É engraçado escrever que a Nokia vai desafiar um duopólio. Afinal, por muitos anos, ela própria foi o gigante a ser batido. Nocauteada por Apple e Samsung, a companhia nórdica demorou para sair das cordas.
Ontem à noite, em breve encontro com jornalistas, a Nokia apresentou sua linha Lumia. É o primeiro grande lançamento da empresa de smartphones com Windows Phone, sistema operacional que ainda não empolgou os consumidores.
Apesar das desconfianças, os Lumia são excelentes, em particular o modelo 800. Moldado em uma peça única de policarboneto, o celular é realmente bonito e sua configuração respeitabilíssima (tela de 3,7” AMOLED ClearBlack, câmera de 8 megapixels, memória interna de 16 GB, processador Qualcomm MSM8255 de 1,4 GHz).
- Leia o review do Lumia 800 testado pelo INFOlab
O preço não é dos melhores (R$ 1,7 mil), mas será vendido inicialmente em uma promoção matadora: você compra o Lumia 800 e “ganha” um Xbox e um Kinect. Tentador mesmo para quem já tem um bom smartphone em mãos, não?
Já o modelo Lumia 710 não é tão bonito, nem tem um acabamento impressionante, mas mantém a boa configuração do irmão premium por um preço bem mais em conta, menos de mil reais.
Não tenho dúvidas que o hardware da Nokia é ótimo, mas não dá para saber se suas soluções de software (igualmente ótimos, diga-se) vai empolgar o público, já tão seduzido por Android e iOS.
Os últimos anos têm sido particularmente difíceis para a Microsoft, que vê o modelo de venda de licença de software – leia-se vendas de Windows e Office – declinar sem conseguir tornar-se líder em nenhum dos novos negócios em tecnologia, como redes sociais e o lucrativo mercado de smartphones.