A perspectiva de que o Congresso americano aprove uma lei retrógrada que afetará duramente as companhias de internet, levou grandes marcas da web, como Google, Facebook e Twitter a anunciar o apocalipse.
Desenharam um mundo sem buscas na web e sem redes sociais, o que para certa parcela dos usuários, equivale a passar um dia todo sem oxigênio.
Na data marcada para o protesto, no entanto, os nomões da web amarelaram. O Google foi o único a manifestar algum engajamento, publicando em sua página inicial um link para um infográfico apinhado de críticas à ideia “brilhante” do deputado texano Lamar Smith. O
Facebook fingiu que não havia se manifestado contra a Sopa e está desde o início do dia num recolhimento constrangedor. Dick Costolo, CEO do Twitter, por sua vez, chegou a chamar os protestos de “bobagem”. Mais coerente foi a posição de Microsoft e Apple que, se não protestam, também não fizeram ameaças.
No dia do protesto real, dos 10 sites de maior audiência no mundo, o único que ficou “offline” foi a Wikipedia, não por acaso um serviço filantrópico, que não tem faturamento a perder com o blackout.
O fato de fez o trinômio Google/Facebook/Twitter recuar é um só: dinheiro. Ninguém quer perder um dia todo de faturamento e audiência por causa de um projeto de lei que, no final, não deve ser aprovado no Congresso. Se for, contará com grande oposição da Casa Branca para sancioná-lo.
Afinal, os Estados Unidos não são tão avançados quanto a Califórnia do Vale do Silício, mas também não tão atrasados quanto o Texas do deputado Lamar.