 2012 - 11:34

Valve lançará de fato Steam para Linux

Depois de anos de especulação e críticas sobre a possibilidade de rodar jogos da plataforma Steam no Linux, parece que a luz no fim do túnel está mais próxima. Michael Larabel, criador do site especializado Phoronix, foi convidado para ajudar no desenvolvimento de uma versão nativa do Steam para Linux, inclusive com indicações de desenvolvedores OpenGL. O motivo parece bem claro. Desde 2010 o Phoronix anuncia que a Valve lançaria o Steam para Linux. Ele chegou inclusive a ser desmentido publicamente, pela própria Valve.

A expectativa é que jogos como Left 4 Dead 2, Counter Strike, Team Fortress 2, Call of Duty Modern Warfare 3, The Elder Scrolls V: Skyrim e outros possam rodar nativamente na plataforma. Por enquanto apenas o L4D2 foi confirmado, graças a sua base de código estável, segundo Larabel.

Para quem duvida da importância desta plataforma para o crescimento da base de usuários de Linux, vale mencionar o número de jogadores que atualmente usam Windows para jogar os títulos disponíveis gira em torno de 4.584.961 jogadores. Mesmo sabendo que os jogos são proprietários, passíveis de licença e de transação financeira, é um mundo que não pode ser ignorado.

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segunda-feira, 23 de abril de 2012 - 11:30

Linux especializado – Clonezilla

 

Imagem:Etsy/Clock HD

Seguindo a ideia de explorar distribuições especializadas eis mais uma, o Clonezilla. Criada em 2007, por Taiwaneses que queriam criar uma alternativa livre do proprietário Norton Ghost, a distribuição Linux continua muito útil. Como o nome sugere este Linux baseado em Debian, tem diversas ferramentas para clonar discos e partições. Conta também com ferramentas para recuperar o sistema de inicialização do tipo syslinux ou grub.

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quinta-feira, 19 de abril de 2012 - 11:03

Uma competição épica para a liberdade dos jogos

 

Este é o slogan adotado pela competição “The Liberated Pixel Cup” que prevê prêmios em dinheiro para artistas e para desenvolvedores de software livre. A expectativa é que jogos no estilo do Minecraft, com gráficos 2D, sejam criados. É sabido que o mundo do software livre goza de poucos jogos novos, apesar de esforços tardios e capengas de empresas como a Valve.

A iniciativa da competição partiu da união da Creative Commons, Free Software Foundation e OpenArtGame. Ainda não foi divulgado qual será exatamente o valor da premiação, mas sabiamente o grupo adotou uma estratégia de financiamento coletivo que pretende arrecadar 10 mil dólares.

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terça-feira, 17 de abril de 2012 - 19:04

Computação forense com o Linux DEFT 7.1

Antes de explicar o que é esta distribuição especializada, gostaria de informá-los que pretendo explorar mais as distribuições especializadas neste blog. Andei pesquisando e existem diversas distribuições a que pouca gente dá atenção, mas que são verdadeiras caixas de ferramentas.

Também acho oportuno explicar o que é computação forense e como é usada. A Wikipédia tem a definição correta: “A Computação Forense consiste, basicamente, no uso de métodos científicos para preservação, coleta, validação, identificação, análise, interpretação, documentação e apresentação de evidência digital com validade probatória em juízo.”

Por evidência digital entende-se a informação (qualquer que seja). Mesmo não sendo minha área de interesse, é bom que você saiba que geralmente quem utiliza a computação forense é o perito criminal em informática, graças a uma necessidade estabelecida pelo Código de Processo Penal, artigo 158. Especialistas em segurança, de modo geral, também podem fazer uso dessa prática.

Bom, agora vamos à distribuição italiana DEFT 7.1. A distribuição que tem 2,3 GB de tamanho, utiliza o kernel 3.0, um kit de ferramentas chamado DART (Digital Advanced Response Toolkit) e ferramentas forenses consagradas. O ambiente gráfico é o LXDE, mas é no terminal que as coisas acontecem com mais fluidez. Aliás, a distribuição inicializando em modo Live CD cai direto na shell. Para rodar o ambiente gráfico, você tem de executar o comando deft-gui.

Na prática, o kit traz ferramentas de descoberta de informações de rede — inclusive sem fio —, análise de aplicações web, coletores de informações em redes sociais, proteção de identidade, clonagem de disco e recuperação de arquivos. O único senão do pacote é a organização dos arquivos, principalmente por não seguir um padrão específico.

A ISO do Linux DEFT 7.1 está disponível no repositório oficial.

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