Uma das empresas de tecnologia mais celebradas no Canadá depois da RIM, a Hootsuite conseguiu em abril levantar US$ 30 milhões de um fundo de investimento local. Pode não parecer muito num mercado em que apps são vendidos por US$ 1 bilhão, mas é. No Canadá, o aporte foi apontado como o maior em dez anos para uma empresa de internet.
Criada em Vancouver em 2008, o HootSuite é uma ferramenta que reúne em uma única interface as contas de Facebook, Twitter, Google Plus, Orkut, Tumblr e LinkedIn, entre outras, permitindo ao usuário postar e consumir conteúdo de múltiplas redes em uma única tela, com um só login. Para as empresas, oferece ainda relatórios sobre o nível de engajamento de seus fãs e seguidores.
Por e-mail, o fundador e CEO do serviço Ryan Holmes conta como criou um serviço que já soma 3,5 milhões de usuários pelo mundo explorando a necessidade dos usuários (e empresas) manterem-se ativos em tantas redes sociais.
Quantos usuários o HootSuite possui hoje no mundo? E no Brasil?
Nós levamos dois anos para atingir nosso primeiro milhão de usuários e depois só mais 12 meses para superarmos a marca dos três milhões de inscritos. Hoje somamos 3,5 milhões de usuários no mundo e, se o ritmo de expansão não for alterado, vamos fechar 2012 na casa dos seis milhões de contas registradas. No Brasil, país onde estreamos uma versão localizada em português apenas em fevereiro deste ano, já temos 125 mil usuários.
A perspectiva de que o Congresso americano aprove uma lei retrógrada que afetará duramente as companhias de internet, levou grandes marcas da web, como Google, Facebook e Twitter a anunciar o apocalipse.
Após mais de seis anos de debates e pressões, a Anatel enfim decidiu que as teles podem explorar serviços de TV paga.
O mundo assistiu, esta semana, a estreia fulgurante do LinkedIN na Bolsa de Valores de Nova York. Prevendo o sucesso que seria seu IPO, a rede social de contatos profissionais aumentou em 30% o valor de seus papéis dias antes de abrir capital.
Quando começou o pregão, os papéis lançados a US$ 45 dispararam a US$ 122 e terminaram o dia com alta de 109%, a US$ 94. O resumo do dia é que a companhia está agora avaliada em US$ 8,9 bilhões.
O grande problema dessa matemática é que a rede não é um sucesso de faturamento. Em 2010, o LinkedIn gerou US$ 15 milhões em receita. Ou seja, seu valor de mercado é 593 vezes sua receita anual. Há uma regra básica no mercado de capitais que diz que uma empresa costuma valer, em média, seu faturamento em dez anos.
O caso LinkedIn soma-se a outra operação financeira muito controversa: a compra do Skype pela Microsoft por US$ 8,5 bilhões. Como se sabe, o faturamento do Skype é modesto. Ano passado, a companhia de VoIP fechou o balanço com prejuízo de US$ 7 milhões.
É crescente o número de especialistas que criticam essas operações. Paga-se muito por empresas que faturam pouco. O mesmo erro, aliás, que causou um banho de sangue entre startups web no final dos anos 90.
O temor do mercado é que esteja acontecendo, neste momento, uma nova bolha de internet. Quando essas companhias “bilionárias” não entregarem o desempenho esperado e os primeiros investidores optarem por se desfazer de seus papéis, uma sangria desatada pode acontecer.
No Vale do Silício, há secretárias com mais de US$ 1 milhão em bônus, por participarem de programas de participação em IPOs, uma realidade que não se sustenta por muito tempo.
Outro efeito perverso da bolha, dizem os analistas, é que jovens com ideias bacanas levantam tantos milhões de dólares no começo de sua vida profissional que simplesmente se acomodam. Com muitos zeros na conta bancária, eles têm mais vontade de passear de Ferrari ou iate que pensar em formas práticas de fazer suas empresas continuarem crescendo.
Uma boa interpretação da nova bolha do Vale do Silício apareceu no perfil do @piadasnerds no Twitter. Alguém por lá questionou a Microsoft por pagar US$ 8,5 bilhões pelo Skype e emendou “para ter o Skype, basta baixá-lo de graça na internet”.