Dois pesquisadores alemães aplicaram, hoje, um golpe duríssimo na celebrada plataforma Android, do Google. A descoberta de que 99% dos smartphones com Android têm uma falha grave de segurança equivale ao impacto que o Antennagate teve para a Apple, há pouco mais de um ano.
Se é feio um smartphone fazer mil coisas, mas não servir para telefonar (caso do iPhone 4 e sua polêmica antena) é mais vexatório ainda ter um gadget que acessa a web e deixa por lá um registro de suas contas de Gmail, Facebook e Twitter, conforme explica Mônica Campi.
Assim como a Apple não podia sair de loja em loja fazendo recall de iPhones para trocar sua antena, o Google não tem como divulgar um patch de segurança com agilidade.
Explica-se: os Androids espalhados por aí têm múltiplas versões de sistema operacional: 1.5, 1.6, 2.1, 2.3 e por aí vai. A salvo mesmo só estão os donos de celulares com Gingerbread, ou seja, a recentíssima versão 2.3.4 usada por pífios 1% dos proprietários dos Androids.
A solução virá a conta-gotas. O Google precisará acertar uma atualização de segurança para cada versão de Android e liberá-la em acordos com trocentos fabricantes de hardware e centenas de operadoras pelo mundo. Espera-se que o Google tenha uma forma rápida de liberar esses patchs com seus parceiros, afinal trata-se de uma vulnerabilidade do sistema operacional.
Não bastasse isso, existe ainda a chance da falhar afetar os tablets com Android 3.0. Aos usuários cabe um cuidado elementar de segurança: não se logar em redes Wi-Fi abertas. Mas quem resiste a um “free Wi-Fi”?