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quarta-feira, 23 de maio de 2012 - 20:02

Saiba como a polícia identificou os crackers do caso Carolina Dieckmann

Carolina, em dia de depoimento à polícia

Em conversa com a INFO, o inspetor Rodrigo Mello, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, conta como a polícia trabalhou para chegar aos cinco crackers que furtaram fotos de Carolina Dieckmann e tentaram extorquir a atriz.

Na conversa abaixo, Mello critica a ausência de leis específicas contra cibercrimes, diz que obter logs de acesso dos provedores é fundamental para identificar criminosos e nega que a polícia seja rápida e competente apenas quando há atenção da mídia sobre ela.

Como vocês identificaram os crackers que furtaram as fotos de Carolina Dieckmann? No início de uma investigação, sempre trabalhamos com várias hipóteses. Nosso elemento principal foi o depoimento da vítima e a análise de seu computador pessoal. A partir daí, percebemos que as imagens haviam sido furtadas de seu e-mail e tentamos traçar um padrão de acesso de Carolina à sua conta.

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quarta-feira, 21 de março de 2012 - 20:10

Nokia (finalmente) desafia duopólio Android/iPhone

É engraçado escrever que a Nokia vai desafiar um duopólio. Afinal, por muitos anos, ela própria foi o gigante a ser batido. Nocauteada por Apple e Samsung, a companhia nórdica demorou para sair das cordas.

Ontem à noite, em breve encontro com jornalistas, a Nokia apresentou sua linha Lumia. É o primeiro grande lançamento da empresa de smartphones com Windows Phone, sistema operacional que ainda não empolgou os consumidores.

Apesar das desconfianças, os Lumia são excelentes, em particular o modelo 800. Moldado em uma peça única de policarboneto, o celular é realmente bonito e sua configuração respeitabilíssima (tela de 3,7” AMOLED ClearBlack, câmera de 8 megapixels, memória interna de 16 GB, processador Qualcomm MSM8255 de 1,4 GHz).

- Leia o review do Lumia 800 testado pelo INFOlab

O preço não é dos melhores (R$ 1,7 mil), mas será vendido inicialmente em uma promoção matadora: você compra o Lumia 800 e “ganha” um Xbox e um Kinect. Tentador mesmo para quem já tem um bom smartphone em mãos, não?

Já o modelo Lumia 710 não é tão bonito, nem tem um acabamento impressionante, mas mantém a boa configuração do irmão premium por um preço bem mais em conta, menos de mil reais.

Não tenho dúvidas que o hardware da Nokia é ótimo, mas não dá para saber se suas soluções de software (igualmente ótimos, diga-se) vai empolgar o público, já tão seduzido por Android e iOS.

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sexta-feira, 16 de março de 2012 - 20:21

O dia em que Zuckerberg demitiu Eric Schmidt

Diz uma técnica de RH que, se você quer saber o que há de errado numa empresa, deve conversar com seus funcionários insatisfeitos. Frustrados e convencidos de que seus chefes estão trilhando um caminho errado, eles relevam ao interlocutor que lhes dá atenção (e um certo apoio moral) ricos detalhes dos desmandos corporativos, falhas de gestão e desvios de conduta que qualquer empresa se esforçaria para deixar restritos às salas fechadas.

James Whitaker é um caso exemplar deste tipo de personagem. Ex-engenheiro do Google, Whitaker deixou o gigante das buscas para trabalhar na Microsoft e passou a desfiar um rosário de queixas conta o ex-empregador.

Segundo Whitaker, o tempo em que o Google era uma empresa inovadora e empregador dos sonhos para engenheiros criativos já acabou. Whitaker elogia Eric Schmidt, que como CEO do Google implementou medidas como dar 20% de tempo livre a cada funcionário, para que desenvolvessem projetos próprios e investiu no Google Labs, um espaço aberto para a criação de novas aplicações web.

Na narrativa de Whitaker, o Google entrou em parafuso quando se deu conta que o Facebook estava lhe roubando audiência, talentos e, sobretudo, receita publicitária. O sucesso da rede social teria pressionado os fundadores do Google a mudar sensivelmente a cultura da empresa, eliminar projetos deficitários e focar todos seus esforços em um único objetivo central: fazer o Google Plus crescer e, assim, barrar a expansão desenfreada do Facebook.

Eric Schmidt resistiu à mudança, argumentando que o coração pulsante do Google é a inovação e que dedicar esforços a criar produtos novos, mesmo que fora do escopo do Plus, seria uma missão fundamental da companhia.

O aparente imobilismo do Google no segmento de redes sociais, no entanto, tornou-se insustentável a medida em que Zuckerberg foi eleito homem do ano e sua rede social superava a marca dos 500 milhões de usuários (são quase 900 milhões hoje).

A resultante dessa equação foi o afastamento de Schimidt do centro do poder no Google, agora nas mãos de Page. Nada poderia ser pior, argumenta Whitaker, para quem Page age como um burocrata que só pensa na estratégia do Plus e em formas de vender mais e mais publicidade.

Há de se descontar a mágoa de todo ex-funcionário que perde seu espaço. Mas os argumentos de Whitaker são sólidos e coerentes com os recentes movimentos pragmáticos do Google, que melhoram seu desempenho no balanço trimestral… mas pioram suas perspectivas de inovação no futuro.

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quinta-feira, 15 de março de 2012 - 21:17

A Enciclopédia Britânica jogou a toalha

Acabou. Nunca mais um vendedor com camisa para dentro da calça e terno surrado baterá às portas das casas de família oferecendo a nova edição da tradicionalíssima Enciclopédia Britânica.

Publicada desde 1768 em edições bienais impressas em Edimburgo, na Escócia, a Britânica jogou a toalha. A coleção completa custava o equivalente a 1400 dólares e, agora, será vendida apenas em formato digital.

Uma assinatura completa da Britânica, que dá direito a navegar por todo conteúdo de texto e multimídia criado pelos experts da publicação, custará 70 dólares ao ano. Versões mais enxutas podem ser compradas por dois dólares no formado app para iOS ou Android.

A receita paga uma equipe de mais de uma centena de redatores e especialistas em temas tão diversos como biologia, política e astronomia.
Sinal dos tempos? Eu não apostaria nisso. Em outras áreas, como o jornalismo, os competidores digitais das grandes revistas e jornais não conseguiram (ainda?) produzir conteúdos tão relevantes quanto as publicações impressas. O motivo pode ser simplesmente financeiro.

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sábado, 10 de março de 2012 - 17:08

Novo iPad permite saber como será o iPhone 5

A apresentação do Novo iPad dá algumas pistas preciosas sobre a atualização que a Apple desenvolve para a próxima geração do iPhone.

Alguns upgrades, como o suporte a redes 4G LTE, são óbvios. Outros são mais difíceis de prever, como a melhoria na resolução da já ótima tela retina.

Comecemos pelas features mais simples de acertar.

1- Suporte ao 4G – Chega a ser vergonhoso que o iPhone 4S não se conecte sequer às redes 3G com HSPA+. Se no Brasil estas redes são incipientes, nos Estados Unidos e outros mercados desenvolvidos, como Japão, Coréia e norte da Europa, a falha de conectividade é imperdoável. Por isso, assim como o novo iPad, o próximo iPhone suportará estas redes.

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sexta-feira, 2 de março de 2012 - 21:12

Quem vai comprar o iG?

Março é o sexto mês de negociações entre os controladores da Oi, empresa proprietária do portal iG, e os candidatos a adquirí-la. Desde outubro, correm notícias – confirmadas este ano – de que a Oi se reúne com investidores para tratar da venda de seu portal de mídia.
A telecom quer fazer caixa para reduzir sua (imensa) dívida. Como se sabe, a reestruturação da companhia deixou seus controladores atolados em débitos, a ponto de os passivos inibirem os investimentos na expansão da rede em 2009 e 2010, com modesta recuperação ano passado.
Do outro lado do balcão, o grupo RBS, o Yahoo!, o UOL e o conglomerado português Ongoing procuraram a Oi. O nó górdio da negociação é que a Oi pede alto demais. Embora ninguém fale oficialmente sobre valores, dentro do iG corre a informação de que a Oi pede o equivalente a R$ 500 milhões por sua operação de internet.
Para tornar seu ativo mais atraente, a Oi sangrou seu portal no fim do ano passado, impondo demissões às dezenas. A ideia era deixar o balanço mais atraente para os compradores.

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quinta-feira, 1 de março de 2012 - 13:25

“Não sou o rei da pirataria. Sou um bode expiatório”

O criador do MegaUpload, Kim Dotcom, concedeu, esta semana, sua primeira entrevista após sair da cadeia, em Auckland, na Nova Zelândia. Kim foi preso em meio a uma operação que envolveu o uso de helicópteros, carros táticos e dezenas de policiais.

Acusado pelo FBI de promover a pirataria em massa e ficar milionário à custa do desrespeito às regras de proteção autoral, Kim defendeu-se das acusações e atacou gigantes da web, como o Google. O vídeo completo pode ser visto, em inglês, no site da emissora neozelandesa 3 News. Abaixo, os trechos mais importantes.

Acusações do FBI
“Sou um bode expiatório. Tenho um passado hacker, não sou americano, não tenho US$ 50 bilhões na conta bancária. As acusações contra mim são insanas. Dizem que o Megaupload causou prejuízos de 500 bilhões aos estúdios. É totalmente bizarro isso, pois a indústria americana fatura por ano US$ 20 bilhões. Você realmente acredita que se os estúdios tivessem prejuízos bilionários ficariam sentados, sem nos processar?

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012 - 12:46

Windows 8 recoloca MS à frente de Google e Apple

Imagem de Amostra do You Tube

A Microsoft acaba de liberar o download da versão beta de seu Windows 8, um sistema operacional que roda tanto nos computadores completos, como um notebook com chip da Intel (arquitetura x86), quanto em tablets com processador de arquitetura ARM. Em breve, o Windows 8 ganhará versão para smartphones, substituindo as distribuições do Windows Phone.

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domingo, 29 de janeiro de 2012 - 13:50

Para crescer, Twitter cede à censura

Ahmadinejad não precisa mais temer o Twitter

O cofundador do Twitter, Biz Stone, cometeu o maior erro de sua brilhante trajetória como empreendedor ao anunciar, com todas as letras, que o microblog praticará a censura em vários países onde atua.

A declaração, uma decepção monumental para os ativistas que elevaram o nome do Twitter à condição de “ferramenta da liberdade” é aterradora. “A partir desta sexta-feira, nós forneceremos a capacidade de bloquear de forma retroativa conteúdos em um determinado país”, anotou a empresa californiana.

Pela nova regra, em alguns países será liberado a “entidades autorizadoras” (a expressão é do comunicado do Twitter!) a veiculação ou não de determinados conteúdos no microblog. Na prática, um grupo de “autoridades” vai decidir se aquele post pode ou não circular no microblog. A decisão equivaleria a dar a Hosni Mubarack, o ex-ditador do Egito, o direito de controlar o que aparece no Twitter de seus cidadãos, em plena crise política.

Não à toa, hackativistas do Anonymous convocaram um boicote – que não deu em nada, aliás – ao uso do Twitter ao longo do sábado.

A motivação por trás de uma decisão tão vexatória é o desejo que o Twitter tem de crescer em novos mercados, como Arábia Saudita e China, países que censuram a internet. Do ponto de vista dos negócios, é um passo absolutamente lógico para uma plataforma que deseja ser aceita em todo o mundo.

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domingo, 22 de janeiro de 2012 - 1:54

Vídeo polêmico precedeu queda de Megaupload

Kanye West este ao lado do Megaupload

Pouco tempo antes do céu desabar sobre o Megaupload, o serviço de compartilhamento de arquivos estreou uma polêmica campanha de marketing que apresentava o produto como lícito e útil para a vida de milhões de internautas.

O vídeo promocional, com quatro minutos de duração, mostrava estrelas do hip-hop como Kanye West, Puff Daddy, Snoop Dogg, Jamie Foxx e Mary J. Blige cantando versos a favor do serviço.

Na ocasião, a Warner e a Universal, gravadora das estrelas do hip hop, se enfureceram. Como nossos artistas podem promover um serviço tão vil!?, questionaram.

Pelo menos por enquanto, as gravadoras parecem ter vencido a batalha. Afinal, o Megaupload foi tirado do ar e seu fundador, o alemão Kim Dotcom, foi parar na cadeia acusado de lucrar contra a pirataria.  O valor da vitória dos estúdios equivale a zero. Hoje mesmo, milhões de arquivos foram trocados na web por uma infinidade de serviços similares, como 4Shared e por meio de clientes P2P, como uTorrent e tantos outros.

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