quarta-feira, 30 de outubro de 2013 - 15:27

Bebês Reborn: bonecos hiperrealistas dão à luz a subcultura na web

Brincar de boneca é um ato milenar entre meninas e moças, mas visto de fora, parecia estar próximo do fim. Um ledo engano, no entanto. Uma curiosa cultura online ganhou destaque nesta quarta-feira após parar nos Trending Topics do Twitter: a dos “bebês reborn”. A “tribo” é formada por moças de todas as idades, que compartilham vídeos e dicas de cuidados com bonecos hiperrealistas – praticamente uma evolução do velho “bebezão da estrela”.

A semelhança entre os bonecos e bebês de verdade é um tanto assustadora. Mas é ela que faz com que os brinquedos – se é que dá para denominá-los assim – chamem tanta atenção e inspirem cuidado por parte das “mães”. E são elas que, no melhor estilo “unboxing” de videogames, postam no YouTube vídeos abrindo os pacotes em que vem os bebês reborn –quase como o clássico do “nintendo sixty-foooooour”, mas com bonecos reais-até-demais. O exemplo brasileiro aqui tem incríveis 129 mil visualizações, enquanto o abaixo chega a pouco mais de 66 mil.

Os bebês reborn não são fabricados por nenhuma marca “famosa”, mas sim manufaturados por produtoras independentes – a Ana Reborn, que esteve nos TTs do Twitter, é apenas uma delas. Outras diversas vendem seus produtos na internet, seja em páginas próprias, como a da já citada e de Camila Eid (com mais de 300 mil curtidas no Facebook), quanto em lojas online, como a Meu Bebê Ideal, a Elo7 e a Bebê Reborn. As vitrines, aliás, são carinhosamente chamadas de “berçários” – sim, como as de hospitais, onde ficam recém-nascidos de verdade.

Além do mercado de bonecos, há também cursos para quem quer fazer um em casa, como o bom e velho artesanato. Mas é preciso ter paciência – os vídeos e tutoriais são relativamente longos – e os devidos moldes, no entanto. Ainda assim, pode ser uma boa alternativa para quem pretende ter um, já que, no Brasil, os modelos caprichados mais baratos ficam na casa dos 500 reais, podendo chegar aos 2.000.

Onde nasceram os bebês reborn? – Nos Estados Unidos, os bebês reborn são chamados de reborn dolls, e os artesãos e colecionadores chamam de “reborning” (ou “renascimento”) o processo de criar e cuidar de um boneco. Os primeiros modelos deles começaram a ser manufaturados no começo da década de 90, e as técnicas foram se aperfeiçoando no decorrer dos anos, chegando ao nível de hiperrealismo de hoje – os bonecos mais bem-feitos têm cabelo e até movem o peito conforme “respiram”.

Segundo a agência Reuters, com a cobertura da mídia, o hobby se espalhou pelo mundo, chegando primeiro a outros países de língua inglesa e mais tarde ao resto da Europa, à África e à América Latina. Com isso, a sociedade online de “seguidores” da prática também surgiu e cresceu – e ainda viu a criação de organizações, revistas, livros e convenções relacionadas aos bebês reborn, tanto nos EUA quanto em outros países.

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