Hoje, no Coisas Inúteis de Sexta, não vou esmiuçar um produto que não possui uma utilidade intrínseca – algo que consumiu matéria prima à toa, serve para coisa nenhuma.
Ao invés disso, vou alertar você, leitor, de algo muito sério: você não sabe dobrar um lençol com elástico.
Não adianta vir me dizer que você faz isso muito-bem-obrigada: a empresa americana Fit and Fold já me disse que ninguém consegue realizar esta tarefa direito.
Todo mundo já ouviu falar dos custos ambientais que uma construção traz – concreto, remoção da terra, escavação….
Não acredito que uma casa assim seja a solução (plástico é uma boa solução para algo?), mas que ela é curiosa, isso é…
Eu havia separado alguns produtinhos para a seleção de hoje de objetos que não possuem uma utilidade intrínseca – que existem sem propósito, foram feitos consumindo recursos sem finalidade alguma. Eles estavam prontos para publicação quando me deparei com algo que, sozinho, valia por mil posts:
A Pedra de Estimação USB.
A BBC realizou uma pesquisa em mais de dez países africanos para avaliar o quanto a população do continente sabe e compreende sobre mudanças climáticas.
O resultado impressiona: na região responsável por menos de 4% das emissões causadoras do efeito estufa, as pessoas culpam a si mesmas e a seus vizinhos pelos problemas ambientais enfrentados.
A BBC realizou uma pesquisa em mais de dez países africanos para avaliar o quanto a população do continente sabe e compreende sobre mudanças climáticas.
O resultado impressiona: na região responsável por menos de 4% das emissões causadoras do efeito estufa, as pessoas culpam a si mesmas e a seus vizinhos pelos problemas ambientais enfrentados.
Quem precisa de um quebrador de ovos? Ou de um espanador de livros?
Por mais que a gente guarde coisas que nunca usa (confesse: nos seus armários tem algo assim), a maioria delas tem uma utilidade – ou, pelo menos, um motivo compreensível pelo qual foi projetada.
Vamos chamar isso de “utilidade intrínseca” – por exemplo, uma mulher pode ter 30 pares de sapato, mas aquela nova sandália que ela comprou também serve para andar. Fato. O mesmo vale para gadgets e para basicamente tudo o que temos.
Parlamentares canadenses tiveram um jantar interessante na noite de ontem: com a presença da imprensa internacional, comeram canapés e rosbifes de carne de foca.
A refeição elaborada foi um protesto contra a decisão da União Européia de proibir a importação de qualquer produto feito à base do animal.
A briga toda está no fato dos europeus considerarem a caça às focas uma prática cruel – algo que os canadenses contestam.
Desde 2008, o Canadá vem tentando impedir que isso aconteça. O país disse que adotaria práticas mais “humanas” para evitar o embargo da Europa, como orientar os caçadores a tocar os olhos dos animais para terem certeza de que estavam mortos antes de serem despelados.
Isso porque estudos de organizações de proteção ao animal (como a IFAW) apontam que até 42% dos animais estão vivos quando caçadores retiram suas peles.
Todos os anos, o Canadá autoriza a caça de mais de 270 mil focas, sendo uma porcentagem delas destinada aos índios.
Imagens da Canadian Seal Hunt mostram como é feito o abate dos animais.

Enquanto o aquecimento global ainda é motivo de controvérsia, acho seguro afirmar que a questão do plástico é praticamente uma unanimidade.
Sem desmerecer o problema da poluição atmosférica (muito sério), só acho importante ressaltar que não há contra-estudo, argumentação, debate ou pesquisa que seja capaz de provar que o uso abundante de produtos plásticos no mundo não é prejudicial ao planeta.