sexta-feira, 23 de janeiro de 2009 - 16:41

Links patrocinados do Google na desgraça alheia

Os links patrocinados do AdSense rendem uma nota preta para o Google e dão uma bela audiência para os anunciantes. Mas, às vezes, seu uso ultrapassa os limites do mau gosto. Como a escolha do que vai ser exibido ocorre de modo automático, podem aparecer algumas sugestões bem bizarras.

Na quarta-feira, o portal G1 publicou uma reportagem sobre uma menina de 5 anos que morreu engasgada com uma bola de gude em Franca, no interior de São Paulo. Logo abaixo do texto, surgiram dois anúncios do Google indicando funerárias (veja a imagem reproduzida acima). O primeiro prometia serviço de funeral completo para todo o país. Já o segundo oferecia enterros 24 horas. Imagine agora o que sentiria um parente da garota que visse essa matéria na web. Pouco tempo depois, o problema foi corrigido.

Em outros casos, os links patrocinados beiram a total falta de sensibilidade. Na sexta-feira, o portal do Estadão divulgou a notícia de que duas crianças e um adulto tinham sido mortos em uma creche na Bélgica. Sabe quais eram os anunciantes das propagandas exibidas? Um site de namoro online, um fabricante de picolés, um portal de compra e venda de imóveis e uma entidade ligada ao sistema financeiro que defende que ninguém perdeu dinheiro com o congelamento da poupança no plano Collor.

Tudo bem que a escolha automatizada de conteúdo relacionado para exibir esse tipo de propaganda ainda tem muito a evoluir, mas talvez fosse melhor não mostrar nada em determinados tipos de página. Bastaria fazer uma varredura por palavras como morte, assassinato, acidente, sequestro, roubo ou suicídio, por exemplo, e deixar o espaço reservado à publicidade em branco. O bom senso agradeceria.

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