Nick Griffin é um parlamentar de extrema direita da Inglaterra. Ele é um dos 15 representantes selecionados para falar em nome da União Européia na conferência climática das Nações Unidas em Copenhague este mês.
Nick Griffin não acredita no aquecimento global. Segundo reportou o jornal inglês The Guardian, ele fez um discurso na câmara na qual afirmou que “as mudanças climáticas estão sendo usadas para impor uma utopia anti-humana tão mortal como qualquer coisa concebida por Stalin ou Mao”. À BBC, ele disse: “O Aquecimento é uma farsa”
Nick Griffin é também o homem das fotos acima – na esquerda, ele aparece com uma camiseta escrita “Poder Branco”.
Nick Griffin é o mesmo homem que, em vídeo, negou a existência dos campos de concentração nazistas na segunda guerra mundial – as câmaras de gás de Auschwitz seriam “uma grande mentira”.
A questão é tão polêmica que é até mesmo difícil começar a comentar, mas acho que a primeira pergunta que vêm à mente é: como alguém que nega um fato histórico pode ter credibilidade para debater um assunto tão importante? Isso sem falar na conotação racista da camiseta usada por ele na juventude….
As fotos acima foram tiradas do site Treehugger, que faz uma interessante análise de como seria fácil cair no argumento (injusto) de que “não crer no aquecimento é não crer no holocausto”. Este seria um caminho muito fácil para qualquer defensor dos cortes de emissões de carbono – mas seria errado. Não só com as vítimas do massacre nazista, mas com aqueles que têm o direito de discordar das evidências do aquecimento que, apesar de presentes, ainda não são precisas.
As divergências na teoria são o que fazem os cientistas se aprofundarem ainda mais no assunto e, justamente por isso, a presença de um grupo cético à teoria do aquecimento em Copenhague poderia levantar uma discussão saudável – na qual argumentos dos dois lados seriam expostos e a população teria mais embasamentos para formar uma opinião.
O problema é que a figura de Griffin já empobrece qualquer debate. Como diz o Treehugger: o que ele acha ou deixa de achar a respeito do Holocausto não invalida toda a teoria dos céticos do aquecimento, mas invalida sua figura.
Então, no fim das contas, sua ida pode acabar favorecendo a teoria que tanto combate. Enquanto estiver defendendo a “verdade” sobre o aquecimento na qual acredita, as pessoas também podem parar e pensar quais outras “verdades” ele já defendeu por aí….